Vai começar a campanha

Com a realização das convenções partidárias no último final de semana e, com as definições dos candidatos aos cargos eletivos de Presidente, Governador, Senador, deputado Federal e Deputado Estadual o próximo passo agora é a Campanha Eleitoral que começa efetivamente no próximo dia 16 de agosto, onde os candidatos poderão realizar comícios, distribuição de folhetos e santinhos, uso de carro de som e veiculação de propaganda em jornais e na internet (não paga).
Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa no dia 31 de agosto e vai até o dia 4 de outubro. Será um tempo onde o eleitor irá tomar conhecimento primeiramente dos nomes dos candidatos e de seus planos de governo, no caso dos que disputam cargos para governador e presidente e de projetos e ações para os que disputam cargos de deputados – Estadual e Federal.
O que se percebe é um profundo descontentamento do brasileiro com o processo eleitoral em si e com a classe política de modo geral. Desde junho de 2013, quando das grandes manifestações de rua, o Brasil atravessa uma crise de identidade, que se agravou com as descobertas escandalosas da Lava jato e com a crise econômica e a recessão, que levou milhões ao desemprego.
A eleição de outubro de longe não se apresentam como uma “tábua de salvação” da nossa nação. Ao contrário, pode agravar ainda mais este cenário. Não temos no atual quadro de candidatos que pleiteiam o cargo de presidente alguém que se destaque ou que apresente uma proposta de País condizente com o anseio da maioria dos brasileiros.
Mais que isso, a classe política de modo geral ainda não assimilou esse novo contexto e momento do povo brasileiro. A esquerda, capitaneada pelo PT insiste em colocar como candidato um homem que rasgou sua biografia em troca de um “triplex” e que se encontra preso na carceragem de Curitiba por crime de corrupção. Um partido que, desde a prisão do seu líder maior, insiste (nos mesmos moldes da Venezuela) em afrontar o judiciário e suas decisões. Ainda pela esquerda temos a Marina Silva (REDE) e o Ciro Gomes (PDT), pra citar os que estão em mais evidência nas pesquisas, mas precisam de gás para dar a saída.
O Brasil precisa mudar. E, mudar para se recompor economicamente e voltar a ser o país do futuro. Aquele “gigante pela própria natureza”, como preconiza o Hino Nacional de que tanto temos orgulho de ouvir ser cantado em Copas do Mundo.
Também não podemos acreditar numa guinada à direita. Os extremos sempre foram preocupantes, seja à esquerda ou à direita. Mas, o discurso do candidato Bolsonaro já dá mostra de que o Brasil que queremos, passa distante dos seus preconceitos. Precisamos de alguém que nos una e não o contrário.
Ao centro, não há boas opções também. Embora Alckmin tenha feito bons governos em São Paulo, seu partido o PSDB, também deu mostra que está viciado e desgastado. Temos Álvaro Dias do Podemos, mas sua estrutura partidária não o faria chegar até o segundo turno.
Caro eleitor, em que pese sua desconfiança, sua falta de ânimo e de esperança, esse momento de campanha é hora de voltar a acreditar que ainda podemos escolher o melhor. Não podemos fugir à esta responsabilidade. Ouvir, trocar ideias com amigos acerca dos candidatos, ler e se inteirar de seus planos de governo, compartilhar o que de fato é verdadeiro e certo de cada um dos candidatos e, acreditar que nossa democracia é ainda nossa melhor arma contra os políticos corruptos e mal-intencionados.
Mas, a mudança do país não passa apenas pela eleição de um novo Presidente, temos que nos ater também à eleição de nosso governador, do senador e dos Deputados que irão nos representar na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Neste período de campanha é preciso muita atenção e discernimento, afinal de contas ao apertarmos os números na urna eletrônica estamos legitimando essas pessoas por quatro anos a ditarem e determinarem o rumo das nossas vidas.
Aqui em Valinhos, diferente das eleições locais onde os candidatos estão mais próximos, iremos ver, ler e ouvir falar de muitos nomes para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, precisamos ajudar a eleger aqueles que de fato tenham compromisso com nossa cidade e região. Há muitos aventureiros empreitando pela vida política e que não irão corresponder às nossas expectativas no futuro. Procure obter informações de políticos locais acerca dos nomes que estarão circulando pela cidade através da imprensa e redes sociais. Os vereadores, o prefeito e o vice, pela experiência e por saber quem de fato pode ajudar nossa cidade podem nos orientar sobre os planos e interesses desses candidatos. Contudo, a melhor arma na decisão do voto é nossa consciência de cidadão, pois na hora do voto essa é uma missão apenas do eleitor diante da urna.