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Dia do Corretor – Adauto Bissoto completa 40 anos no ramo

O Dia Nacional do Corretor de Imóveis é comemorado em 27 de agosto. Esta data homenageia o trabalho do profissional que se dedica à mediação mobiliária, ou seja, ajudar a vender ou alugar imóveis para pessoas que estejam interessadas. A Folha de Valinhos homenageia os corretores que trabalham na cidade, cerca de 200 corretores e 60 imobiliárias, e conta a história do valinhense Adauto Bissoto Pereira da Silva, 56 anos.

“O início foi com meu avô nos anos 70, depois veio a minha mãe e depois chegou a minha vez. É uma vida e tanto, uma trajetória grande”, recorda Adauto que completou 40 anos dedicados à profissão em abril e é um dos corretores mais antigos, queridos e respeitados na cidade. Ele conta que o sucesso do trabalho está na relação estabelecida com os clientes. “O relacionamento com o cliente e a satisfação de ver o negócio finalizado são as melhores partes”, completa. 

A confiança e a credibilidade construídas com o passar dos anos fazem a diferença nos negócios e na motivação. “A melhor experiência foi entre 95 e 98 quando vendemos 3 loteamentos de classe média baixa para pagar parcelas baixas em 4 anos. Foi muito bom para nós e para os clientes”, destaca. 

Adauto também lembra que no início da atividade profissional a demanda era diferente. “Antigamente era muito mais fácil, mais simples. Tinha uma máquina de datilografia, usava aquele papel impresso de papelaria, fazia contrato e depois ia ao cartório. Hoje a gente tira mais de 30 certidões, muita burocracia e gastos”, explica. O conhecimento ajudou a otimizar o tempo e os companheiros de trabalho ajudaram nesta dinâmica. “Cerca de 10 pessoas trabalharam comigo ao longo de 37 anos. Foram poucos, mas que ficaram muito tempo. Isso é bom”, finaliza.

 

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Pai de Santo Marco Antônio fala sobre pandemia e espiritualidade

Diante da repercussão da Série Especial ‘Deus nos esqueceu aqui?’, publicada pela Revista Up! Valinhos na edição de fevereiro, a Folha de Valinhos optou por publicar outros trechos da entrevista realizada com líderes religiosos de perspectivas diferentes sobre o momento da pandemia da Covid-19 que a humanidade enfrenta e a atuação de Deus nesse período. Nesta edição, o Pai de Santo Marco Antônio de Oliveira, do Templo de Umbanda Cacique Ubiratã e Pai Sacomé, localizado no Jardim Pinheiros, fala sobre Deus, espiritualidade e religião em tempos de pandemia.

Onde está Deus na pandemia?
Deus e suas Divindades, que pra nós Umbandistas são representados pelos nossos Orixás e Entidades. Entendo que eles estão para nós a todo o momento de nossas vidas. Eles estão para todos e por todos. Mas somos responsáveis em ir a sua busca. As irradiações divinas somos nós os encarnados, que devemos a todo o momento estar à sua busca. A nossa Fé, por exemplo, é uma energia emanada para todos nós por Olorum (Deus) através do nosso Orixá Maior, Oxalá (o filho). Esta qualidade Divina, essa energia emanada para todos, são coisas que nós, os encarnados que precisamos a todo o momento estar renovando, praticando e trabalhando isso dentro de cada um, para que não se apague a chama de nossa fé. Isso vale para todas as qualidades Divinas de Olorum, vale para o Amor, para a Justiça, para a Ordem, para nossa evolução e para nossa vida. Todas essas energias Divinas são emanadas por Olorum e suas divindades.

A pandemia afetou a espiritualidade?
Para algumas pessoas foi afetado negativamente, pois muitos tiveram que se afastar de seus Templos religiosos, local onde se fortalecem para a busca de sua fé. Para outras pessoas nada mudou, pois a questão da espiritualidade, de estarmos bem ou não, está na sua prática diária e não somente nos templos religiosos. Digo sempre que ‘estarmos bem espiritualmente é estar preparado para as adversidades da vida’. Esta é uma frase de um indiano que li há muitos anos e a pratico. Eu acredito muito nisso. A pandemia nos fez enxergar o mundo de outra forma. Fomos obrigados a nos proteger, fazendo o isolamento social. Nos fez pensar em inúmeras coisas que não tínhamos muito tempo para fazer. Porém aqueles que foram obrigados a tudo isso, mas estavam bem com sua espiritualidade, ou seja, praticando aquilo que Deus espera que cada um, para esses pouco mudou, além e tão somente, não poder ir ao Templo religioso que frequentam. Portanto, acredito que a pandemia fez com que todos pensássemos mais, agíssemos mais em torno de um acreditar maior e muitos se realinharam novamente as coisas de Deus. Como dizemos na Umbanda, ‘ou praticamos pelo amor ou pela dor’.

A religião contribui com a sociedade?
Todas as religiões contribuem de forma positiva para Deus. Pois as religiões são a ‘mola mestre’ de cada um de nós, onde deixamos de ser seres extintivos para sermos seres racionais e emocionais em nossas atitudes. Para a sociedade eu entendo que os fiéis das religiões é quem podem contribuir positivamente para a sociedade. Praticando as coisas de Deus ensinadas e repassadas pela sua religião. E reforço, praticando, não somente ir aos seus cultos, e somente ficar na sua mente o que lhe foi transmitido. Mas precisa estar em suas ações, comportamentos e sentimentos. O grande problema para a sociedade está exatamente neste ponto, no praticante da religião, no encarnado. Este é o elo mais fraco de tudo isso. Vemos muitas religiões levando até seus fiéis mensagens de amor, de fraternidade, de união, de respeito e o principal, o amor ao Ser Supremo, que cada um entenda ser o seu Deus. Lembrando que Deus é um só, porém as religiões praticam de formas diferentes, mas com o mesmo pensamento neste único Ser Supremo. Portanto, acredito que cada religião que conseguir repassar aos seus fiéis, e se estes fiéis praticarem com responsabilidade, com respeito e amor ao próximo, terá cumprido a essência da religião, a essência do Pai Maior, ao qual podemos chamar de Deus, de Olorum, isso tanto faz desde que eu seja um filho Dele e que eu seja o seu orgulho.
 

