Homens são maioria nos números de casos de AIDS notificados em Valinhos

Homens são maioria nos números de casos de AIDS notificados em Valinhos

Nesta quarta-feira, dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à AIDS, a Secretaria de Saúde de Valinhos faz um alerta e chama a população para fazer os testes gratuitamente e sigilosos pela rede municipal de Saúde

Dados do site Indicadores e Dados Básicos do HIV/AIDS nos Municípios Brasileiros, do Ministério da Saúde, mostram que os homens são maioria nos números da AIDS em Valinhos. Em 40 anos - 1980 a 2020 - o município tem registrado 387 casos da doença, deste total, 276 são homens, ou 71,31% dos casos notificados e, 111 mulheres, ou 28,68% do total notificado.

No total de casos notificados encontram-se 5 casos de menores de 5 anos e 33 na faixa etária entre 15 e 24 anos. Outro dado importante é o número de gestantes contaminadas, 41. No período de 39 anos - 1980 - 2019 - são contabilizados 102 óbitos pela doença. A Taxa Bruta de Mortalidade é de 3,1 por 100 mil habitantes em 2019. 

Os dados Básicos do HIV/AIDS do Ministério da Saúde mostram que doença avançou mais nos últimos 13 anos - 2008 a 2020. Segundo eses dados, nesse período Valinhos contabilizou 196 casos, contra 191 em 27 anos - 1980 a 2007. No período de análise histórica, o ano de maior incidência de casos foi 2017, 22 no total, sendo 15 homens e sete mulheres.No ano passado, primeiro ano da pandemia do novo Coronavirus, o muncípio registrou 5 casos, 4 homes e 1 mulher. 

Já em relação ao ano de 2021, dados da Secretaria e Saúde de Valinhos apontam para a notificação de 28 novos casos de contaminações por HIV no município, sendo em 24 homens e 4 mulheres. No município, de acordo com dados do Centro Especializado de Doenças Infectocontagiosas e Centro de Testagem e Aconselhamento da Aids (Cedic/CTA), há atualmente cerca de 400 pessoas soropositivas, com o diagnóstico de HIV/Aids, que recebem acompanhamento e medicação apropriada para o tratamento.

A rede pública municipal de Valinhos também disponibiliza atendimento e testagem sigilosa do vírus gratuitamente pelo Cedic, de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 11h00 e das 13h00 às 16h00, na Avenida Brasil 144, em prédio anexo à UBS da Vila Santana, e também em todas as demais Unidades Básica de Saúde.

Para a Secretaria de Saúde, a testagem para o diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis é um dos meios mais rapidamente eficazes para a prevenção delas.

O Brasil celebra-se o Dezembro Vermelho para conscientização ao tratamento precoce da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV) e de outras infecções sexualmente transmissíveis. Além do teste de HIV para o diagnóstico da Aids, os moradores do município podem realizar os testes para identificação de Sífilis e Hepatites B e C, dentro da campanha Fique Sabendo, iniciada no município no dia 22 de novembro e que prossegue até o próximo dia 6.

A Campanha visa incentivar a população a realizar os testes rápidos destinados às pessoas sexualmente ativas, principalmente aquelas que nunca os realizaram, além de conscientizar sobre as medidas preventivas contra as IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis). De acordo com a Secretaria de Saúde, somente no último sábado, dia 27, no 'Dia D' de testagem da Campanha Fique Sabendo, foram feitos 41 testes. Na oportunidade, além dos testes, foram distribuídos preservativos masculinos e femininos, gel lubrificante e materiais informativos.

 

Fique Sabendo

O Dia Mundial de Combate à Aids é comemorado em 1º de dezembro e tem por função primordial alertar toda a sociedade sobre essa doença. A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde e é celebrada anualmente desde 1988 no Brasil, um ano após a Assembleia Mundial de Saúde que fixou a data de comemoração.

O que é Aids?

A Aids é uma doença causada pelo vírus HIV e, diferentemente do que muitos pensam, ser HIV positivo não é o mesmo que ter Aids. A Aids é o estágio mais avançado da doença, quando o sistema imunológico encontra-se bem debilitado.

A Aids é uma doença que não mata por si só. Por causar um grande impacto no sistema imunológico, o paciente fica sujeito a doenças oportunistas, como a pneumonia, que surgem no organismo nesse momento de fraqueza. Assim sendo, não se morre de Aids, morre-se das complicações geradas pelas doenças oportunistas.

Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas pode transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas, de mãe para filho durante a gravidez e amamentação, quando não tomadas as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Segundo dados da UNAIDS, que é o programa das Nações Unidas criado em 1996 com a função de criar soluções e ajudar nações no combate à AIDS, as estatísticas globais sobre a HIV em 2021 são as seguintes:

- 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo em 2020.

- 1,5 milhões de pessoas foram infectadas recentemente por HIV em 2020.

- 690 mil de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS em 2020.

- 27,4 milhões de pessoas tiveram acesso à terapia antirretroviral em 2020.

- 77,5 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia (até o final de 2020).

- 34,7 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia de AIDS (até o final de 2020)

- Em 2020, 84% das mulheres grávidas vivendo com HIV tiveram acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV para seus filhos e filhas.

Pessoas vivendo com HIV

- Em 2020, 37,6 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV, sendo 35,9 milhões adultas e 1,7 milhões de crianças (até 14 anos).

- 84% de todas as pessoas vivendo com HIV conheciam seu status sorológico para HIV em 2020.

- Cerca de 6 milhões de pessoas não sabiam que estavam vivendo com HIV em 2020.

Novas infecções por HIV

- Desde o auge em 1998, as novas infecções por HIV diminuíram 47%.

- Em 2020, houve 1,5 milhões de novas infecções por HIV, comparado com 2,8 milhões em 1998.

- Desde 2010, as novas infecções por HIV caíram cerca de 30%, de 2,1 milhões para 1,5 milhões até 2020.

- Desde 2010, as novas infecções por HIV em crianças caíram 52%, de 320 mil em 2010 para 160 mil em 2020.