Coordenadoria da Mulher realiza campanha contra violência

Coordenadoria da Mulher realiza campanha contra violência

Campanha Violência Contra a Mulher é Crime. Não se Cale, Denuncie está acontecendo em toda a cidade
Campanha Violência Contra a Mulher é Crime. Não se Cale, Denuncie está acontecendo em toda a cidade

A Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres de Valinhos está realizando uma importante campanha de combate à violência contra a mulher, estupro, agressão física e verbal. A campanha Violência Contra a Mulher é Crime. Não se Cale, Denuncie está acontecendo em toda a cidade. A quarentena provocada pela pandemia do coronavírus contribuiu para ampliar estatísticas de uma triste realidade que afeta todo o País.

A campanha de alerta contra estupro, violência física e agressão verbal contra mulheres é realizada em todo o Município com a distribuição de folhetos, cartazes, carro de som e outros materiais de apoio para divulgar a importância das denúncias para combater esses crimes.

“A violência contra a mulher precisa ser combatida em todas as esferas. Temos de garantir que elas tenham condições de trabalhar, viver e escolher seu caminho com dignidade. É uma batalha de todos nós para construirmos uma sociedade melhor para nossas filhas, sobrinhas e crianças”, afirmou a vice-prefeita e coordenadora da Coordenadoria Especial, Lais Helena.

Valinhos conta com a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal, que promove visitas regulares a mulheres com ordem de restrições contra agressores. A Guarda Civil também está preparada para atender qualquer tipo de violência contra a mulher, orientando a vítima sobre todas as medidas que podem ser adotadas.

A Prefeitura implementou ainda, no ano passado, a sede da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres de Valinhos, que desenvolve e debate políticas públicas de proteção à mulher. A Coordenadoria tem realizado diferentes atividades para fortalecer a representação feminina na sociedade.

A Coordenadoria criou um Grupo de Trabalho para definir o diagnóstico da mulher em diferentes aspectos, para orientar competências e políticas públicas de atendimento a essas moradoras, articulando diferentes secretarias municipais.

Lais lembra que, através da Câmara Temática da Mulher da Região Metropolitana de Campinas, a região está reivindicando ao Estado esforços para a construção de um abrigo regional da mulher, para protegê-las de riscos maiores.

Casos

De acordo com o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2018 o Brasil registrou 66 mil casos de estupro. Isso quer dizer que 7 mulheres foram estupradas a cada hora no País. Foram 181 estupros por dia no Brasil em 2018, 4,1% mais que em 2017.

Segundo o site da Agência Brasil (EBC), os crimes de violência sexual tiveram um aumento de 72,4% entre março e abril deste ano, início do período da quarentena, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Monitor de Violência Doméstica divulgado no mês passado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados (São Paulo, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará) na quarentena, em comparação ao mesmo período em 2019.

A cada dois minutos, cinco mulheres são vítimas de violência no País. Só no Estado de São Paulo, onde a quarentena foi adotada no dia 24 de março, a Polícia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência, o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817.

O crime de estrupo ou de violência sexual é caracterizado na lei por qualquer tipo de agressão, inclusive atos libidinosos realizados sem o consentimento da pessoa. Na Lei Maria da Penha estão previstos cinco tipos de violência contra a mulher, sexual, física, psicológica, moral e patrimonial.

Essas formas de agressão são complexas, perversas, não ocorrem isoladas umas das outras e têm graves consequências para a mulher. Qualquer uma delas constitui ato de violação dos direitos humanos e deve ser denunciada.

Denúncias – Telefone 153