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Em entrevista Padre Tarciso fala sobre Deus e espiritualidade em tempos de pandemia

Diante da repercussão da Série Especial ‘Deus nos esqueceu aqui?’, publicada pela Revista Up! Valinhos na edição de fevereiro, a Folha de Valinhos optou por publicar outros trechos da entrevista realizada com líderes religiosos de perspectivas diferentes sobre o momento da pandemia da Covid-19 que a humanidade enfrenta e a atuação de Deus nesse período. Nesta edição, o Padre Tarcísio Pereira Machado, da Paróquia Santana, fala sobre Deus, espiritualidade e religião em tempos de pandemia.

Onde está Deus na pandemia?
A pandemia trouxe um novo modo de organizar a vida e tudo o que a ela se refere;  nosso questionamento não pode lançar mão do recurso –Deus- como se fosse uma saída mágica para tamanha complexidade. O questionamento passa por outro caminho – como se comportar diante do grande desafio, considerando que a fé pauta o nosso agir? Esperar que Deus, num passe de mágica, tudo resolvesse…se assim pensamos, devemos nos perguntar sobre a concepção de fé e a relação que temos com Deus. Nesse momento complexo, sofrido, o ser humano deve considerar que não é hora de imaginar “onde Deus está na pandemia”. A pergunta é outra – onde se encontra o homem dotado de razão, capacidades de raciocínio, bons princípios éticos que o leva a escutar as orientações seguras que o conduza ao alívio da dor? A visão obtusa, uma procura desenfreada pelo bem-estar, seja qual for a dimensão, tem obscurecido a sensibilidade humana, fazendo-a perder a visão holística da vida. A ganância esvazia a capacidade da reflexão e há necessidade de contemplação do dom precioso da vida. Tudo vai ficando à margem do agir da vida, do acontecer do ser humano nesta história onde tudo vem compreendido de forma fluída. Deus está sempre agindo na criação como um todo, faz parte do mistério do Deus-Criador, podemos até dizer de um Deus que provoca o ser humano a tomar caminhos novos a fim de encontrar a verdadeira felicidade. Porém, se percebe o indiferentismo, que se alastra através dos radicalismos, preconceitos e comportamentos que destroem a natureza humana na sua originalidade, com atitudes grotescas que nenhum idioma foi capaz de descrever com um adjetivo expressivo para situações em extrema desumanidade e que está num ritmo crescente. Quais são os motivos que conduzem a essas atitudes? A lacuna do vazio na alma do ser humano, se colocando no lugar do seu Criador!

Como a pandemia afetou a espiritualidade?
As descrições de sofrimento se acentuaram numericamente em razão da complexidade do sofrimento – causando muitas interrogações para todos! Na sua maioria, as pessoas vivem na fronteira da fé – acreditar ou não em Deus? Se o crer ou não crer, por natureza já é uma tensão, no momento isso se acentua. Não é o momento para esse questionamento, mas de firmar-se no discernimento que a vida espiritual ameaçada possa sugerir a ideia de fracasso ou ser descartada, essas variações fazem parte da tensão própria quando somos desafiados. Será nas ameaças que demonstrará a capacidade para agir com equilíbrio. Momento oportuno para interrogar o nosso comportamento, sob a forma de como se concebe Deus e verificar o fruto do relacionamento sério com Deus. Quando me refiro à seriedade, isto é, relacionamento filial, de constante diálogo na oração mental, silenciosa. Ao negar essa realidade, parecendo-nos que não fazemos parte dela, tornar-se-á cômodo, descompromissado com qualquer critério, conduzindo-nos a um subjetivismo que alimenta a si mesmo, muito próprio de quem está em situação distante, elevada e prefere ser indiferente. Eu digo que isso não é a vivência de uma espiritualidade cristã. Isto é fruto de um modo “postiço” de viver ritualismos da prática de uma espiritualidade. A espiritualidade é uma síntese vital do encontro com Deus em comunhão com os outros e isso dará o sentido ao encontro com Deus e nos faz propagadores da experiência com a Palavra Sagrada. Portanto, não podemos reduzir a espiritualidade às atividades de culto em comunidade, é um caminho de vida que se expressa pelo comportamento, vocabulário, estado de humor e relacionamento com outras pessoas. Tem seu ponto de partida na Palavra Sagrada e, para o católico, é celebrado a partir da vida sacramental, traduzido em gestos de esperança e caridade. Se a compreensão das dimensões da Espiritualidade for entendida num único ângulo, poderão ocorrer distorções que negarão a vivência dessa vida segundo a ação do Espírito. O que pode afetar a nossa vida espiritual são ações exteriores no modo de expressar, mas não fere o cerne da convicção de fé que conduz à vivência profética. Por isso mesmo encontramos muitas pessoas convictas do seu comprometimento com o bem que realizam, a partir de orientações asseguradas pelas prescrições científicas e assim alimentam a sua comunhão com Deus. Devemos considerar que vivemos numa sociedade indisciplinada e isso pode afetar uma ideia de espiritualidade falseada, artificial, sem um perfil definido da sua intimidade com Deus. A causa de muitas situações desordenadas na vida em geral tem sido a ausência de dois pontos importantes: falta de reconhecimento de uma hierarquia de valores na vida humana e, consequência disso, atitudes indisciplinadas que vão formando uma mentalidade, uma forma de se acomodar e consequentemente de um agir que não corresponde à seriedade da vida de fé. A vida de fé estabelece um vínculo com Deus, exteriorizado nos valores das bem-aventuranças evangélicas (Mt 5,1-12). A vida espiritual exige princípios de disciplina que sistematizam o agir da pessoa, não para tirar a liberdade, mas para agir com alteridade. São tantas situações de irregularidades de princípios de disciplina, que se tornam o elemento motivador no modo de ser da vida e assim caminham para o caótico, a saber, um vazio construído por confusões de toda ordem constituindo a perda da noção dos valores que constroem a vida digna.

