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Justiça Federal inicia julgamento histórico sobre tragédia de Brumadinho

A Justiça Federal de Minas Gerais deu início, nesta segunda-feira, dia 23, às audiências de instrução e julgamento do processo criminal sobre o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O caso, que apura 272 homicídios e diversos crimes ambientais, envolve como réus a mineradora Vale S.A., a consultoria alemã TÜV SÜD e 16 ex-executivos das companhias.

Um processo de fôlego até 2027

As audiências ocorrem na sede do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), em Belo Horizonte, e marcam uma fase crucial para a produção de provas. O objetivo é apurar responsabilidades técnicas e administrativas, além de investigar possíveis condutas negligentes que levaram ao colapso da estrutura em 25 de janeiro de 2019.

Dada a complexidade do caso e o volume de testemunhas, o cronograma prevê 76 sessões de julgamento, com conclusão estimada apenas para maio de 2027. Os trabalhos serão realizados regularmente às segundas e sextas-feiras, evidenciando o esforço do Judiciário em dar uma resposta definitiva a um dos maiores desastres socioambientais e humanitários do Brasil.

O Impacto da Tragédia-Crime

O rompimento liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de lama, devastando a vegetação, a fauna e contaminando o Rio Paraopeba ao longo de mais de 20 municípios. Mais do que os danos materiais bilionários, o processo foca na perda irreparável das 272 vidas, buscando garantir que a impunidade não prevaleça diante de falhas em sistemas de segurança de grande escala.

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  • Editoria: Nacional / Justiça

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  • Meta Description (145 caracteres): Justiça Federal inicia audiências sobre a tragédia de Brumadinho. Processo com 17 réus apura 272 mortes e crimes ambientais. Previsão até 2027.

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