Fazem parte da história

Valinhos é uma cidade multicultural. Esta é uma das principais características para entender o processo de construção do município que carrega raízes tradicionais, desde o sotaque até o sobrenome de famílias. Comércio, agricultura, indústria, associações, entidades, independente do setor de atuação, estas pessoas ajudaram a fazer Valinhos ter os genes que conhecemos hoje, com 120 anos de existência.
Parte desta linha do tempo passa pela chegada da colônia japonesa, vinda, principalmente de Marília. Neste 18 de junho, Dia da Imigração Japonesa, o povo oriental também tem participação importante e destacada na evolução de valinhos, ao lado dos italianos.
As primeiras famílias a chegarem em Valinhos foram Hirayama e Yonemura, que fixaram residência no então loteamento Fazenda Macuco. O ano era de 1954, em 9 de janeiro. No mesmo ano, as famílias de  Miyoshi Wada, Izumi Sassaki, Shigueo e Moryo Yamashita, Motoyuki Sugahara, Ryoiti Kawakami, Moinoru Tanaka, Uti Yamada e Nakamura povoaram a cidade para trabalhar com o plantio de tomate, que tinha um retorno financeiro rápido. No período, os japoneses foram responsáveis a dar peso e influência no preço da fruta no Mercado da Cantareira, em São Paulo. O desgaste da terra que inibia a produção em grande escala forçou a colôna japonesa a diversificar a produção, prinicipalmente com a introdução da goiaba com o pioneirismo da família de Kusakariba.
A fruta só teve valorização comercial na década de 1980, quando também chegou em Valinhos Yoshinobu Kusse, um dos mais importantes produtores de goiaba hoje na cidade. O aperfeiçoamento no plantio  e produção de goiaba colocou outro título em Valinhos, mais especificamente na região do Bairro Macuco. Além da Capital do Figo Roxo, a cidade ficou conhecida como a maior produtora de goiaba in natura do Brasil.
O processo de imigração japonesa no Brasil começou no início do século XX, em função de um acordo entre os governos japonês e brasileiro. O Japão tinha um problema de superpopulação e o Brasil necessitava de mão-de-obra para os cafezais. A colônia japonesa do Brasil é a maior do mundo. Hoje, composta por 1,5 milhões de japoneses e seus descendentes.
Aproximadamente 85% dos japoneses que vieram ao Brasil tinham a intenção de enriquecer e voltar ao Japão, porém enriquecer rápido em terras brasileiras era um sonho quase impossível de alcançar. A maioria dos japoneses trabalhou em plantações de café no interior de São Paulo e posteriormente no norte do Paraná. Outros foram trabalhar na exploração da borracha na Amazônia ou nas plantações de pimenta no Pará. A maior parte deles era constituída de campesinos pobres vindos das províncias do sul e do norte do Japão.
Dentre as diversas marcas que a cultura deixou no Brasil podemos citar uma culinária muito rica e saudável, a tecnologia agrícola e os esportes como o karatê, judô, kendo e os mangás. Em Valinhos, uma marca deixada pela colônia japonesa é a Associação Cultural Nipo-Brasileira do Bairro Macuco, fundada em 1954. Uma conquista da associação é a escola municipal Tomoharu Kimbara, aberta em 1970 em um terreno doado pela Associação para que as criança na época tivessem mais facilidade aos estudos.
A participação na Festa do Figo no curso das fruras na categoria goiaba, o espaço do yakissoba e a projeção dada na cidade em outro segumento na agricultura fazem com que Valinhos dedique nesta data uma homenagem e agradecimento por ajudar a construir a cidade.