Como a religião pode contribuir com a sociedade?
Por natureza, o ser humano está em constante evolução e busca de superação de si mesmo. E no mais íntimo da sua natureza humana há esse desejo de encontro e relacionamento com o Absoluto – é o homem que não se basta a si mesmo e reconhece o mistério do divino em sua aparência de infinitude que está em Deus. Na contingência histórica da sua vida, a percepção da infinitude, como grandeza não administrável para o ser humano, o faz um ser que procura a razão do seu existir. Toda essa síntese se desemboca numa comunidade que o leva a fazer a experiência da ação de Deus na sua vida, dando sentido às ações que estabelecem conexão com a Palavra Sagrada. A dimensão religiosa, de forma equilibrada, iluminadora, questionadora dos impulsos humanos são de grande valia como elemento norteador do seu modo de conceber, avaliar e, sobretudo, as razões do seu agir. Por isso no mais íntimo das consciências está o mistério do “homem interior”, o Pai no seu amor revela o homem ao homem e descobre-lhe a sua vocação sublime, afirma João Paulo II (Cf. Encíclica Redemptor Hominis, 8). Desse encontro com a revelação da divindade, o ser humano se percebe responsável pelo seu agir e exige uma postura reflexiva numa visão de conjunto. Conscientiza-se o ser humano na coletividade, preservando a particularidade, mas sempre em relação aos outros pares, daí nasce a consciência moral, a função específica do discernimento e o juízo moral. A concepção de todo o seu ser na história, a partir da experiência de fé, transforma a pessoa movendo-a para a busca de algo mais elevado que as mesquinharias de um mundo desordenado e sem sentido para a edificação da vida humana. Em todo o período que as ideologias, as mais variadas, tentaram sucumbir e desviar a atenção e, até mesmo, cortar as raízes de conexão com o sagrado, não foram capazes de alcançar êxito nesta finalidade. Lançaram mão de todos os recursos possíveis, no entanto, o gérmen do divino criador permanece no âmago das pessoas com o permanente desejo da experiência de uma vida elevada com o seu Criador. Por isso, a importância da vivência religiosa nos momentos mais polêmicos colabora com algo singular nesses grandes episódios que exigem o mais precioso do ser humano – ser capaz de manter o equilíbrio, que conduz às condições de oferecer uma referência de esperança e testemunho que preserva a vida. Uma visão religiosa com espírito crítico, perspicaz, holístico colabora para dinamizar o mistério da beleza da vida, não permitindo a acomodação com as coisas funestas, ambíguas que deturpam a preciosidade da vida humana em sociedade.

 

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Folha entrevista o músico Ricardo Margadona

RAIO X

Nome: Ricardo Margadona

Idade: 43 anos

Profissão: Engenheiro

Nasceu em Campinas e mora em Valinhos.

 

‘Meu sonho não é o de fazer dinheiro com música mas sim de criar algo que seja um legado pessoal’

A Folha de Valinhos entrevista Ricardo Margadona, 43 anos, que mora em Valinhos com a família, e em maio planeja lançar o Projeto Delirium em parceria com a cantora Rebecca Riss. Ricardo é um engenheiro apaixonado por música e nessa entrevista fala sobre a sua trajetória, a parceria com Rebecca, os desafios da pandemia e os planos para o futuro.

Como surgiu o interesse pela Música?
Desde pequeno, na minha casa sempre tocou boa música. Meu pai tinha alguns discos legais do Creedence e dos Beatles e eu adorava ouvi-los. Aos 12 anos eu ganhei um violão de uma prima. Fiz aulas de violão popular e logo descobri o contrabaixo, que até hoje é o meu instrumento principal. Toquei em algumas bandas e fiz vários amigos para a vida toda!

Como foi a parceria com a Rebecca Riss?
Em Março de 2020 nós entramos no primeiro lockdown por causa do Covid-19. De um dia para o outro eu me vi cercado dentro de casa com a família e pela primeira na vida com algum tempo para poder criar alguma coisa. Então não perdi tempo: resolvi aprender a gravar os instrumentos em meu computador e através de um site especializado em composição chamado Kompoz.com conheci a cantora Rebecca Riss. Em Julho estava criando uma música com outra pessoa, mas como ela não sabia deste outro músico ela pediu para cantar. Eu expliquei para ela que aquela música já estava sendo desenvolvida com outro cantor mas que em breve eu faria outra para ela cantar. Ela ficou desapontada naquele primeiro contato. No outro dia eu fui pesquisar mais sobre ela e descobri que ela era uma super cantora.

