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Caso Epstein atravessa o Atlântico e coloca premiê Keir Starmer sob pressão
O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, que há anos abala a política e os negócios nos Estados Unidos, agora cruza o Atlântico e provoca a maior crise política do governo de Keir Starmer desde sua posse em 2024. A divulgação de novos documentos reacendeu polêmicas em torno de Peter Mandelson, recentemente nomeado como embaixador britânico em Washington.
Documentos e renúncias em série
Os arquivos revelados indicam que Epstein teria enviado cerca de US$ 75 mil a Mandelson entre 2003 e 2004. Mais grave que os valores é a revelação de que ambos mantiveram contato mesmo após a condenação do magnata em 2008.
A repercussão foi imediata no alto escalão britânico:
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Renúncias: O diretor de comunicação do governo e o chefe de gabinete de Starmer deixaram seus cargos na última semana.
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Pressão Política: Enquanto a oposição conservadora pede a saída do premiê, alas do próprio Partido Trabalhista já discutem nomes para uma possível sucessão. Starmer, no entanto, declarou que não pretende renunciar.
O impacto global e local
Como o Reino Unido detém a sexta maior economia do mundo, qualquer turbulência política em Londres gera incertezas nos mercados globais. Investidores acompanham com cautela o desenrolar da crise, temendo que a tentativa de restaurar a credibilidade política do país sofra um novo retrocesso. Para quem acompanha o cenário econômico na nossa região, o caso reforça como escândalos de ética e governança podem desestabilizar até as potências mais tradicionais, influenciando o humor do mercado financeiro mundial.
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