Cumprindo a meta

Valinhos apresenta a sétima menor taxa de mortalidade infantil entre as 20 cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC). As informações foram obtidas pela Folha de Valinhos levantando dados da Fundação Seade.
Os dados mostram que pelo terceiro ano consecutivo a cidade ficou com a taxa de mortalidade abaixo de um dígito. Em 2014, foram 7,4 mortos a cada mil nascidos vivos e em 2013, 8,8.
O desempenho de Valinhos mostra que a cidade oferece qualidade de vida aos seus habitantes. Para que chegue a este nível satisfatório na taxa de mortalidade, a Secretaria de Saúde investe em dois programas que auxiliam na saúde do bebê e da mãe. O Programa de Atenção a Mulher está presente nas 13 Unidades Básicas de Saúde. Além disso, tem o Programa de Incentivo ao Parto Natural e Aleitamento Materno.
Sobre o aleitamento, o prefeito Clayton Machado (PSDB) sancionou lei de autoria do vereador Henrique Conti (PV) que prevê multa de R$ 604,52 para o estabelecimento e serviços públicos que impor barreiras às mães que precisarem amamentar a criança em público.
Pedreira, com índice de 2,0 óbitos para cada mil nascidos vivos, configura-se no primeiro lugar, seguida de Morungaba (5,2), Monte Mor (5,4), Artur Nogueira (6,6), Santo Antônio da Posse (6,8) e Paulínia (7,2). Em último lugar, Americana aparece com taxa de 14,5, destacando-se com um aumento de 66,6% entre os anos de 2010 e 2014.
Como a Folha de Valinhos mostrou na edição do dia 24 de dezembro, em 15 anos, a população idosa de Valinhos deve dobrar e representar 22,5% do total. A baixa taxa de mortalidade está intimamente ligada, já que os fatores de acesso à educação e saúde, saneamento básico, qualidade de vida que a cidade oferece com a prática de lazer e esporte, programas voltados à saúde e prevenção de doenças fazem com que a população viva mais e melhor.
As taxas de Valinhos seguem um cenário apresentado pelo Brasil. O país é uma das 62 nações que alcançaram a meta de redução da mortalidade infantil, estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos Objetivos do Milênio. É o que confirma o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015.
A meta estipulada pela ONU por meio dos Objetivos do Milênio apontou a necessidade de diminuição em dois terços no índice. De 1990 a 2015, o Brasil reduziu em 73% a mortalidade infantil. Há 25 anos, eram registradas 61 mortes para cada mil crianças menores de cinco anos. O número caiu para 16 mortes após esse período. Além disso, a queda do índice de mortalidade infantil no País supera a média mundial de 53% nos últimos 25 anos.
Estendendo a linha do tempo para 1974 a 2014, o número de mortes de crianças até 5 anos de idade no país caiu 90%, segundo os dados das Estatísticas do Registro Civil 2014. Em 1974, foram registradas 58.201 mortes de crianças com menos de 5 anos no Brasil, número que caiu para 5.804 em 2014, segundo a pesquisa do IBGE.
A pesquisa do IBGE ressalta ainda outros fatores que ajudaram a reduzir as taxas de mortalidade como o aumento da escolaridade feminina, a elevação do percentual de domicílios com esgotamento sanitário, água potável e coleta de lixo, e maior acesso da população aos serviços de saúde, com relativa melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e durante os primeiros anos de vida dos bebês.
Os números são reflexos dos avanços sociais e econômicos que país obteve nos últimos anos. Em Valinhos, é consequência do constante aperfeiçamento de políticas públicas que protegem a mãe e o bebê.