O que é o Projeto Delirium?
Percebi que tinha uma oportunidade ali. Uma semana depois tive uma ideia no meio da noite e compus uma música instrumental completa em apenas 3 horas. Enviei para ela e disse:  – Lembra-se que te falei que iria compor uma música para você cantar? Veja se gosta dessa. No outro dia de manhã quando fui ler meus emails eu já tinha recebido uma trilha de voz. Quando juntei com a composição que eu tinha feito, fiquei sem palavras. Imediatamente ficou claro que tínhamos algo especial ali. A nossa primeira música, Just Like, ficou pronta em menos de 24 horas e ficou muito claro que não poderíamos parar por ali. Este foi o começo do nosso projeto, a criação de algo maior, expresso em um álbum com várias músicas, com a participação de vários músicos de diversos países e que se chamaria "Delirium". Eu e a Rebecca acabamos de gravar 6 músicas muito especiais, com o apoio de 8 músicos excelentes de 5 países diferentes. Nossas músicas estão tendo uma boa repercussão e estão tocando neste momento em 70 rádios ao redor do mundo. Recentemente fomos convidados por dois selos (SpectroCD e PsicoBR) para a produção do nosso primeiro álbum, que será lançado em Maio deste ano. Estamos muito felizes com este lançamento!

Como foi compor durante a pandemia?
Quando a pandemia começou eu decidi que ao invés de gastar meu tempo remoendo más notícias ou acompanhando a política eu iria aproveitar este período para me aperfeiçoar em alguma coisa, mas ainda não sabia no que seria. Resolvi aprender sobre técnicas de gravação e mixagem. Então decidi pela primeira vez na vida que eu tentaria criar a minha própria música e está sendo uma experiência completamente diferente de tudo o que já experimentei antes. Um mundo novo, cheio de coisas diferentes e interessantes para se aprender e experimentar.

Como a música pode ajudar em tempos de pandemia?
Depois que este período de pandemia acabar nossa geração e talvez a próxima nunca mais passará novamente por esta experiência, o que significa que podemos estar vivendo um período histórico e que poderá se tornar um marco inclusive para o mundo da música independente. No futuro, algo ‘criado durante a pandemia’ poderá gerar interesse de quem tem alguma noção do que realmente está acontecendo nestes dias.

O que a música é para você?
A música é muito mais que um hobby. Até hoje a música continua me dando várias lições de vida, como por exemplo, aprender a perder a vergonha de se apresentar em público, trabalhar em equipe, a ter foco, fazer amizades duradouras, a sempre buscar a superação e o mais importante: a mostrar que se você tiver um sonho, você pode realizá-lo! Meu sonho não é o de fazer dinheiro com música mas sim de criar algo que seja uma espécie de legado pessoal. Para que meus filhos possam guardar uma lembrança especial do pai deles para o resto de suas vidas.

Quais são os planos para o futuro?
Eu e Rebecca moramos a uma distância de quase 10.000 km e não nos conhecemos pessoalmente. Somos muito conscientes de nossas situações profissionais (ambos trabalhamos em empresas multinacionais) e sobre os compromissos familiares, pois temos filhos, cônjuges e nossas famílias são e sempre serão nossas prioridades. Então estamos fazendo tudo com muito carinho, calma e consciência. Acreditamos que se fizermos tudo bem feito e fizermos bons contatos, podemos sempre gerar novas oportunidades, e isso vem se confirmando desde julho de 2020. Nossos próximos passos são o lançamento do nosso álbum Delirium em Maio e depois continuar criando músicas para um novo álbum. Assim, em mais algum tempo, teremos um bom repertório para que possamos em um momento oportuno nos apresentarmos em algum festival ou até mesmo gravar um vídeo em estúdio.
 

Site
http://Ricardoandrebecca.com

Instagram
@ricardomargadona

Facebook
Ricardo Margadona & Rebecca Riss

Spotify
https://open.spotify.com/playlist/12EDlkJFYPfm1gCL2Gx8K2?si=YR6bIJWfRVKH9TXXMO4V1A

 

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Para Comunidade Bahá’í, Deus está presente no coração de todos que se voltem para Ele

Série: Deus nos esqueceu aqui?

Diante da repercussão da reportagem ‘Deus nos esqueceu aqui?’, publicada pela Revista Up! Valinhos lançada no último domingo, dia 28, a Folha de Valinhos optou por publicar outros trechos da entrevista realizada com líderes religiosos de perspectivas diferentes sobre o momento de pandemia que a humanidade enfrenta e a atuação de Deus nesse período. Nesta edição, líderes da Comunidade Fé Bahá’í de Valinhos, que este ano completa 30 anos, falaram sobre Deus, espiritualidade e religião.

Onde está Deus na pandemia?

Deus rege toda a Criação segundo Leis físicas e espirituais, entre elas aquelas que regulam a interação entre os seres na Terra, como vírus e seres humanos. As Leis divinas são invisíveis, inalteráveis e inescapáveis: elas não são alteradas nem em prol nem contra os seres humanos. O livre-arbítrio desfrutado pelos homens pode fazê-los ir contra ou a favor dessas Leis. A destruição sistemática e ímpia dos habitats naturais, o extermínio de espécies naturais e a profunda alteração do meio-ambiente terrestre acabam por colocar os seres humanos em rota de colisão com vários patógenos que, de outra forma, estariam restritos ao seu nicho ecológico. A pandemia tem a ver com as ações humanas, não divinas. Além de zelar pela ordem da Criação, Deus, o Espírito Supremo, está presente nos corações de todo aquele que se volve para Ele.

Como a pandemia afetou a espiritualidade?

“Fosses tu atingir uma simples gota de orvalho das águas cristalinas do conhecimento divino, haverias de compreender, prontamente, que a vida verdadeira não é a vida da carne, mas sim, a do espírito…”— Bahá’u’lláh

Os que verdadeiramente amam a Deus e obedecem Suas leis não tiveram sua espiritualidade afetada negativamente, pelo contrário, acabaram por fortalecê-la ao estenderem suas mãos à comunidade ao seu redor, terrivelmente aflita e desesperançada. A espiritualidade é como um fogo: se o fogo é pequeno, um vento forte pode apagá-lo, mas se o fogo é grande a violência dos ventos somente o faz maior. Uma espiritualidade pequena pode soçobrar com os ventos das provações, mas uma espiritualidade grande somente cresce com eles. “Há uma crescente compreensão de parte dos povos do mundo que as décadas vindouras irão trazer consigo desafios dentre os mais intimidadores que a família humana jamais teve de enfrentar. A atual crise global de saúde é apenas um de tais desafios, a severidade final de cujo preço, tanto em relação a vidas quanto à subsistência, ainda é desconhecida; seus esforços em socorrer e apoiar uns aos outros, bem como às suas irmãs e irmãos na sociedade em geral, certamente precisarão ser mantidos e, em alguns lugares, ampliados.” (Casa Universal de Justiça 11/2020)

Como a religião pode contribuir com a sociedade?

Os ensinamentos dos grandes Mensageiros e Profetas religiosos sempre foram o mais poderoso instrumento a criar união, harmonia, amor e fraternidade. Tudo que há de bom na filosofia, nas leis, nos costumes e na administração dos assuntos humanos deriva deles, direta ou indiretamente. As religiões, por sua vez, em seus aspectos mais positivos, são o mais poderoso instrumento social para a construção do Bem comum; quando não o fizeram foi devido aos descaminhos nelas inseridos por interesses nada divinos. A verdadeira religião é fonte de amor universal, fraternidade, altruísmo e benevolência. Se uma religião for fonte de ódio, preconceito e discriminação, então afastar-se dela é um ato verdadeiramente religioso. Se praticadas conforme a pureza original de seus Fundadores, toda religião pode ajudar a sociedade a melhor lidar com seus desafios e problemas coletivos, além de trazer entendimento, fé e esperança aos corações.

A Folha de Valinhos publicará nas próximas edições a entrevista na íntegra de todos os líderes religiosos que foram convidados para participar dessa série extremamente relevante para esse tempo de pandemia.
A Revista Up! Valinhos com a reportagem ‘Deus nos esqueceu aqui?’ com a participação de outros líderes religiosos está disponível através do link
 

 

 

 

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Segunda edição da Revista UP! Valinhos neste domingo, dia 28

O Grupo FV, que edita o jornal Folha de Valinhos, coloca em circulação neste domingo, dia 28, a segunda edição da Revista UP! Valinhos.

Lançada em janeiro deste ano com a proposta editorial de publicar apenas notícias, reportagens e histórias inspiradoras, a segunda edição está com um super conteúdo sobre espiritualidade e Deus. Para a construção deste matéria ouvimos as principais lideranças religiosas do município, das religiões cristão – católicos e evangélicos – do espiritismo, da umbanda e da Fé Baha´i.

O objetivo é de proporcionar ao leitor uma leitura sobre questionamentos e comportamentos que se evidenciam ao longo da pandemia, sobretudo a busca por Deus ou através Dele respostas para os dilemas deste momento, onde a espiritualidade parece mais evidenciada.

Além disso, a edição também conta um pouco da trajetória de 20 anos do Grupo Rosa e Amor que atua no município no acolhimento e no trabalho multidisciplinar com mulheres vítimas do câncer de mama.

Destacamos também o Projeto Desperta, trabalho realizado pela Associação Cultural e Artística de Valinhos – ACAV – em parceria com uma família do bairro São Bento do Recreio para oferecer cursos e oficinas culturais, artísticas e educativas.

Além disso, a UP! Valinhos também traz matéria sobre os 50 anos do Clube de Mães de Valinhos celebrados este mês.

A partir deste final de semana todo o conteúdo da revista, inclusive a integra dos textos relacionados a matéria de capa, estarão disponíveis através do site da revista – www.revistaupvalinhos.com.br

 

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Dia do Imigrante Italiano: O legado da Itália em Valinhos

O Dia Nacional do Imigrante Italiano será comemorado neste domingo, dia 21. A data foi instituída em 2008 para homenagear o maior movimento migratório internacional do país e é uma referência a chegada do navio La Sofia a Vitória, no Espírito Santo, em fevereiro de 1874. Segundo a Fondazione Migrantes, o Brasil é o país com o maior número de descendentes de italianos no mundo: cerca de 30 milhões de pessoas.

A chegada dos primeiros imigrantes italianos em Valinhos começa no ano de 1888. O historiador valinhense José Spadaccia, em seu livro ‘Monografia Histórica de Valinhos’, afirma que foram os italianos que fincaram as raízes do comércio e os alicerces da indústria na cidade. Os imigrantes que chegavam a São Paulo iam para o interior de trem e se instalavam nas fazendas de café, onde substituíram a mão de obra escrava e passaram a ser reconhecidos como colonos.

Valinhos teve significativa participação dos italianos e, consequentemente, seus descendentes, na história de crescimento e desenvolvimento da cidade. Através das suas mãos, da força de trabalho e da determinação, aquele tímido Distrito de Paz se transformou em uma das melhores cidades brasileiras para se viver. O legado da Itália em Valinhos é visível na agricultura, indústria, festas, costumes e crenças.

Figo


O principal fruto produzido na cidade foi introduzido pelo italiano Lino Busatto em 1901. Dez anos depois o figo já era produzido em escala comercial. A história conta que ele se cansou dos maus tratos na fazenda onde trabalhava, pediu as contas, e com o dinheiro comprou o terreno na esquina das atuais ruas Campo Salles e Carlos Gomes e lá plantou as primeiras mudas de figo roxo.

Agricultura
A figueira se adaptou facilmente à terra valinhense e o imigrante italiano Lino Busatto distribuiu mudas gratuitamente aos amigos e vizinhos. Atualmente Valinhos projeta uma safra de 3.584 toneladas de figo. O figo roxo mudou a história econômica, social e turística de Valinhos.

