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Terremoto de 7,4 graus atinge o Japão e provoca alerta de tsunami no norte do país
JMA emitiu alerta e pediu que os cidadãos permaneçam nas zonas de segurança até a suspensão do aviso Foto: PHILIP FONG/AFP
Tremor na costa de Sanriku gerou ondas iniciais de 80 centímetros e mobilizou equipes de gestão de crise; agência meteorológica nacional alerta para riscos de ondas de até três metros
O Japão reviveu momentos de tensão nesta segunda-feira, dia 20 de abril de 2026. Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a costa de Sanriku, no norte do arquipélago, por volta das 16h53 (horário local). O tremor, ocorrido a uma profundidade de apenas 10 quilômetros abaixo do leito marinho, foi sentido com intensidade até mesmo em Tóquio, a centenas de quilômetros do epicentro.
Imediatamente após o sismo, a Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitiu um alerta de tsunami, prevendo ondas que podem chegar a três metros de altura. As autoridades locais ordenaram a evacuação imediata de regiões costeiras e áreas próximas a rios nas províncias de Iwate, Aomori e no sudeste de Hokkaido.
Impactos iniciais e evacuação
Até o momento, ondas de aproximadamente 80 centímetros foram detectadas no porto de Kuji, em Iwate, enquanto registros de 40 centímetros foram confirmados em outros pontos da província. O governo da primeira-ministra Sanae Takaichi ativou uma equipe de gestão de crise para monitorar os danos e coordenar as operações de resgate.
“Abandonem imediatamente as regiões costeiras e sigam para terrenos elevados ou edifícios de evacuação”, reforçou o comunicado oficial da JMA, orientando que os cidadãos não abandonem as zonas seguras até a suspensão total do alerta.
O Japão está localizado sobre o encontro de quatro grandes placas tectônicas, no chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”. Essa posição geográfica faz com que o país registre cerca de 1.500 tremores anualmente — quase 18% de todos os terremotos do planeta.
A ocorrência desta segunda-feira traz à memória o trágico evento de 2011, quando um terremoto de 9,0 graus gerou um tsunami devastador, resultando em 18.500 mortos e no acidente nuclear de Fukushima. Embora o tremor atual seja de menor magnitude, a baixa profundidade do epicentro aumenta o potencial de danos nas áreas litorâneas próximas.
Fontes: Estadão / JMA / AFP
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