Campinas registra menor número de vítimas fatais no trânsito dos últimos 25 anos

Campinas registra menor número de vítimas fatais no trânsito dos últimos 25 anos

Foram 58 óbitos na malha urbana em 2019, número 68% menor que o registrado em 1995
Foram 58 óbitos na malha urbana em 2019, número 68% menor que o registrado em 1995

O propósito de preservar vidas no trânsito mais uma vez foi cumprido pelo município, no último ano. Pelo segundo ano consecutivo, Campinas registrou o menor número de vítimas fatais no trânsito de toda a série histórica, desde 1995, quando a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) iniciou a coleta de dados. Trata-se da melhor marca alcançada em 25 anos.

De acordo com dados do Infosiga relativos ao ano de 2019, foram 58 vítimas fatais de acidentes de trânsito na malha urbana, uma queda de 11% em relação às 65 mortes no trânsito registradas em 2018.

Na comparação com os dados levantados pela Emdec em 1995, quando foram 181 vítimas fatais no trânsito, a redução chega a 68%. Já em relação ao ano de 2013, quando foram registrados 101 óbitos, o total de vítimas fatais foi reduzido em 43%. Desde o início da atual gestão municipal, foram 232 vidas preservadas no trânsito.

O balanço de acidentalidade em 2019 foi anunciado pelo prefeito Jonas Donizette nesta quarta-feira, 19 de fevereiro, na Sala Azul do Paço Municipal. A apresentação foi conduzida pelo secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro. O evento também contou com a presença do vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira; da coordenadora geral do SAMU, Dra. Elisângela Franco Nonato; de secretários municipais; vereadores; representantes das concessionárias de rodovias que cortam Campinas; representantes de órgãos públicos e colaboradores da Emdec.

“É com muita alegria que estamos apresentando os índices positivos de diminuição das mortes no trânsito. O trânsito de uma cidade como Campinas, que recebe todo o fluxo regional, é complexo. Isso torna o resultado ainda mais expressivo”, destacou o prefeito Jonas Donizette. “Meu objetivo é deixar Campinas uma cidade mais humana. Com o conjunto de ações que estamos fazendo, as coisas estão acontecendo para tornar isso uma realidade”, completou.

O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira destacou o papel da Emdec no resultado alcançado. “Fica claro para mim a missão que a Emdec tem hoje, que é a de preservar vidas no trânsito. Não tem coisa mais nobre que isso”, disse.

A coordenadora geral do SAMU enfatizou o papel da equipe que atua no atendimento às vítimas de acidentes de trânsito. “O SAMU foi criado há 25 anos, por isso sua história se confunde com a marca alcançada pelo município na redução de acidentes. Nesse contexto, destaco aqui a importância das ações realizadas pela nossa equipe no que se refere ao cuidado com as vítimas, disse Elisângela Franco Nonato.

O secretário de Transportes lembrou da relação entre a missão da Emdec e o resultado alcançado. “O que estamos celebrando hoje é a grande razão de ser da Emdec, que é evitar que as pessoas sofram acidentes de trânsito quando se deslocam pela cidade. E, principalmente, evitar mortes”, destacou Barreiro.

Das 58 vítimas fatais registradas em 2019, 32 (55,2%) eram ocupantes de motocicleta. Os pedestres e ocupantes dos demais veículos representaram, cada um, 22,4% do total de vítimas fatais em 2019. Foram 13 vítimas em cada uma das categorias.

O número de vítimas pedestres foi reduzido em 13% quando comparado ao registrado em 2018 (de 15 para 13 vítimas). Na comparação com o ano de 2013 (32 vítimas), o resultado é ainda mais significativo – a redução foi de 59%. Desde 2018, a Emdec reforçou a conscientização sobre o uso e o respeito às faixas de pedestres, por meio da Campanha VIVA.

Óbitos x 100 mil habitantes

Em 2019, o índice de mortes no trânsito por 100 mil habitantes, que é um dado comparativo utilizado no mundo todo, ficou em 4,82. O número é 11% menor que o registrado em 2018, quando foram 5,44 mortes a cada 100 mil habitantes. E 45% menor que o índice registrado em 2013 (8,82).

Em países de baixa renda, o índice de mortes no trânsito por 100 mil habitantes é de 24,1. Em países de renda média, o índice é de 18,4; e em países de renda alta, é 9,2. A média mundial é de 17,4; e a média no país é de 17,5. O índice campineiro também ficou abaixo do registrado em cidades paulistas como São Paulo (5,70), Piracicaba (5,44), Jundiaí (5,97) e Sorocaba (7,80).

O resultado alcançado é fruto de um intenso trabalho realizado pela Emdec em três frentes: Educação, Engenharia de Trânsito e Fiscalização, tendo como norte a Prevenção. Entre as ações destacam-se a implantação dos Corredores BRT; o trabalho de Investigação Avançada de Acidentes de Trânsito; e os estudos realizados pelo Observatório Municipal de Trânsito de Campinas, com foco na prevenção. Também integram o tripé as campanhas de educação no trânsito que mobilizam a sociedade, tais como o Maio Amarelo e a Semana Municipal do Trânsito - Semutran.

Motociclistas

Uma tendência que se repete nos últimos anos foi confirmada no balanço de acidentes fatais registrados em 2019. Os ocupantes de motocicleta representam 55,2% das vítimas fatais – 32 das 58 mortes registradas. Além disso, a motocicleta responde por 50% dos veículos envolvidos nos acidentes fatais. Cem por cento das vítimas fatais desse grupo eram homens, a maioria jovens, sendo 56% com idade entre 18 e 29 anos.

Na comparação com o ano de 2013, o número de acidentes fatais envolvendo motociclistas caiu 38% – foram 52 óbitos naquele ano. Porém, em relação ao número registrado em 2018 (29 vítimas), houve aumento de 10%. A categoria representa 14,8% da frota municipal.

Com o objetivo de reverter o cenário, a Emdec lançará, ainda neste semestre, uma campanha focada na conscientização dos motociclistas. “Em 2020, nosso foco será evitar a ocorrência de acidentes envolvendo motociclistas”, antecipou o secretário de Transportes.

Infosiga

O Infosiga é um sistema do Governo do Estado de São Paulo que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes fatais de trânsito nos 645 municípios do Estado, nas rodovias e nos trechos urbanos. Trata-se de uma ferramenta inédita no País que auxilia na elaboração de políticas públicas relacionadas à segurança no trânsito.