Tradição Religiosa


A história da Igreja Católica em Valinhos se une com o desenvolvimento agrícola do munícipio quando em 1939 o Monsenhor Bruno Nardini tomou posse como vigário da Paróquia de São Sebastião e, com o intuito de arrecadar fundos para a construção da nova Matriz, deu início ao evento que hoje conhecemos como Festa do Figo. A própria construção da igreja, em 1940, teve a importante mão de obra dos imigrantes.

Economia


Valinhos tem projeção nacional ao ser conhecida como a ‘Cidade do Figo Roxo’. De acordo com a Associação, 30% da produção de figo são destinadas à exportação, o equivalente a quase R$10 milhões. Holanda, Alemanha e França são os principais destinos do figo roxo produzido em Valinhos.

Indústria

Em 1987 o imigrante italiano José Milani iniciou a fabricação de sabão e, assim, fundou a Cia. Gessy, uma pequena indústria que conseguiu grande impulso e desenvolvimento com a fabricação de sabão, sabonetes, perfumarias. Em 1960, incorporada pela Unilever, passou a ser um dos mais importantes conglomerados industriais, com fábricas em diferentes cidades.

Cultura


Em 1991 um grupo formado por descentes de italianos fundou a Associação Cultural Ítalo Brasileira de Valinhos com o objetivo de fazer com que a cultura italiana na cidade fosse resgatada e registrada para as próximas gerações. A Associação dissemina a cultura italiana na cidade, oferece aulas do idioma para cidadãos valinhenses e mantém vivas diversas tradições que fazem parte da história de Valinhos.

Edifícios


As construções, símbolos de crescimento dos novos tempos, também são marcados pela influência da Itália. Valinhos tem edifícios conhecidos que carregam a Itália no nome: Palermo, Milano, Valença, Itália, e outros.

Ruas e Avenidas


Valinhos tem muitas ruas e avenidas que homenageiam a Itália: Eugênio Franceschini, José Milani, Luiz Antoniazzi, Luiza Rodella Brandini, Ângela Ferraro Menegaldo, Luis Carlos Brunello, Vicente Musselli, entre outras. Gerações dessas tradicionais famílias de italianos ainda vivem em Valinhos.
 

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César Braghetto fala sobre o projeto de acolhimento de refugiados

‘A satisfação de fazer o bem para quem mais precisa e ver a alegria e gratidão especialmente das crianças’

Raio-x
Nome: César Fernando Braghetto
Cidade Natal: Campo Limpo Paulista
Formação: Bacharel em Direito e Tecnologia
Profissão: Consultor e Educador Social

A Folha de Valinhos entrevista César Fernando Braghetto, consultor e educador social, idealizador do Projeto Social Acovidas – Acolhimento sem fronteiras, que tem a finalidade de acolher imigrantes ou refugiados ultrapassando fronteiras e quebrando barreiras ideológicas pela ajuda humanitária na integração social e acolhimento não assistencialista.
Atualmente 25 famílias são assistidas pelo Projeto totalizando cerca de 100 pessoas que diretamente são beneficiadas pelo trabalho. Famílias haitianas, africanas e venezuelanas que buscam melhores condições de vida em Valinhos. Em tempos de pandemia e tantos desafios, César e sua equipe de voluntários fazem a diferença, zelam pela vida do próximo e mostram que é possível demonstrar empatia no dia a dia.
Nesta entrevista César explica o que é o Projeto Social, quais atividades são realizadas, a origem dos trabalhos e como as pessoas podem colaborar.

O que é Acovidas?
Um projeto social, futura ONG denominado ACOVIDAS – Acolhimento sem fronteiras.

Qual o objetivo da Acovidas?
Ajuda humanitária em Acolher refugiados que chegam na cidade de Valinhos com preparação para o mercado de trabalho, aulas de português, documentação, integração social e cultural. Sem ideologia, não assistencialista e apoiado por voluntários, órgãos da cidade e comunidade em geral.

Como começou?
Em 2017 por contratar Haitianos na empresa e ver a dificuldade que eles tinham da língua e também a necessidade material e de integração social. Posteriormente estendeu-se para Africanos e por último desde 2019 para os Venezuelanos que chegaram com crianças e familiares.

Quais atividades são realizadas?
Acolhimento, aulas de português, parcerias com empresas do comércio e indústria de Valinhos para a empregabilidade, palestras, encaminhamento para órgãos sociais da cidade, ajuda escolar, procura de moradia, recolhimento de doações de móveis usados e roupas, integração social, cultural, e garantia de seus direitos contra preconceitos raciais ou xenofóbicos.

Quantas pessoas/famílias são assistidas?
Em torno de 100 pessoas. 40 crianças e 25 famílias assistidas.

Como as pessoas podem apoiar a Acovidas?
Através da página do Facebook em ACOVIDAS – Acolhimento sem fronteiras, grupo de voluntários Amigos de Acovidas no Whatsapp ou pelo fone (19) 9 9112 2412.

Qual a importância desse trabalho para você, para a cidade e para as famílias?
Para mim é a satisfação de fazer o bem como voluntariado para quem mais precisa e ver a alegria e gratidão especialmente das crianças. Para a cidade acredito que a cidadania que eles encontram e contribuição que dão na inclusão social e para as famílias é uma alivio de tanto sofrimento que eles têm em seus países e são obrigados a sair da sua pátria deixando parentes e filhos e atravessando tantas dificuldades procuram um emprego para manter-se aqui e ainda mandar dinheiro para sustentar quem ficou lá até que possa vir também ou que possam voltar um dia para seu país que em geral passa por catástrofes naturais, políticas ou econômicas.

