Brasil e Mundo
BNDES usará ao menos R$ 100 mi para financiar iniciativas ambientais
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia uma nova fase de seu compromisso ambiental com o lançamento do programa Floresta Viva 2. O banco disponibilizará um montante inicial de pelo menos R$ 100 milhões de seu fundo socioambiental para impulsionar projetos de restauração florestal e preservação ecológica. A iniciativa busca, sobretudo, impulsionar a recuperação de nascentes, fortalecer a biodiversidade e gerar renda sustentável para as comunidades locais.
A saber, o montante inicial de R$ 100 milhões tem potencial para crescer, pois a instituição espera que parcerias com outras entidades elevem esse valor para até R$ 250 milhões. Inegavelmente, o programa é um passo decisivo na agenda do banco, visando não apenas recuperar biomas degradados, mas também promover o desenvolvimento sustentável com justiça social.
Fortalecendo parcerias e expandindo o impacto
O BNDES busca um gestor para intermediar parcerias e direcionar os recursos para projetos de restauração ecológica nos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica. O programa, aliás, não inclui a Amazônia, que já possui um fundo específico. A iniciativa também investirá em capacitação e fortalecimento institucional de organizações sociais, incluindo povos tradicionais, assentados da reforma agrária e agricultores familiares.
Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Floresta Viva 2 é inspirado no sucesso da sua primeira edição. “Estamos nos espelhando em uma experiência muito bem-sucedida”, disse ela à Agência Brasil. “Com R$ 250 milhões, conseguimos alavancar [com a ajuda de entidades públicas e privadas] quase R$ 500 milhões.” O primeiro ciclo resultou em mais de 60 projetos contratados, cobrindo 8,5 mil hectares e restaurando mangues, bem como vegetações do Cerrado e da Caatinga.
A nova fase, de forma similar, busca atrair empresas e outras instituições para ampliar o alcance e o impacto dos projetos. Contudo, diferentemente da primeira fase, que operava com editais de janela única, o Floresta Viva 2 terá ciclos sucessivos de seleção, o que garantirá maior agilidade na aprovação e execução dos projetos.
Protegendo biomas e gerando oportunidades
O programa, sobretudo, visa proteger a biodiversidade, garantir acesso à água, e reforçar a regulação climática. Conforme a diretora Tereza Campello, “cuidar da Caatinga é cuidar da borda do cerrado, impedindo a expansão dessas áreas que estão virando deserto”. Igualmente, o Pantanal é uma prioridade, dada a sua importância como “caixa d’água” do país e os desafios que tem enfrentado.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o Floresta Viva é um exemplo de como o Brasil pode liderar globalmente na solução da crise climática. A agenda de restauração florestal do banco, portanto, é estratégica. Ela não é apenas uma ação ambiental, mas também uma agenda econômica, uma vez que o Brasil possui um grande potencial e expertise na área.
As propostas para o parceiro gestor podem ser apresentadas por pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos ou autarquias e fundações públicas federais. Os interessados devem comprovar capacidade de gestão financeira e técnica, além de contar com uma equipe adequada para supervisionar a execução dos projetos. O edital com todas as regras e prazos será disponibilizado no site do BNDES.
Destaques:



