Valinhos prorroga quarentena e comércio permanece fechado por mais uma semana

Valinhos prorroga quarentena e comércio permanece fechado por mais uma semana

Serviços e os comércios não essenciais permanecerão fechados por mais uma semana
Serviços e os comércios não essenciais permanecerão fechados por mais uma semana

Em decreto publicado na edição de ontem, dia 26, do Boletim Municipal, o prefeito Orestes Previtale (DEM) prorrogou até o dia 14 de julho o prazo da quarentena em razão do Coronavirus (Covid-19). Valinhos segue o decreto do governo de São Paulo, 64.881, de 22 de março de 2020, que decretou quarentena no Estado e que, por determinação do governador João Dória (PSDB) também foi estendida em todo estado.

Esse é o sexto período da quarentena que, no próximo dia 1º de julho, completa 100 dias. O avanço acelerado da pandemia no interior foi determinante para que a quarentena fosse estendida. Embora a região de Campinas permaneça na fase 2 – laranja – com autorização para a abertura de alguns comércios, o prefeito Orestes em vídeo publicado em seu perfil no Facebook no começo da noite de sexta-feira informou que serviços e os comércios não essenciais permanecerão fechados por mais uma semana.

Apresentando os números preocupantes da Covid-19 registrados pelo município que no dia 1º de junho, um dia antes da reabertura, eram de 10 óbitos e 180 casos de Covid-19 e que no dia 15 de junho chegou a 14 óbitos e 321 casos, levando a Prefeitura a tomar a decisão de fechar novamente o comércio. “Antes da reabertura, em reunião com representantes do comércio, todos estavam de acordo com as medidas de segurança que precisavam ser adotadas. Voltar a fechar o comércio não foi uma decisão fácil, pois é uma decisão que afeta a vida de todos”, disse.

Segundo ele, embora muitos comerciantes tenham reaberto seus estabelecimentos cumprindo as medidas de segurança em respeito a seus funcionários e clientes, outros, inclusive sem autorização para funcionar, descumpriram as regras, funcionando em espaços sem circulação de ar e não cumprindo os protocolos de segurança colocando em risco a saúde da população.

Da mesma forma, comentou também o comportamento de parcela da população que segue as regras de segurança realizando suas compras com rapidez, mantendo a distância, usando máscaras e adotando as medidas de segurança, enquanto outra acredita que o vírus é uma mentira e se negam, até hoje, a usar máscaras e a cumprir as medidas de segurança. “O coronaviruas pode ser inofensivo para alguns, mas é mortal para outros. Todos tem a obrigação de respeitar as determinações e regras de segurança”, disse.

Até ontem, dia 26, Valinhos havia registrado 24 óbitos e 633 casos de Covid-19. Citando Campinas, que também voltou atrás e fechou novamente seu comércio em função da elevação dos números da doença, o prefeito Orestes disse que a situação é grave e que, embora a cidade tenha dobrado o número de leitos de UTI para Covi-19, se a população não respeitar as regras de isolamento social, evitando aglomerações nas ruas e festas aos finais de semana, não haverá profissionais médicos capacitados para atender em UTIs e nem mesmo equipamentos no mercado para dar conta dessa demanda que só cresce.

“É preciso que cada um faça a sua parte, por isso peço a atenção e compreensão de todos, especialmente dos dirigentes das associações comerciais, industriais e empresários para que possamos retomar nossa economia”, finalizou.

PODER DE POLÍCIA
Em outro decreto também publicado nesta sexta-feira, dia 26, e com o objetivo de reduzir a disseminação do Coronavirus (Covid-19) no município, o prefeito Orestes Previtale (DEM) atribuiu à Secretaria de Segurança Pública e Cidadania e à Guarda Civil Municipal o poder de polícia administrativa em vigilância sanitária.

A determinação leva em conta os decretos de Estado de Calamidade Pública e Quarentena publicados no mês de março, o Código de Posturas Municipal – Lei 2953/1996 – e também a lei que autoriza o município a cumprir as legislações Federal e Estadual, concernentes à fiscalização exercida nos produtos de alimentação e na promoção, preservação e recuperação da saúde – Lei 2291/1990.