Professores participam de curso sobre as raízes africanas no Brasil

Professores participam de curso sobre as raízes africanas no Brasil

Encontro de formação continuada vai reunir cerca de 500 docentes da rede municipal
Encontro de formação continuada vai reunir cerca de 500 docentes da rede municipal

A Prefeitura de Valinhos estará reunindo cerca de 500 professores da Rede Municipal de Ensino para o curso “Trajetória do Africano em território Brasileiro”, que será ministrado por Natanael dos Santos, autor do livro que leva o nome do curso.  O evento acontece no próximo dia 27, dentro das comemorações dos 123 anos de Valinhos.

O encontro, que faz parte do projeto de Formação Continuada dos Docentes da Secretaria de Educação, através do Departamento Pedagógico, será na Fonte Santa Tereza, das 7h30 às 17h. Segundo a diretora do Departamento Pedagógico da Secretaria, a professora Ana Angélica Júlio, o curso irá levar os professores a entender a importância das raízes africanas e como elas são fundamentais no alicerce de nossa identidade.

“A questão do negro na história do Brasil é um tema que deve estar constantemente na pauta de nossos educadores e oferecer conhecimento através de quem pesquisou essa história é fundamental nesse processo de formação continuada”, disse Ana Angélica.

Para o secretário de Educação, o professor Zeno Ruedell, a realização desse curso de formação é grande avanço para a educação municipal, pois a história de Valinhos é muito mais vinculada à imigração italiana do que aos negros escravos que trabalhavam nas fazendas de café antes da chegada dos imigrantes.

“Estamos no mês de aniversário de Valinhos, quando completamos 123 anos de nossa emancipação de Campinas. É um momento importante para levarmos nossos professores a refletirem sobre a contribuição que a trajetória deles nos legou”, afirmou.

De acordo com professora Ana Angélica, o curso tem por objetivo mostrar aos professores da Rede Municipal a “a África e todas as suas contribuições para a história da humanidade” e também “contribuir com a ampliação de novos olhares sobre religião, os costumes e crenças que envolvem o continente africano para superação de preconceitos e paradigmas existentes, que engessam nossos saberes sobre a África”.

Ana Angélica acrescentou que o trabalho de formação continuada com os professores atende à legislação vigente, às diretrizes curriculares e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).