Prefeitos da RMC exigem do Estado ampliação de leitos de UTI-Covid

Prefeitos da RMC exigem do Estado ampliação de leitos de UTI-Covid

Luiz Granzotto

Prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) exigem que o Estado amplie a oferta de leitos de UTI para atendimento de pacientes graves com Covid-19. Na manhã desta terça-feira, dia 23, os representantes das 20 cidades, aprovaram documento, que será enviado ao governador João Doria, pedindo a ampliação de leitos na Unicamp e no Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

O Conselho de Desenvolvimento da RMC também vai propor que o Hospital de Campanha, de Santa Bárbara d´Oeste, receba investimentos em equipamentos e pessoal para que a estrutura atual, com leitos de enfermaria, possa ser transformada em local de maior complexidade, com UTIs.

Os prefeitos temem que o avanço da pandemia e o aumento dos casos graves, possam levar a região ao colapso no atendimento aos doentes. “Temos hoje uma situação preocupante porque o perfil dos pacientes mudou. Há duas semanas, de cada cem pacientes atendidos nos hospitais, um ou dois eram internados. Hoje esse número é entre oito e dez e cada vez mais a doença está chegando a pessoas com menos de 60 anos”, disse o prefeito de Campinas, Dário Saadi.

No auge da pandemia, o Estado tinha 93 leitos de UTI e hoje dispõe de 30 leitos de UTI no Hospital de Clínicas da Unicamp, ou seja, um terço da estrutura anterior. O AME, que foi referência para pacientes com Covid-19, teve seu atendimento reprogramado em setembro e retomou sua função tradicional, que é oferecer consultas, exames e procedimentos de menor complexidade, mediante agendamento. Prefeitos querem que o Estado inclua o ambulatório como referência para Covid na região.