Câmara de Valinhos promove cortes em contratos para aumentar repasse ao combate ao Coronavírus

Câmara de Valinhos promove cortes em contratos para aumentar repasse ao combate ao Coronavírus

Com o apoio dos vereadores da Câmara, a Presidente Dalva Berto confirmou no início da tarde desta quinta-feira o que já havia anunciado na sessão de terça: o corte de vários contratos em andamento da Câmara e suspensão de novas licitações para que a Câmara possa, de imediato, já repassar à Prefeitura valores a serem, imediatamente, utilizados no combate e prevenção ao Coronavírus na cidade, que já conta com 3 casos oficiais.

A presidente da Câmara, vereadora Dalva Berto (MDB), apresentou o levantamento preparado pelo Departamento Financeiro da Câmara numa reunião com os departamentos Administrativo, Financeiro e Jurídico da casa, além da presença do gabinete do vereador Israel Scupenaro (MDB), presidente da Comissão de Higiene e Saúde do Legislativo. 

Foi apresentado um levantamento dos contratos e licitações que podem ser encerrados ou suspensos. O objetivo é economizar verbas públicas para serem usadas na saúde. Cálculos estão sendo finalizados para que a Presidente possa divulgar o valor exato deste repasse.

“Estamos priorizando a Vida, o bem-estar de cada um dos 129 mil cidadãos valinhenses e a Câmara Municipal deve fazer sua parte. Já fizemos, no ano passado, um grande corte de contratos e enxugamento da máquina, inclusive com cortes de comissionados. Agora, vamos cancelar mais contratos, como por exemplo máquina de café, manutenção de ar condicionado, lavagem dos carros, enfim, uma série de serviços que não são prioritários, com o objetivo de devolvermos recursos à Prefeitura para serem investidos na saúde, especificamente no combate ao Coronavírus. E esta ação tem o apoio de todos os vereadores, senão não seria possível tal ação”, afirmou Dalva.

“No final de 2019, a Câmara devolveu quase R$ 3 milhões, com o mesmo objetivo. Agora, três meses depois, já estamos fazendo nova economia", completa.

Austeridade

Dalva anunciou as medidas de austeridade durante a sessão extraordinária da terça (24). Na ocasião, explicou que as verbas seriam gastas apenas com serviços estritamente essenciais.

Desde segunda-feira (23), a Câmara está fechada para o atendimento ao público e as sessões ordinárias estão suspensas. Em um primeiro momento, a decisão valerá até 3 de abril, podendo ser prorrogada ou suspensa a qualquer tempo. Nesse período, os vereadores estarão de plantão para votar quaisquer projetos que sejam encaminhados em regime de extrema urgência em sessão extraordinária.