Brasil e Mundo

Minha Casa Minha Vida beneficia cidades com até 50 mil pessoas

Investimento será de R$ 4,85 bilhões, informa Ministério das Cidades

O governo divulgou hoje (22) as propostas selecionadas para a construção de moradias em áreas urbanas pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV), em cidades de até 50 mil habitantes. A lista com as propostas selecionadas foi publicada pelo Ministério das Cidades, no Diário Oficial da União.

Trata-se da primeira seleção do MCMV com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social com este perfil (FNHIS sub-50). Serão 37.295 unidades habitacionais, em 1.164 cidades, de 26 estados.

A expectativa é que cerca de 150 mil pessoas sejam beneficiadas com “moradia digna para famílias de baixa renda, residentes nos pequenos municípios brasileiros”, informou o ministério. O investimento, segundo a pasta, será de R$ 4,85 bilhões.

“O foco são municípios com população inferior ou igual a 50 mil habitantes. As moradias atendem famílias com renda bruta mensal na Faixa Urbano 1 do MCMV, correspondente a até R$ 2.850, admitindo-se o atendimento de renda enquadrada na Faixa Urbano 2 (até R$ 4.700)”, detalhou o ministério.

Entre os critérios adotados para a seleção dos projetos está o de priorizar propostas que melhor atendam à demanda habitacional e observem “requisitos técnicos de desenvolvimento urbano, econômico, social e cultural, sustentabilidade, redução de vulnerabilidades e prevenção de riscos de desastres e à elevação dos padrões de habitabilidade, de segurança socioambiental e de qualidade de vida da população que será beneficiada”.

Com a divulgação das propostas selecionadas, estados e municípios terão de incluir, até 10 de dezembro, a proposta selecionada na plataforma Transferegov, programa nº 5600020240048, de forma a viabilizar a contratação pela Caixa Econômica Federal até o final do ano.

COMPARTILHE NAS REDES

Brasil e Mundo

Réveillon do Rio terá este ano Caetano, Ivete Sangalo e Bethânia

Cidade ganhará 13 palcos para os shows do Ano Novo

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou – nesta sexta-feira (22) – mais novidades para a programação do réveillon de 2025. Além dos shows já divulgados de Caetano Veloso e Maria Bethânia, Ivete Sangalo – pela primeira vez na festa carioca – e Anitta, a cidade receberá Xand Avião e a campeã do carnaval 2024, a escola Unidos de Viradouro.

Ao todo, serão 13 palcos espalhados pela cidade, sendo dois inéditos no Parque Oeste e no Parque Realengo, na Zona Oeste. Copacabana, na Zona Sul, recebe os palcos Rio, Samba e o Leme, que retorna este ano com uma programação dedicada à música gospel – que também é novidade na festa do dia 31 de dezembro. A expectativa é que Copacabana receba até dois milhões de pessoas na noite do último dia de 2024.

Segundo o prefeito, o evento deste ano receberá a maior quantidade de atrações da história do Ano Novo carioca, faltando ainda 20 atrações a serem divulgadas. “O que queremos é receber visitantes, então estamos  convidando todos os cariocas para se espalhar pelas festas de réveillon da cidade”, disse, em entrevista.

Presente na entrevista coletiva, o presidente da Empresa Municipal de Turismo do Rio (RioTur), Patrick Côrrea, reforçou que o réveillon será comemorado não apenas em Copacabana, mas em diversos pontos da capital. “No ano passado, vários palcos pela cidade movimentaram cinco milhões de pessoas fazendo a virada no Rio, então queremos superar essa marca”, assinalou.

Show com fogos

Agora em 2024, dez balsas estarão espalhadas pela praia de Copacabana para a queima de fogos – com 12 minutos de duração – na passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro. Em 2024, foram 12 palcos e 12 balsas espalhadas pela capital, reunindo 2,5 milhões de pessoas somente na orla de Copacabana. Segundo a prefeitura do Rio, a movimentação econômica foi de R$ 3 bilhões no último réveillon.

