Casos de Covid-19 na RMC superam a marca de 3 mil casos e 160 mortes

Casos de Covid-19 na RMC superam a marca de 3 mil casos e 160 mortes

Em menos de um mês o número de casos de Covid-19 na Região Metropolitana de Campinas – RMC – mais que triplicaram. Levantamento realizado pela Folha de Valinhos junto as Secretarias de Saúde das 20 cidades integrantes da RMC e ao Painel Covid-19 do site Congresso em Foco, mostra que hoje, dia 2, são 3.358 casos da doença e 160 mortes, números igual ou maiores que alguns estados como Sergipe que registra 166 óbitos, Tocantis 76 e Santa Catarina que contabiliza 146.

Se comparado ao último levantamento realizado pela Folha de Valinhos no dia 6 de maio, o crescimento no número de casos em menos de um mês foi de 325,7%. Neste dia a RMC contabilizava 1.031 casos de Covi-19 e 54 mortes.

Campinas é a cidade com maior número de casos de Covid-19, 1735, 1176 casos a mais do que foi registrado em 6 de maio, 559. O total de óbitos é de 78, contra 25 do levantamento anterior. Indaiatuba aparece em segundo, com 276 casos, contra 69 do levantamento anterior e 25 mortes, contra 7 registradas no dia 6 de maio. Sumaré aparece em terceiro lugar com 198 casos da doença e 10 óbitos e, em quarto aparece Valinhos com 188 casos, 140 casos a mais do que o levantamento anterior e dez mortes, 5 a mais.

Todas as 20 cidades registram casos da Covid-19 e apenas 6 não registram nenhum óbito.

Ao analisar a geografia da RMC a reportagem da Folha de Valinhos constatou o que já vinha sendo afirmado pelos cientistas e estudiosos da pandemia, que a proliferação do coronavirus segue o eixo das grandes rodovias que cortam a região – Bandeirantes e Anhanguera – e segue para o interior partindo de São Paulo, epicentro da pandemia no estado.

A população da RMC é de 3,2 milhões de habitantes. As cidades mais afetadas são aquelas que cortadas pelas rodovias, entre elas Americana (239 mil habitantes), Campinas (1,2 milhões), Indaiatuba (250 mil), Nova Odessa (60 mil), Sumaré (282 mil), Hortolândia (230 mil), Valinhos (129 mil) e Vinhedo (78 mil).

Para alguns infectologistas a flexibilização da quarentena, com a abertura de alguns segmentos comerciais e de serviços, compromete o isolamento social e poder acelerar ainda mais a curva de contágio do novo coronavirus.