Produtores devem colher 3 mil toneladas de figo e 15 mil de goiaba

Produtores devem colher 3 mil toneladas de figo e 15 mil de goiaba

Rodrigo Fabiano tem 200 mil pés de figo, que devem render até o final da safra cerca de 1,6 mil toneladas de figo
Rodrigo Fabiano tem 200 mil pés de figo, que devem render até o final da safra cerca de 1,6 mil toneladas de figo

As condições climáticas dos últimos meses atrasaram em cerca de 30 dias o início da colheita de figos em Valinhos. Fatores como a falta de chuvas e dias com ventos extremamente gelados podem causar uma queda de aproximadamente 5% no resultado final da safra 2019/2020. A estimativa é do maior produtor do fruto na cidade, Rodrigo Fabiano.

“Normalmente a colheita começa nos primeiros dias de novembro. Este ano, só conseguimos colher os primeiros frutos no final do mês e em pouca quantidade. Como os meses de novembro e dezembro são em sua maioria os períodos de melhores preços, o atraso deve causar um leve impacto financeiro”, afirma o produtor.

Em cerca de 120 hectares de plantações, Rodrigo Fabiano tem 200 mil plantas, que devem render até o final da safra cerca de 1,6 mil toneladas de figo. Deste total, 50% são destinados à exportação. “A Holanda é a porta de entrada do figo na Europa. De lá, o fruto segue para outros países. Começamos a exportar figos diretamente há cerca de dois anos e temos sentido melhoras constantes no setor de exportação”, conta.

De acordo o Sindicato Rural de Valinhos, cerca de 30% do total dos figos produzidos em Valinhos são exportados. Dados do Ministério da Economia mostram que entre os meses de janeiro e novembro deste ano, a cidade faturou US$ 2,36 milhões com exportação de frutas, o equivalente a aproximadamente R$ 9.864.800‬.

Estimativa para safra 2019 /2020
Apesar do atraso na colheita, a Casa da Agricultura de Valinhos estima que haja pouca variação nas safras de figos e goiabas se comparadas com as de 2018/2019. A expectativa é de que a colheita resulte em total de 3 mil toneladas de figo e 15 mil toneladas de goiaba. Em aspectos financeiros, a safra 2018/2019 movimentou cerca de R$ 9 milhões com o figo e R$ 60 milhões de faturamento com a goiaba.