“Queremos os hotéis lotados, o setor de bares, restaurantes e o comércio produzindo. O Rio tem como uma das suas atividades mais importantes o turismo, as pessoas vindo visitar [a cidade], essa indústria do entretenimento”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

“O Rio é uma cidade de muitas ofertas, de muitas alternativas, portanto, queremos sempre estar incentivando, criando motivos para as pessoas estarem vindo ao Rio de Janeiro, não bastassem as suas belezas naturais, os seus pontos turísticos e os seus sítios históricos. Queremos sempre grandes eventos e grandes encontros acontecendo aqui” finalizou o prefeito.

COMPARTILHE NAS REDES

Brasil e Mundo

G20 Brasil teve a ousadia de colocar demandas dos invisíveis no centro do debate global

O Brasil apostou na diplomacia para chamar o mundo a acelerar transformações em nome daqueles que sempre ficaram para trás. O crescimento econômico global precisa estar alinhado à justiça social. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é o maior legado

Da inclusão de demandas comuns aos países do Sul Global à abertura de espaço para que as pessoas pudessem levar suas realidades aos debates do fórum de cooperação econômica do mundo, a presidência brasileira do G20 foi histórica. O País partiu de um lugar de coragem e ousadia na esperança de que ainda é possível contornar a policrise global. E para isso, os principais líderes do mundo precisam de fato estar comprometidos em ouvir e atender as urgências que parte dos territórios pelo mundo.

Não haverá economia forte e planeta sustentável em contexto de conflitos e guerras, e de lentidão para cumprir os acordos pelo clima e o aprofundamento da fome e da miséria. O Brasil apostou na diplomacia para chamar o mundo a acelerar transformações em nome daqueles que sempre ficaram para trás. Por meio dos esforços empregados neste ano desafiador, demos passos por um outro olhar sobre como o crescimento econômico global precisa estar alinhado à justiça social. Por isso, também, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é o nosso maior legado.

Cobertura histórica

As equipes do G20 Brasil e da Empresa Brasil de Comunicação responderam por uma cobertura histórica. De 1º de dezembro de 2023, quando Brasil assumiu a presidência do fórum até o final da Cúpula dos Líderes, no último 19/11 – e ainda nos desdobramentos e repercussões dos dias que virão. Na aba específica do G20 Brasil, dentro da Agência Gov, encontram-se quase 500 publicações.

Para a cobertura da Cúpula do G20 (18 e 19/11) e do G20 Social (14 a 16). A EBC demonstrou excelência, capacidade técnica e profissionalismo para liderar transmissões em nível internacional e se firmar como emissora parceira do G20. Entre a comunicação do G20 Brasil e a EBC, mais de 300 profissionais estiveram envolvidos na cobertura especial, com geração de imagens, conteúdo jornalístico e transmissões para mais de 200 emissoras de TV, brasileiras estrangeiras.

Participaram dessa produção histórica: Canal Gov, Agência Gov, Rádio Gov, A Voz do Brasil, TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Rádio Nacional, Radioagência Nacional, Radiojornalismo e equipe de redes sociais. Tudo isso sem abrir mão do noticiário geral do Poder Executivo no Paîs – inclusive com equipe do Canal Gov na COP 29, no Azerbaijão, onde Brasil lidera negociações sobre acordos climáticoso.

Nesta última edição do G20 News semanal, o nosso “resumo” é também um balanço, que se despede com os registros da Cúpula de Líderes do G20, que aconteceu nesta semana no Rio de Janeiro. O site do G20 Brasil seguirá em atualização até 30 de novembro, na expectativa do início do mandato de turno da África do Sul. Além de documentos, cobertura noticiosa e audiovisual de toda a presidência brasileira, é possível acessar os conteúdos produzidos por organizações da sociedade civil que nos auxiliaram a explicar o que é o G20 para mais pessoas.

