Inauguração de UPA em Campinas desafogaria UPA de Valinhos

Inauguração de UPA em Campinas desafogaria UPA de Valinhos

De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas ainda não tem um prazo para o início do funcionamento da UPA do Jardim Carlos Lourenço, que custou cerca de R$ 5 milhões. E para seu pleno funcionamento seriam necessários R$ 1,2 milhão por mês.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas ainda não tem um prazo para o início do funcionamento da UPA do Jardim Carlos Lourenço, que custou cerca de R$ 5 milhões. E para seu pleno funcionamento seriam necessários R$ 1,2 milhão por mês.

Com previsão de funcionamento previsto para maio de 2017, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do jardim Carlos Lourenço, em Campinas provavelmente seria a melhor solução para a melhoria na fluidez do atendimento da UPA “prefeito José Spadaccia” de Valinhos que em média registra que 30% de seus atendimentos são de pacientes de outras cidades, especialmente de Campinas.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas ainda não tem um prazo para o início do funcionamento da UPA do Jardim Carlos Lourenço, que custou cerca de R$ 5 milhões. E para seu pleno funcionamento seriam necessários R$ 1,2 milhão por mês. O prédio está pronto há meses e com alguns equipamentos instalados, como sistema de ar condicionado e gerador, além de móveis. Se entrar em funcionamento, só em Campinas segundo dados da secretaria de Saúde, ela pode desafogar até 15% do atendimento do Hospital Mário Gatti.

Localizada a pouco mais de dez quilômetros da UPA de Valinhos, nas proximidades da UNIP em Campinas, a UPA do Carlos Lourenço que, de acordo com a portaria 10, de janeiro de 2017, do Ministério da Saúde, que define UPA como sendo um “componente da Rede de Atenção às Urgências”, é do porte 3, ou seja, a população na área de abrangência deverá ser de 200 a 300 mil pessoas, terá no mínimo de 15 leitos de observação e 4 leitos na sala de emergência.

Além disso, para o atendimento médio de 350 pacientes por dia, irá contar com 9 médicos atendendo 24 horas, sendo 5 no período diurno e 4 no período noturno.

Em maio, o vereador Roberson Augusto Costalonga “Salame” (MDB), apresentou uma Moção de Empenho, que foi aprovada por unanimidade e encaminhada prefeito Jonas Donizete (PSB), para que ele agilizasse o início das atividades naquela UPA. Segundo o vereador, a demanda elevada de pessoas e tempo de espera pelos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), se deve em grande parte ao atendimento de usuários campineiros.

Ele acredita que a UPA de Campinas em funcionamento haverá maior celeridade no atendimento dos valinhenses. “Acredito que a entrada em operação da UPA de Campinas irá melhorar muito o atendimento em nossa UPA, pois muitos campineiros procuram nossa UPA para receberem atendimento emergencial e também porque sabem da qualidade do atendimento que oferecemos, ”, disse.

Em outubro do ano passado durante audiência pública, a Comissão de Política Social e Saúde da Câmara de Vereadores de Campinas abordou o assunto. Para os vereadores campineiros a entrada em atividade da UPA do Carlos Lourenço também aliviaria o já comprometido sistema de saúde campineiro, especialmente o hospital Mario Gatti e o Ouro Verde.

Em agosto do ano passado, a Prefeitura havia se manifestado dizendo que abertura estava prevista para o fim de 2018, mas a situação segue a mesma.

Em audiência na Câmara Municipal, o secretário de Saúde, Carmino de Souza, e o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, disseram que são necessários, ao menos, R$ 2 milhões mensais para o funcionamento da unidade. Tanto o secretário como Marcos Pimenta disseram que não há verbas previstas neste ano.

Na audiência, o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, e o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta apontaram que o teto máximo para recursos federais nos casos das UPAs é de R$ 500 mil, o que não é suficiente para manter a unidade em funcionamento. Ainda de acordo com eles, a administração municipal tenta um acordo com o governo Estadual  para viabilizar a UPA com um repasse de R$ 1,2 milhão.