Vacinação contra Covid-19 começará na quarta-feira

Vacinação contra Covid-19 começará na quarta-feira

A vacinação contra a Covid-19 começará na próxima semana em todo o Brasil. A previsão é para quarta-feira, dia 20, segundo anunciou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante reunião virtual nesta quinta-feira, dia 14. Prefeitos de mais de 100 cidades participaram do encontro promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para tratar de pontos emergenciais relacionados à vacinação.

O Ministério divulgou que serão oito milhões de doses em janeiro. O número deve chegar a 30 milhões em fevereiro e 80 milhões em abril. Inicialmente, serão vacinados 5 milhões de brasileiros. De acordo com o Ministério, três milhões receberão a Coronavac, desenvolvida pelo Butantan, em duas doses, com diferença de 21 dias entre a primeira e a segunda.

Outras duas milhões de pessoas receberão a AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também em duas doses, só que com três meses de diferença entre uma e outra. As doses da Astrazeneca, que virão da Índia, chegam ao Brasil no final de semana.

No domingo, a Anvisa apresenta a decisão sobre a autorização do uso emergencial das vacinas, tanto da Coronavac quanto da AstraZeneca, no País. O Governo Federal vai distribuir as doses para os estados que, por sua vez, ficarão responsáveis por fazer com que cheguem até os municípios.

O início da vacinação poderá ser adiado em um dia – para a quinta-feira, dia 21 de janeiro – caso ocorra problema de logística com o voo que fará o transporte das vacinas da Índia para o Brasil. O avião, da Azul Linhas Aéreas, está previsto para decolar hoje, às 15h30, do aeroporto de Viracopos.

“Não vamos abrir mão de nenhuma vacina, desde que ela esteja aprovada pela Anvisa”, disse o ministro da Saúde. Ele também salientou a importância de que a população mantenha o isolamento, mesmo após receber as doses. “A vacina só dará imunidade a partir de 30 a 60 dias”.

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, classificou a reunião como muito importante e esclarecedora. Ele assegurou que Campinas está com a infraestrutura de vacinação pronta e com seringas e agulhas suficientes para imunizar a população. “O município já tem todo o processo de imunização esquematizado e tenho certeza que, assim que chegarem as vacinas, já podemos começar a aplicar as doses na população”, garantiu Saadi.

O presidente da FNP e ex-prefeito de Campinas, Jonas Donizette, informou que a vacinação começará pelos grupos de risco. “Vão ser priorizados os profissionais de saúde, as pessoas idosas e as que estão correndo risco de vida”, disse ele.

Valinhos
Na última semana integrantes da equipe técnica responsável pela campanha de vacinação elaboraram um documento com dados e a conduta do município que foi entregue ao Governo Estadual. No documento, Valinhos aponta o número de pessoas dos públicos alvos que devem receber as duas doses da vacina, na primeira fase da campanha, a quantidade de insumos (seringas e agulhas) que o município já possuí, quantos profissionais vão participar da imunização e a forma que ela vai ser feita, como postos de vacinação, por exemplo.

A Secretaria da Saúde de Valinhos informou que o município está preparado para dar início a uma possível campanha de vacinação contra a Covid-19. “Nosso município está preparado. Temos um total de 23 mil seringas e 32 mil agulhas que já foram enviadas pelo Governo do Estado para uso exclusivo da vacinação contra a covid-19. Este material é suficiente para este primeiro momento da imunização. O município também conta com câmaras de refrigeração que já estão prontas para receber as vacinas. Portanto, temos a capacidade de dar início à vacinação assim que as doses forem disponibilizadas pelo Governo do Estado”, afirmou a diretora da Vigilância Epidemiológica, Claudia Santos.

A Secretaria da Saúde também informou que a ideia é incluir o sistema drive-thru para evitar possíveis aglomerações e diminuir ao máximo os riscos para os idosos. Na primeira fase da campanha, a expectativa é vacinar 13.286 idosos e 2.284 funcionários da Saúde. No município não há indígenas e nem quilombolas.  

 

 

 

Com informações: Secretaria de Comunicação/Campinas