Homens são maioria na estatística de vítimas fatais da COVID-19 em Valinhos

Homens são maioria na estatística de vítimas fatais da COVID-19 em Valinhos

Na última quarta-feira, dia 19, Valinhos completou cinco meses do registro dos dois primeiros casos de Covid-19. Já a quarentena, para conter a proliferação do novo coronavirus no Estado de São Paulo, completa cinco meses na próxima segunda-feira, dia 24.

Em função disso e, com base nas informações e números divulgados pela Secretaria de Saúde de Valinhos, a Folha de Valinhos traçou um perfil das 95 vítimas fatais da Covid-19 no município.

O levantamento mostra que os homens são maioria absoluta entres os óbitos confirmados desde o dia 5 de abril, quando Valinhos confirmou o primeiro, um homem de 69 anos.

Até ontem, sexta-feira, dia 21, 61 homens haviam morrido em Valinhos vítimas da Covid-19, ou seja 64% do total. Já 35,7% ou 34 registros são de mulheres.

Das vítimas do sexo masculino, 21 delas, ou 34% tinham idade entre 81 e 90 anos; 12, ou 20% se encontravam na faixa de 71 a 80 anos e  10, 16% na faixa de 51 a 60 anos. A vítima mais nova tinha idade de 32 anos e apresentava histórico de doença cardiovascular. Já o mais idoso, 98 anos e faleceu no 8 de julho. Ele tinha histórico de pneumopatia crônica.

Entre as mulheres, 32,35%, ou 11 delas se encontravam na faixa etária de 81 a 90 anos; já 10, ou 29,41%, tinham idade entre 71 e 80 anos; na faixa entre 61 e 70 anos foram 5 mulheres, ou 14,70%, bem como 5 delas estavam na faixa etária de 91 a 101 anos.

A vítima feminina mais nova tinha 27 anos e faleceu no dia 19 de julho, tinha histórico de obesidade e pneumopatia crônica. Já a vítima mais idosa tinha 101 anos, faleceu dia 16 de junho e tinha histórico de doença neurológica.

Quase um quarto das vítimas, 24 pessoas, ou 25% do total não apresentavam nenhum tipo de comorbidade – doenças crônicas. Já outras 71vitimas – 75% apresentavam algum tipo de comorbidade, sendo as mais comuns: pneumopatia crônica, diabetes, doenças cardiovasculares e doença renal.

A pandemia, até agora, fez mais vítimas fatais na faixa entre 81 a 90 anos. Do total de 95 óbitos, 33,6%, ou 32 pessoas se encontravam dentro desta faixa. Na faixa entre 71 e 80 anos a Covi-19 tirou a vida de 22 pessoas, ou 23%. Foram 14 óbitos na faixa de 61 a 70 anos, ou 14,7%  do total e, 11 na faixa correspondente de 51 a 60 anos, 11,5%.  Na faixa mais jovem, entre 20 e 40 anos foram duas vítimas fatais e entre 41 e 50 anos, 5.

Outro dado importante do levantamento é que 63% de todos os óbitos, 60 deles, são de valinhenses e, 36,8% foram de pessoas residentes em outras cidades mais que faleceram nos hospitais de Valinhos. Da mesma forma, que sete pacientes valinhenses que estavam internados em hospitais de Campinas – Celso Pierro, Casa de Saúde, Centro Médico e Mário Gatti, bem como Hospital Mandaqui e IBCC, na Capital, vieram a óbito.

Do total de vítimas 51 – 53% -  foram atendidas pela Santa Casa – responsável em Valinhos pelo atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde – SUS. Já 22 – 23% - foram atendidos pelo Hospital Galilleo. Sete vítimas faleceram em casa. Quatro na UPA. Sete das vítimas foram atendidos em outros hospitais. Uma faleceu em casa de repouso e duas delas o relatório não apontava onde foram atendidas.

O levantamento da Folha de Valinhos também apurou que, somados, os dias de internação das 92 vítimas fatais chega a 886. A média de dias de internação ficou em 9,5 dias.

Um paciente do sexo masculino, de 45 anos, foi o que mais dias permaneceu internado. Foram 48 dias lutando contra a doença. Ele tinha histórico de diabetes, pneumopatia crônica e doença cardiovascular e perdeu a luta para a Covid-19 no dia 17 de julho.

Em relação aos meses de pandemia, julho concentrou o maior número de óbitos, foram 46, ou 48% do total. Junho vem na sequência com 21 óbitos ou 22% e agosto, até Sexta-feira, dia 21, havia registrado 16 óbitos, ou 16,8%.

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