Em busca de um vice

Valinhos terá uma das eleições mais acirradas de sua história, o que é natural dentro de sua vida política. O cenário sempre apresentou disputas acirradas entre os grupos políticos e a busca de votos do eleitor na unha.
Até agora, estão definidos quatro candidatos que concorrerão ao Executivo. Clayton Machado brigará pela reeleição, o vice-prefeito Luiz Mayr Neto, o atual vereador e ex-secretário de Saúde na gestão do ex-prefeito Marcos José da Silva, Orestes Previtale, e o ex-petista e candidato de 2012, Alexandre Tonetti.
Com isso, começam as artimanhas para a formação das coligações, mas o que os quatro têm em comum é a indefinição ao respectivo vice para fechar a chapa. Todos os pré-candidatos lançaram seu nome, mas em todas as ocasiões deixaram o vice em aberto. Inclusive para especulações.
O papel do vice-prefeito é de extrema confiança e precisa ter sintonia com o líder do Executivo municipal. O vice-prefeito é o segundo na hierarquia na prefeitura. Caso o prefeito precise se ausentar por motivo de viagem ou licença, ou tenha o mandato cassado, ele assume as funções do titular. Enquanto o prefeito está em exercício, o vice deve auxiliar na administração, discutindo e definindo em conjunto as melhorias para o município. A confiança e o entrosamento entre prefeito e vice precisa ser afinado para que a cidade possa ter um processo de construção e desenvolvimento saudável e evite crises políticas.
Fazendo o recorte neste sentido para o cenário nacional, o país vive uma situação conflitante por conta de uma falta de confiança evidente da presidente afastada Dilma Rousseff, que já tem um perfil centralizador, em seu vice Michel Temer. Muito deste distanciamente entre Dilma e Temer é visto pela proximidade dele com Eduardo Cunha, principalmente quando o PMDB rachou com o governo e começou a articular o processo de impeachment ao lado do PSDB.
Agora, voltando para o recorte municipal, Clayton Machado, Luiz Mayr Neto, Alexandre Tonetti e Orestes Previtale estão buscando o vice ideal para trazer votos e aquele que julgam capaz de pensar em conjunto sobre a cidade. Principalmente neste momento em que Valinhos tem se destacado angariando novas empresas. Futuros prefeito e vice terão pela frente a missão de administrar o aumento de repasse através de impostos que a cidade terá daqui a dois anos.
Último a lançar a pré-candidatura, na sexta-feira da semana passada, na Câmara Municipal, Alexandre Tonetti diz que procura um candidato a vice jovem e que um dos nomes tem força no meio esportivo da cidade.
O PMDB ensaia uma união com o DEM. O principal nome para ser o vice de Orestes Previtale é Veiga, que já trabalhou na administração pública na gestão de Marcos e conhece os bastidores da prefeitura.
Os candidatos a vice de Clayton Machado e Luiz Mayr Neto estão em conversas guardadas a sete chaves. Nestes dois casos, está difícil prever ou imaginar quem pode formar a chapa. O caso é emblemático porque Mayr rompeu com Clayton há poucos meses para decidir ser pré-candidato. No atual momento, os dois podem estar alguns passos atrás para a definicição do companheiro de chapa.
Só pelo cenário desenhado pelos pré-candidatos a prefeito pode-se ver que a campanha neste ano será tão dura e concorrida como as anteriores. Os nomes de vice terão de mostrar muita confiança e qualidade para que possam definir as chapas que hoje estão em jogo.