A eleição e o direito a informação

Estamos há dois dias do pleito municipal, onde iremos escolher o novo prefeito, vice-prefeito e os 17 vereadores. A campanha de 2016 teve contornos diferentes nestes últimos 45 dias, isso em função das novas regras eleitorais.
A campanha encerrada ontem, 29, mostra-nos claramente que o novo ordenamento legal funcionou no tocante aos aspectos tangíveis, placas, adesivos, entre outros aspectos que ambientam naturalmente as campanhas eleitorais. Ainda falta, embora muito difícil, um regramento para as redes sociais.
Neste contexto entra a imprensa, que tem a missão de apurar fatos e acontecimentos e levar até o leitor notícias pautadas na objetividade e na ética jornalística. Contudo, alguns políticos e seus correligionários não entendem isso e por todos os meios, especialmente através das redes sociais, tentam desqualificar a informação. Não está sendo diferente com a Folha de Valinhos que, em seus quase 50 anos de existência, sempre deu e continuará dando a sua colaboração e prestando serviços à comunidade valinhense, especialmente nos processos eleitorais.
O estado de ânimo aguçado pela sanha de alguns candidatos em querer chegar ao poder municipal a qualquer custo, infla a militança que parte para o ataque desnecessário à Folha de Valinhos. Uma eleição deve ser vencida com propostas e não com ataques e tentativas de desconstrução de notícias que foram construídas por profissionais que atuam apurando fatos, lendo documentos e entrevistando pessoas. 
A publicação no dia 21 de setembro, de uma pesquisa na edição extra da Folha de Valinhos/Voto Consciente, que editamos no período eleitoral, foi a gota d’água para que o candidato da Coligação “Renova Valinhos”, o ex-petista e atual candidato a prefeito pelo PDT, Alexandre Tonetti iniciasse o ataque ao nosso semanário, assim como fez em 2012, quando disputou a prefeitura pelo PT e colocou seis carros de som rodando pela cidade, durante duas semanas, com falas tentando desqualificar pesquisa que publicamos naquela ocasião, bem como denegrir a imagem de nossa marca. 
A pesquisa nao é falsa, como alegam e tentam disseminar nas redes sociais, foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e estava para ser publicada. Publicamos o resultado dela em nosso portal de conteúdo - www.folhadevalinhos.com.br - no dia 20 de setembro e isso gerou descontentamento nesse grupo que foi à Justiça e alegou que a mesma não cumpria determinações da Lei Eleitoral e de Resolução do TSE sobre pesquisas eleitorais. Na manhã do dia seguinte, ja com a edição impressa circulando, recebemos notificação da Justiça Eleitoral para tirarmos do nosso portal a notícia contendo resultado da pesquisa. Respeitando a determinação da Justiça, retiramos de pronto o conteúdo do ar. Já no dia 22, a redação do jornal é surpreendida por um oficial de justiça que portava um mandado de busca e apreensão contra o jornal visando recolher as edições impressas. Quem pediu busca e apreensão? O candidato Alexandre Tonetti e sua Coligação “Renova Valinhos”. 
Também tínhamos a previsão de publicarmos pesquisa na edição do dia 24, mas novamente o candidato do PDT agiu para que isso não acontecesse
Nesta semana, em nova edição extra, a Folha de Valinhos trouxe matéria sobre a Ação Civil - 3004711-36.2013.8.26.0650 - que Dr. Orestes Previtale responde perante a 2ª Vara. A matéria tomou por base o relatório do Ministério Publico que pede a cassação dos direitos políticos do atual vereador e candidato pelo PMDB a prefeito. Foi a oportunidade para que a militança iniciasse uma campanha difamatória contra a Folha de Valinhos nas redes sociais. Desprovidos de informação e influenciados tentam negar o óbvio. O processo pode ser consultado por qualquer um no site da Tribunal de Justiça e o mesmo não foi encerrado como estão afirmando. Não inventamos nada.
Esses lamentáveis episódios precisam chegar até nossos leitores, clientes, anunciantes e amigos que confiam em nosso trabalho e nossa missão. Não vamos nos intimidar. O processo eleitoral passa, o jornal continua.