O Brasil agora se prepara para assumir outros dois espaços de cooperação internacional estratégicos: a COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que acontecerá em Belém, em 2025; e a presidência do Brics, fórum para auxiliar medidas para o crescimento dos países do Sul Global, formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ampliado por Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia. No horizonte, o desejo de fazer mais e melhor por soluções para os desafios globais.

Agradecemos pela audiência e a companhia. Desejamos sucesso e boa sorte aos sul-africanos.

COMPARTILHE NAS REDES

Opnião

Precisamos de mais histórias felizes

A concepção de felicidade evoluiu ao longo da história, refletindo as mudanças culturais e filosóficas de cada época. Na Roma Antiga, era associada à virtude e à serenidade de espírito, conforme ensinado pelos estoicos. Na Idade Média, influenciada pela teologia cristã, era vista como a união com Deus e a obediência às suas leis. O Iluminismo trouxe a ideia de que a felicidade é um direito individual a ser perseguido nesta vida, enfatizando o bem-estar pessoal.

No século XIX, a Revolução Industrial introduziu uma visão mais materialista da felicidade, ligada ao sucesso financeiro e ao progresso tecnológico. O século XX viu o surgimento da Psicologia Positiva. Atualmente, no século XXI, a felicidade é frequentemente relacionada ao bem-estar pessoal, à realização individual, ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, à saúde emocional e mental, e à importância das relações sociais. Essas mudanças mostram que, embora as concepções variem, a busca por felicidade é uma constante na experiência humana, influenciada por diversos fatores culturais, sociais e individuais. Reconhecer a diversidade dessas perspectivas nos ajuda a compreender melhor o que significa ser feliz em nosso próprio contexto.

Essa busca, portanto, transcende culturas, religiões e sociedades. Argumenta-se que não evoluímos para ser consistentemente felizes, mas sim para sobreviver e nos reproduzir. No entanto, desde meados do século XX, a felicidade se tornou uma obsessão cultural, influenciando muitas áreas de nossas vidas, ligadas ao significado e ao propósito do “quem somos” e do “por que estamos aqui”.

Não surpreende, então, que seja objeto de inúmeros estudos, que demonstram encontrarmos felicidade nos relacionamentos, no trabalho, no local onde vivemos e nas condições financeiras, apenas para citar alguns exemplos. Pesquisas recentes sugerem uma forma ainda mais simples de viver uma vida feliz: contar histórias, especificamente a história de nossa vida. Basta visitar sites de vendas de livros e cursos ou entrar em uma livraria para nos depararmos com uma enorme indústria da felicidade e do pensamento positivo, estimada em mais de 11 bilhões de dólares por ano apenas nos EUA, em 2024.

As histórias que vivemos ou criamos, alinhadas com nossas experiências e emoções, tecem a ilusão de uma felicidade plena. Longe de ser uma falácia, essa percepção evidencia a habilidade extraordinária do ser humano em superar adversidades e encontrar luz mesmo nas sombras.

O storytelling é, portanto, um pilar fundamental na edificação da felicidade, pois ao compartilharmos e nos reconhecermos nas narrativas de alegria e superação, nutrimos um otimismo que permeia nosso ser, fomentando um bem-estar coletivo. As histórias, quer pessoais ou corporativas ou literárias, que escolhemos partilhar e acolher não apenas enobrecem a nossa jornada, mas entrelaçam os nossos destinos como espécie, semeando um campo fértil para a ‘felicidade’ florescer. Por isso, em uma realidade que parece ebulir de tragédias, precisamos compartilhar mais histórias felizes. Elas têm o poder de contribuir para o nosso bem-estar porque nos permitem vivenciar vidas além da nossa e nos confrontam com as profundezas de nossa própria humanidade.

James McSill é escritor best-seller, autor do livro “5 Lições de Storytelling: Felicidade, Influência e Sucesso” (DVS Editora).

COMPARTILHE NAS REDES