Vereadores rejeitam projeto que pretendia conceder R$ 441 mil para a empresa Sou Valinhos

Vereadores rejeitam projeto que pretendia conceder R$ 441 mil para a empresa Sou Valinhos

O PL 107/2021 que tramitava na Câmara Municipal de Valinhos desde maio deste ano e que pedia "autorização para a concessão de subsídio financeiro para transporte público coletivo urbano à SANCETUR – Santa Cecília Turismo LTDA, que opera a SOU Valinhos no município", foi colocado em votação nesta terça-feira, dia 30, e rejeitado pelos vereadores. 

O projeto, de autoria do Executivo, caso aprovado concederia concederia aproximadamente R$ 441 mil em auxílio financeiro à SOU Valinhos, como forma de compensar os prejuízos causados durante a pandemia.

Em discursos, vereadores subiram o tom e criticaram o serviço prestado pela empresa nos últimos meses. O vereador Henrique Conti (PTB) lembrou que passageiros ficaram e estão até hoje desassistidos pelo transporte público em Valinhos. “No dia seguinte ao início da pandemia, eles já cortaram quase pela metade o número de ônibus circulando no município. Em algumas sessões, vários vereadores pediram pelo amor de Deus para que os ônibus voltassem. Ninguém aguentava mais (...) Os ônibus saiam lotados em plena pandemia (...) Agora tem que aguentar um projeto de lei pedindo subsídio para essa empresa? Não dá para admitir um negócio desse”, discursou.

O vereador Gabriel Bueno (MDB) destacou que a empresa possui, inclusive, apontamentos com irregularidades no Tribunal de Contas. “Essa empresa não merece um centavo de dinheiro público que não esteja fixado em contrato”, afirmou. Gabriel também informou que há débitos da empresa com o município. “A empresa deve um parcelamento em andamento referente ao ISSQN dos anos de 2017 e 2018, de um valor de quase meio milhão de reais. Ou seja, a empresa deve para a Prefeitura quase o mesmo valor que a Prefeitura está querendo subsidiar. Isso é um absurdo”.

Já o vereador Alécio Cau (PDT) lembrou que tempos atrás a própria Prefeitura defendeu em processo judicial que não cabia ao município arcar com prejuízos da empresa. “Um mês depois da Prefeitura se posicionar contra isso, manda um projeto de lei pedindo que a gente autorize. Depois fica fácil falar que foi a Câmara que aprovou (...) Esse projeto é injusto com a população, que, no auge da pandemia, teve de andar em ônibus superlotados que não tinham nem álcool em gel”, criticou.

“Foram irresponsáveis, tirando os carros. Acumularam três, quatro linhas em um ônibus só (...) São inúmeras as responsabilidades que constam nessa contratação”, afirmou o vereador Edinho Garcia (PTB) que atribuiu à empresa de ônibus responsabilidade pelo aumento de casos de Covid na cidade.