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Em entrevista à Folha prefeita Lucimara fala sobre seu primeiro mês à frente do governo

Raio X

Nome: Lucimara Godoy Vilas Boas
Idade: 40 anos
Formação: Policial Militar (Academia do Barro Branco/SP)
Profissão: Prefeita de Valinhos

‘É importante que a Ciência, a Saúde, o cuidado individual, a gestão hospitalar andem lado a lado’

A Folha de Valinhos entrevista a Prefeita Capitã Lucimara Godoy Villas Boas que completa seu 1º mês à frente da cidade. Lucimara é casada com Erick, tem dois filhos, é capitã da Polícia Militar e foi eleita a primeira mulher a ser prefeita de Valinhos. Nesta entrevista, a prefeita faz um balanço dos primeiros 30 dias de governo, fala da relação com os vereadores, planos para o futuro e comenta o combate à pandemia da Covid-19.

Qual a impressão que a prefeita tem da Gestão Pública nos primeiros 30 dias de governo?

Em 15 de novembro, pelo processo democrático, a população escolheu o projeto de governo, e não político, que apresentamos para a cidade de Valinhos. Desde o início de Janeiro, iniciamos o Governo para todos os 131 mil valinhenses, com respeito aos Vereadores, para construir um processo de gestão profissional, com eficiência, ética e respeito ao diálogo e a execução ágil para atender as demandas da cidade. Infelizmente, o cenário que vimos na Prefeitura não é dos melhores. A estrutura física é deficitária, com impacto negativo direto nas atividades dos serviços prestados à população. A estrutura inexistente de tecnologia, por exemplo, é uma delas. Esta situação impacta negativamente no processo de gestão e, por isso, teremos tempos difíceis, mas estamos prontos para vencer estes desafios. O tempo não é de promessa; é de cumprir, dia a dia, cada item do plano de governo, com transparência, diálogo, profissionalismo e inovação. Os desafios são constantes na gestão pública, mas enfrenta-los é a missão que Valinhos nos determinou. Por isso, com olhar gestor nas diversas áreas, o envolvimento e profissionalismo dos servidores, devemos enfrentar estes desafios, destravar a burocracia e, sustentado na inovação, passo a passo, colocar Valinhos na rota da qualidade de vida e do desenvolvimento.

Das medidas iniciais, qual medida tem maior importância para Valinhos?

A organização interna e a operação emergencial de zeladoria pela cidade. Há muitas ocorrências de mato alto, de calçadas sujas, de buracos em ruas e avenidas, intensificados pelas chuvas. O que temos feito é uma grande ação que vai percorrer os bairros da cidade, nestes 60 dias, especialmente as demandas que tem vindo pelo 156, pelos vereadores e redes sociais. Após, teremos um outro programa para toda a cidade de manutenção, de forma a evitar esta alta demanda que temos atuado desde o início do ano, assim que assumimos a gestão. Ainda, temos organizado as secretarias com os recursos e contratos disponíveis para evitar que a população fique sem um serviço público de qualidade no início deste ano. Áreas como a Saúde, que necessitam da contratação de mais profissionais e médicos e na Educação, com o Planejamento da retomada gradual das aulas, inicialmente à distância, incluindo todo o preparo e capacitação dos profissionais, bem como da estrutura física das escolas. Muitos contratos não foram renovados e outros cancelados no ano passado; agora, temos que organizar para que os serviços não sejam prejudicados e esta é nossa missão, e nisto temos trabalhado dia e noite.

Ano legislativo começa na próxima semana e a prefeita já se reuniu com os vereadores. Qual a expectativa para construir relação entre os poderes?

Como disse, a eleição se encerrou em 15 de novembro. Temos 17 vereadores e uma Prefeita eleitos pelo povo de Valinhos, que espera Trabalho, Criatividade e Resultado. Por isso, no lugar de disputas ideológicas e partidárias, da nossa parte vamos caminhar para o diálogo e a construção. E tivemos a oportunidade, na reunião que fomos na Câmara Municipal com os vereadores, de reforçar este respeito à harmonia entre os poderes e o compromisso de pautar o diálogo como base para a construção de projetos sólidos, eficientes e que priorizem a qualidade na prestação dos serviços públicos, com inovação e desenvolvimento. Também já nos reunimos com os vereadores individualmente e pudemos receber demandas e ideias muito importantes para a cidade. A harmonia entre os poderes começa com a harmonia entre as pessoas.

A prefeita planeja levar o tema ‘Plano Diretor’ à Câmara?

O passo que temos dado desde o início de Janeiro é conhecer, com detalhes, o que foi feito até o momento. Já realizamos reunião com a empresa que trabalhou a revisão do Plano, com profissionais que ajudaram a construir o atual Plano Diretor de Valinhos, incluindo a presença de vereadores que puderem questionar e debater. Outros encontros serão promovidos para que, no momento oportuno, com base em Planejamento e Transparência, possamos apresentar um novo cronograma para a retomada da discussão, incluindo a população e os vereadores. Este é o caminho, pelo Diálogo e pela Transparência. Em Valinhos, o plano está no Executivo, não foi encaminhado ao Legislativo como em outras cidades. É importante esclarecer este ponto para demonstrar que vamos continuar com a Revisão do Plano, alinhado à participação popular e um olhar regional, já que as cidades da região de Campinas são integradas e o Plano é fundamental levar em conta este cenário.

Decreto 10.692: A prefeita planeja realizar uma Reforma Administrativa? Finalidade: enxugar ou adequar a máquina pública?

A Reforma Administrativa que propomos está sustentada em 3 pilares: EFICIÊNCIA, AGILIDADE E MODERNIDADE para a prestação dos serviços públicos. O olhar é sempre para o atendimento das demandas da população, no interesse coletivo, no desenvolvimento de Valinhos.

