Vínculos com o deficiente

Como você observa a deficiência? Você está preparado para conviver com pessoas com deficiência? Estudar, trabalhar, recepcionar, namorar ou casar com um surdo, cego ou deficiente físico? Como você encara o casamento de pessoas com deficiência intelectual?
Hoje, mais do que em anos passados, vivemos plenamente o século em que as diferenças são vistas e encaradas como produto do meio em que vivemos. Não dá mais para fechar os olhos, tapar os ouvidos ou parar de caminhar em direção a aceitar as diferenças como sendo algo normal em nossas vidas.
Mais do que altos, baixos, obesos e magros, estamos lidando diariamente com pessoas que têm suas limitações sejam elas física, visual, auditiva ou intelectual. São seres humanos “DIFERENTES” daquilo que a sociedade ao longo dos últimos anos estabeleceu como padrão social. Hoje, movimentos de pessoas com deficiência, entidades como APAEs, Conselhos Municipais e familiares de pessoas com deficiência, são os responsáveis por trazer essa diferença para marchar numa sociedade excludente.
Essa sociedade a qual eu e você fazemos parte é quem estabelece o conceito do certo ou errado, do normal ou anormal do diferente em nosso cotidiano.
A tarefa dos dias atuais é desfazer essa cultura enraizada em séculos de costumes, pensamentos transmitido de gerações, que acabam por tornar verdade conceitos e tradições onde ter uma deficiência é sinônimo de viver afastado da vida real, tendo como única alternativa o assistencialismo do Estado de pessoas benevolentes.
As pessoas que não convivem com a deficiência ou com pessoas que tenha algum tipo de deficiência, tem dificuldade de estabelecer um vinculo com deficientes.
Na maioria das vezes por desconhecimento ou por receio de magoar ou ser mal interpretado numa conversa simples.
Frases como: Veja isso? Veja aquilo? Para um cego ou corre lá! Corre aqui! Para um deficiente físico, são corriqueiras, são utilizadas por essas pessoas normalmente. Assim não há necessidade de receios e melindres. E aquela máxima de que “na dúvida pergunte”? Vale para essas situações.
Quando perguntamos como você observa a deficiência? Você imagina a história mundial da música, arte, politica, ciência sem pessoas como: Aleijadinho, Beethoven, Ray Charles, Galileu Galilei, Stephen Hawking, Nelson Ned, Franklin Roosevelt, Roberto Carlos, Boris Casoy e Van Gogh. Todas essas pessoas que entraram para historia com sua arte e seu talento são pessoas com deficiência. Com certeza o mundo sem essas pessoas teria menos cor, brilho, som, justiça e amor.
Hoje, com todo aparato tecnológico disponível, com politicas públicas pensadas na diferença, para receber todo e qualquer tipo de pessoa, independente de sua condição física ou sensorial, e tendo como preceito que a deficiência está no meio e não na pessoa, teremos vislumbre de anos melhores à frente.
Uma pessoa cega, se encontrar acessibilidade para tarefas do seu dia a dia como material em braile, centros de treinamentos para cão guia, áudio descrição no teatro, cinema, pronunciamento de autoridades, programas livres para utilizar seus smartfhones ou computadores, com certeza essa pessoa terá sua independência para trabalhar, estudar, passear e viver em sociedade, sem ter que passar pelo constrangimento de uma dependência total de terceiros, para fazer atividade simples como pedir um lanche numa lanchonete.
O que buscamos para esse público é um novo olhar, onde primeiro se avalie as potencialidades de cada pessoa para que possamos conviver sem nenhum tipo de preconceito e discriminação.