Melhor em Casa leva cuidado e cumplicidade para o paciente

Melhor em Casa leva cuidado e cumplicidade para o paciente

Prefeitura de Valinhos

Equipes que atuam no Programa acabam se tornando parte da rotina dos pacientes e famílias
Equipes que atuam no Programa acabam se tornando parte da rotina dos pacientes e famílias

É preciso mais que preparo profissional e dedicação. É preciso humanidade, afeto e um respeito à vida que ultrapassa o senso comum. As equipes que atuam no Programa Melhor em Casa de Valinhos não se limitam ao atendimento e tratamento dos pacientes. Acabam se tornando parte da rotina deles e das famílias. São amigos, confidentes, apoiadores. Uma relação de entrega e cumplicidade, que contribui de maneira fundamental para a qualidade de vida do doente e seus familiares.

O Programa Melhor em Casa leva cuidados de saúde para pacientes acamados, com mobilidade reduzida, e oferece apoio e orientação às famílias, principal alicerce para que a corrente do bem possa acontecer e se fortalecer. A emoção faz parte do dia a dia dos profissionais e dos atendidos.

"O grande reconhecimento ao nosso trabalho são as famílias que demonstram com abraços e lágrimas nos olhos de agradecimento. É uma sensação inexplicável quando percebemos a melhora do paciente. Cuidamos um do outro, como se fôssemos uma só família. Essa é a melhor recompensa da minha profissão", disse a auxiliar de enfermagem Inês Aparecida Andrade, que há quase 20 anos trabalha com o atendimento domiciliar em Valinhos.

Inês acompanhou toda a transformação do Programa Melhor em Casa. Ela conta que é responsável por aferir dados vitais, aplicar medicamentos, fazer curativos e outras atividades prescritas pelos médicos. Mas nunca é só isso. "Eu e toda a equipe estabelecemos uma relação de confiança com os pacientes, damos força e conforto às famílias, para que eles não desanimem e tenham energia para continuar na batalha”, diz.

Na rotina da auxiliar de enfermagem, os instrumentos são muito maiores que os equipamentos médicos. Incluem conversas olho no olho, cuidados especiais e disponibilidade para entender as carências do paciente e da família. "É uma troca na forma de expressar afeto e gratidão enquanto fazemos as visitas. Estamos todos juntos", afirma.

Atendimento Domiciliar

Desde 1998, a Prefeitura de Valinhos disponibiliza o serviço de Atendimento Domiciliar, dando assistência a pessoas acamadas ou em condições clínicas complexas.

O Programa Melhor em Casa funciona desde 2014, nos moldes definidos pelo Ministério da Saúde, e realiza cerca de 120 atendimentos mensais com 70 pacientes assistidos. O objetivo é assegurar a continuidade dos cuidados paliativos no ambiente domiciliar e junto à família, diminuindo o tempo de permanência hospitalar e evitando internações dos pacientes crônicos.

Esses cuidados são realizados por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e técnicos de enfermagem.

Suporte

O aposentado Domingos Zanon, de 92 anos é um dos pacientes atendidos pelo Melhor em Casa. Acamado, recebe alimentação por sonda. Devido à sua doença, está debilitado e tem dificuldade de locomoção.

Três filhos se revezam 24 horas por dia para ajudar nos cuidados do aposentado. E contam com o apoio eficaz da equipe do Melhor em Casa. “Um trabalho fundamental e pelo qual eu tenho muita gratidão. Como os médicos vão até a casa dos meus pais, ajuda muito porque não é preciso retirá-lo da cama. Eles são calmos, pacientes, prestativos e sempre atendem meus chamados de urgência”, conta um dos filhos, Marcos Zanon, de 60 anos

Zanon explicaque é grato pelo suporte da equipe, incuslive com orientações sobre higiene e a dieta líquida. Reforça que o apoio do Melhor em Casa se estende a toda a família. “Temos acompanhamento com psicóloga, nos ajudando a entender essa situação com muita esperança e conforto, para termos força e enfrentar esse momento tão delicado”, diz.

A manicure Ana Paula de Jesus, de 47 anos, trabalha com o marido em um salão de beleza ao lado da casa da família. Juntos, cuidam da mãe de Ana Paula, Geni Dermino Pinto, de 82 anos, acamada há dois anos em virtude de um quadro de demência. “Minha mãe não fala e recebe alimentação por sonda. Apesar das dificuldades, sou muito grata e feliz em poder cuidar da minha mãe como ela cuidou de mim e por receber cuidado tão especial da equipe do programa dentro de casa”, afirma.

Ana diz que o sentimento de ajudar a mãe da melhor maneira possível reflete muito amor. “Os papéis se inverteram. Antes ela cuidava de mim, agora sou eu que cuido dela. Uma fonte inesgotável de carinho, 24 horas por dia, sete dias por semana”, diz. Segundo Ana, o atendimento do Melhor em Casa ajuda a construir essa rede de proteção e amor.