Valinhenses reclamam de lotação em supermercados e varejões

Valinhenses reclamam de lotação em supermercados e varejões

Apuração realizada pela Folha de Valinhos constatou que estabelecimentos têm cumprido as determinações da vigilância
Apuração realizada pela Folha de Valinhos constatou que estabelecimentos têm cumprido as determinações da vigilância

Durante a última semana, a Folha de Valinhos recebeu diversas queixas de valinhenses quanto a lotação dos supermercados e varejões da cidade. De acordo com as reclamações, as lojas não estariam cumprindo as determinações dor órgãos de Saúde, que estabelece limite máximo de pessoas dentro dos estabelecimentos.

Dona Ana Lúcia Moraes, de 58 anos, moradora da Vila Santana, conta que nas últimas três vezes que foi obrigada a sair de casa para ir ao mercado, as lojas estavam lotadas e as pessoas não respeitavam os limites de distanciamento. “Eles até estão fazendo um controle na porta, mas duvido que seja certo. Quando a gente entra, ninguém respeita aquelas faixas do chão e as pessoas se esbarram em filas e corredores o tempo todo”, afirma.

Já a moradora do Ortizes, Patrícia Guimarães, de 41 anos, ressalta que o que incomoda mais são os grupos que entram nas lojas. “Essa semana eu estava na fila para entrar no mercado e chegaram três casais, juntos, indo passear como se fosse uma festa. Eu acho que os estabelecimentos deveriam proibir a entrada de pessoas em grupo. Se estão controlando o acesso – o que eu não acredito que esteja sendo feito da maneira certa - não é justo deixaram entrar 6 pessoas para uma única compra”, ressalta.

Para Jaqueline Mathias, de 32 anos, moradora do Jardim do Lago, os supermercados têm cumprido as regras, mas as pessoas desrespeitam. “Esses dias quase briguei com uma pessoa dentro do supermercado, porque ela colou em mim na fila do caixa. Eu pedi para se afastar, e ela ainda achou ruim. É um absurdo”, relata.

Cumprimento das determinações

Para verificar a situação, a reportagem da Folha de Valinhos visitou anonimamente três supermercados e dois varejões da cidade: Caetano da Avenida 11 de Agosto, Flex Atacarejo, Zarelli do São Marcos, Hortifruti Fartura e Varejão da Horta. Nos cinco locais, todas as medidas de segurança adotadas seguem rigorosamente as determinações da vigilância: uso obrigatório de máscaras (alguns chegam a fornecer máscaras descartáveis ou oferecem a venda do produto na entrada), higienização de carrinhos e mãos de todos os clientes e controle de acesso de pessoas.

De acordo com informações obtidas nas lojas, ou por telefone, no Flex Atacarejo, o limite é de 150 pessoas; no Zarelli do bairro São Marcos, é de 60. No Caetano da Avenida 11 de Agosto, o limite é de 82 pessoas. Já no da Vila Santana, o número sobe para 230. O Varejão da Horta permite a entrada de até 60 pessoas por vez.

Quanto a proibição do acesso de grupos de pessoas, todas as redes afirmaram que não é possível impedir a entrada, mas há orientações para que apenas uma pessoa do grupo/família seja designada para ir até os locais.

Além de supermercados e varejões, todos os estabelecimentos comerciais que têm permissão para permanecerem abertos devem controlar o acesso e seguir as orientações estabelecidas pela Nota Técnica elaborada pela Coordenadoria de Fiscalização Sanitária de Valinhos. O documento traz medidas complementares para evitar ou diminuir ao máximo a transmissão da doença no município. Entre as determinações está a limitação do acesso de pessoas ao interior do estabelecimento, atendendo o distanciamento mínimo de 2 metros entre os consumidores.

Também deve ser calculada área mínima de 4 metros quadrados por pessoa, considerando para o cálculo somente a área de circulação, e adotadas medidas que diminuam o tempo de permanência das pessoas no interior do comércio.

O diretor da rede Flex Atacarejo e ASP Supermercados, Amilcar Pavan, ressalta que além da adoção das medidas de segurança, o grupo tem empenhado esforços para conscientizar a população sobre a importância de se cumprirem as orientações. “Tudo é muito novo para o consumidor. Nosso papel é orientar e levar o entendimento às pessoas. Para isso, aplicamos adesivos que orientam os consumidores a manterem o distanciamento de 2 metros dos demais clientes. Aplicamos estes adesivos nos locais de maior fluxo, como filas nos caixas, filas para atendimento dos setores Carnes e Aves e também na seção de frios; a cada minuto, em nossa rádio interna, divulgamos mensagens orientando o respeito ao distanciamento; aplicamos barreiras acrílicas nos caixas, para aumentar ainda mais a segurança entre nossos colaboradores e clientes”, afirma.

A rede também orienta que clientes tentem ir ao mercado nos horários de menor fluxo. São eles, das 07h às 11h00, 13h30 às 15h30, e após às 20h.

Para Amilcar, é tempo de conscientização. “Momentos como esse, requerem muito empatia e resiliência de todos, pois tudo mudou. Nossas idas aos supermercados não são mais as mesmas, e com o passar do tempo, acreditamos que conseguiremos conscientizar a todos sobre os novos hábitos de higiene e proteção”, finaliza.