Cerco à 'fake news' desmantela 'gabinete do ódio’' em Valinhos

Cerco à 'fake news' desmantela 'gabinete do ódio’' em Valinhos

O vereador Franklin ao lado do advogado Dr. Pedro Pessotto durante coletiva realizada nesta sexta-feira, dia 30, no Hotel Itapema
O vereador Franklin ao lado do advogado Dr. Pedro Pessotto durante coletiva realizada nesta sexta-feira, dia 30, no Hotel Itapema

O vereador Franklin, presidente da Câmara, realizou coletiva de imprensa na sexta-feira, dia 1º, para explanar sobre ação na Justiça protocolada no Fórum de Valinhos na quinta-feira, dia 30, para fechar o cerco contra produtores, investidores e o ‘gabinete do ódio’ que propagou ‘fake news’ durante a campanha eleitoral de 2020. A ação é baseada no inciso II, do artigo 5º do Código de Processo Penal

O vereador Franklin pediu ao Ministério Público a abertura de Inquérito Policial para apurar as responsabilidades de todos os responsáveis e envolvidos em ataques que sofreu através das Redes Sociais em agosto de 2019. “Foram muitos ataques. Fui vítima do Gabinete do ódio que foi criado para criar fatos, espalhar notícias falsas para manchar a imagem das pessoas”, afirmou Franklin, que apresentou uma linha do tempo com o passo a passo da investigação desde 2019.

Os ataques foram feitos através de dois perfis falsos criados no Facebook, por agentes públicos com o objetivo de atacar o então vereador e candidato à reeleição. “Infelizmente isso ocorre para colocar em xeque a nossa honra, moral e credibilidade com o fim de arranhar a imagem e trajetória política”, acrescentou.

A investigação apontou que os ataques partiram de dentro da sede da Câmara Municipal, Guarda Municipal e do Comitê de Campanha do ex-prefeito Orestes Previtale. Durante a coletiva, Franklin revelou o nome de 15 pessoas. “Esses nomes surgiram das apurações do processo judicial”, disse o advogado Dr. Pedro Pessotto. “Queremos revelar o nome dessas pessoas ao Ministério Público e alertar a população porque com paciência podemos sim, identificar e processar aqueles que se escondem por traz de perfis falsos para caluniar e difamar quem quer que seja”, conclui.

Segundo o advogado Dr. Pedro Pessotto as ‘fake news’ criadas pelos dois perfis falsos, atingindo inclusive outras pessoas e autoridades da cidade, foram espalhadas por pelo menos outros dez perfis e também através de listas de whatsapp. “Tudo indica que ouve um grupo de pessoas que se organizou para fazer o BO com falsa denúncia de extorsão e através dela passaram a disseminar notícias falsas através de perfis falsos, hoje identificados”, explicou Pessotto.

De acordo com ele, a denúncia criminal encaminhada ao MP, com farta documentação e provas, tem por objetivo apurar o papel de cada um nos atos criminosos e fazer com que sejam responsabilizados pelos seus crimes. “Isso serve para as pessoas pensarem que a Internet não é terra sem lei. Com paciência podemos sim, identificar e processar aqueles que se escondem por traz de perfis falsos para caluniar e difamar quem quer que seja”, disse Franklin.

Além da Ação Criminal, segundo Dr. Pedro Pessotto, cabe também ações cíveis por crime de calunia e difamação e também por improbidade administrativa uma vez que os ataques foram praticados por pessoas que ocupavam cargos públicos na época dos ataques e se utilizaram ilicitamente dos recursos públicos para os ataques ao invés de estarem trabalhando.

“Acabamos constatando que de fato havia em Valinhos, sobretudo durante a campanha eleitoral, um verdadeiro “gabinete do ódio”, com ataques que partiram de dentro de repartições públicas da Prefeitura e da Câmara Municipal”, finalizou Franklin.