Campanha contra câncer bucal dobra número de atendimentos

Campanha contra câncer bucal dobra número de atendimentos

Em 2019 foram atendidas 1.697 pessoas no Programa de Saúde Bucal
Em 2019 foram atendidas 1.697 pessoas no Programa de Saúde Bucal

A campanha anual de Prevenção e Diagnóstico de Lesões Bucais em Valinhos mais que dobrou o número de atendimentos este ano, crescimento de 105%. Segundo a coordenadora do Programa de Saúde Bucal da Secretaria da Saúde, Patrícia Furlan Roncaglia, em 2019 foram atendidas 1.697 pessoas e, no ano passado, 827.

Segundo Patrícia, em alguns casos, após verificada lesão bucal, foi recolhido material para a realização de biopsia. "Até o momento não houve nenhum registro de câncer bucal", explicou. A coordenadora comentou que a avaliação das lesões de lábios e mucosa oral é realizada rotineiramente pelos dentistas da Rede Municipal de Saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

“Qualquer sinal suspeito, como feridas, bolinhas e inchaços persistentes devem ser avaliados pelo dentista para realizar a detecção precoce e o tratamento adequado”, alertou. Ela orientou os moradores a procurarem o dentista da UBS no caso de qualquer suspeita.

Campanha
A Campanha de Prevenção e Diagnóstico de Lesões Bucais aconteceu de 22 de abril a 31 de maio e buscou orientar sobre câncer de boca. Este ano são esperados 15 mil novos casos da doença no Brasil e o objetivo da prevenção é realizar diagnóstico precoce de câncer de boca. Quando diagnosticada no início, as chances de cura da doença são maiores. Segundo Patrícia, é muito importante evitar que os diagnósticos ocorram na fase avançada da doença.

Os principais fatores de risco do câncer de boca são tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, contaminação por HPV e excesso de sol. Segundo Patrícia, 90% dos pacientes portadores de câncer bucal são fumantes, 75% consomem bebidas alcoólicas, 30% são portadoras do vírus HPV e estão expostos ao sol em excesso.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca é o quinto tumor mais recorrente entre a população brasileira e atinge sobretudo homens, que têm três vezes mais chance de desenvolver a enfermidade. Na região Sudeste é o quarto tumor mais comum em indivíduos do sexo masculino.