Decreto 10.693: Qual a percepção da prefeita a respeito do impacto da queda na arrecadação?

Não é novidade o comprometimento do orçamento da cidade, a dívida existente e as demandas que crescem ano a ano. O orçamento deste ano, que foi projetado pela gestão anterior, é o mesmo valor do que foi observado no ano passado, sem reajustes, num cenário praticamente equivalente às cidades da nossa região. O que temos é o dever de ser eficientes na mesma medida em que devemos manter a qualidade do atendimento público. E este é o objetivo central das ações que temos tomado na questão econômica. Aliado a isto, iniciamos uma série de encontros com profissionais liberais e empresários para ouvir as demandas e destravar a Prefeitura, desburocratizar os processos e tornar mais viável, sustentado na legislação, o desenvolvimento sustentável para que mais empresas venham para a cidade, gerem mais emprego e renda para a população, e permita, assim, maximizar o orçamento, com novos recursos, sem aumento de impostos, para gerar mais e mais políticas públicas sustentadas especialmente nas áreas sociais.

Pandemia: Os casos de Covid-19 aumentaram. Como a prefeita enxerga esse momento? (casos, mortes, vacinação, Plano SP)

O momento é delicado, de prudência, responsabilidade e serenidade. Ouvir a Saúde é fundamental para as decisões. Temos acompanhado e seguido as ações dos Governos Estadual e Federal, quanto as fases do Plano São Paulo e o programa nacional de Vacinação. Mas ainda falta um alinhamento melhor entre os Governos Estadual e Federal. Não podemos simplesmente prejudicar setores da economia, como os funcionários e proprietários de restaurantes e comércio, sem um entendimento individual que nossas ações devem, e podem, fazer a diferença para combater a Pandemia. Ainda falta um senso coletivo de que a Vida é nosso bem mais precioso. Aguardamos as vacinas e as novas fases com muita ansiedade e expectativa, mas a demora também amplia a ansiedade. É importante que a Ciência, a Saúde, o cuidado individual, a gestão hospitalar andem lado a lado. Não se pode deixar setores desprotegidos e nós, prefeitos, lidando com esta falta de sintonia entre os poderes Estadual e Federal. Vidas importam, sim, e temos cada um que colaborar, usando máscaras, evitando aglomerações, intensificando a higienização das mãos e, aos primeiros sinais e sintomas, procurar rapidamente o médico. Vamos, mas juntos, e não na desunião, vencer este grande desafio da humanidade nesta nossa geração.
 

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Fanzine

A técnica Ana Lúcia Gonçalves é nossa entrevistada da semana

Raio-X

Nome: Ana Lucia Gonçalves
Idade: 55 anos
Nascimento: Caconde – SP
Formação: Graduada em Educação Física; Pós graduada em Fisiologia do Exercício, e Treinamento Desportivo

"Essa certificação é muito importante para mim, pois chancela muitos anos de estudo e dedicação”

Ana Lúcia Gonçalves, 55 anos, professora de futebol da Secretaria de Esportes de Valinhos, é a primeira treinadora brasileira com licença homologada pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol). Ana Lúcia é Graduada em Educação Física (Puccamp) e pós graduada em Fisiologia do exercício (Unifesp) e Treinamento Desportivo (Unicamp). Atualmente além da Secretaria de Esportes, ela é Assistente Pontual da Seleção Brasileira Futebol Feminino Sub 20.
Nesta semana a Folha de Valinhos entrevista a Treinadora Ana Lúcia. Ela lembra da sua trajetória profissional, destaca o curso que realiza na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e fala dos desafios que as mulheres enfrentam para provar a capacidade profissional num ambiente dominado pelos homens.

– Como foi o início da sua trajetória?
Sou uma das pioneiras do futebol feminino de Campinas e Região. Com muitas dificuldades e muito preconceito iniciei minha trajetória como atleta no Guarani FC na década de 80 e atuei em vários clubes jogando futebol e futsal como AA Ponte Preta, Saad EC, Rigesa, Sabesp, etc. em seguida decidi me graduar em Educação Física e o início do sonho de trabalhar pelo desenvolvimento da modalidade.

– Quais foram os maiores desafios?
Tive muitos momentos marcantes nessa trajetória, como atleta enfrentei e venci as dificuldades financeiras e o preconceito e como treinadora assumi equipes onde havia jogado e conquistei vários títulos para a cidade de Valinhos, tanto no futsal como no futebol, revelando várias atletas para a seleção brasileira de futebol e futsal.

– Como é o Curso da CBF?
Desde 2016 sou aluna da CBF Academy e atualmente estou cursando a Licença Pro e para se obter a homologação na Conmebol, nós treinadores temos que concluir todas as Licenças C (iniciação), B (categoria de base), e A (treinadores profissionais). Em dezembro de 2020 fomos convidadas a homologar nossa Licença A, sendo essa certificação muito importante para mim, pois chancela muitos anos de estudo e dedicação.

– Qual a importância desse reconhecimento?
Com certeza todas as treinadoras serão mais respeitadas e teremos maior visibilidade juntamente com a modalidade futebol feminino que vem evoluindo muito e, consequentemente, mais mulheres à frente desse desenvolvimento. Com a homologação na Conmebol, acredito que nós treinadoras conquistaremos mais respeito e credibilidade num universo totalmente masculino.

– Qual o maior desafio ao se destacar num espaço dominado pelos homens?
O desafio que enfrento desde que iniciei minha trajetória até os dias atuais dentro do futebol é ter que provar, diariamente, que tenho vivência, competência, experiência e capacitação para assumir qualquer cargo dentro e fora dos campos.

 

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