Um conto inglês

Certa vez ouvi um pequeno conto inglês e fiquei imaginando quantas cidades não foram construídas em outras épocas, em diferentes lugares, com os mesmos propósitos, que foi esse da construção desse pequeno povoado inglês, e ainda no final deste conto podemos aprender alguma lição para o nosso dia a dia.

Há muitos anos a soberana Inglaterra reinava no mundo com a sua fabulosa marinha mercante, navios de todos os tipos singrando pelos sete mares, levando mercadorias e soldados entre suas colônias espalhadas por todo o mundo, incluindo África, Índia, Hong-Kong e Ilhas Malvinas entre outras.

Certo dia os ingleses por uma estratégia econômica, política ou militar, queriam saber mais sobre o Mar Mediterrâneo, quantos navios cruzavam ali por dia, mês, ano, para onde iam e de onde vinham, suas bandeiras, seus calados, o que transportavam, enfim queriam essas informações a qualquer custo.

Para isto foi destacado às margens do Mediterrâneo alguns homens experientes, logo precisariam de abrigo, de cozinheiros, de fogão, de enfermaria, de médicos, de outros para darem folgas, de pedreiros, carpinteiros, engenheiros, desenhistas, casas para as famílias, armazém com todas as mercadorias e de um exercito, com armas e munições para não ficarem vulneráveis em uma terra distante. Com tudo isso a população foi aumentando, construindo sempre benfeitorias que diziam ser básicas, já tinha 25.000 habitantes.      

Vale lembrar que toda essa estrutura implantada às margens do mar Mediterrâneo foi em função de enviar mensalmente as informações sobre os navios que passavam por ali.  Passado um ano de rotina, por dois meses consecutivos deixaram de enviar o oneroso relatório sobre os navios aos responsáveis lá na Inglaterra. O inglês que é um povo muito meticuloso e civilizado, não demorou e a coroa quis saber qual o real motivo de não ter recebido esses importantes e caros relatórios. O General responsável pelo pequeno povoado inglês contador de navios, esbravejou muito furioso!

- Tenho tantos problemas a resolver por aqui no dia a dia e ainda por cima ter  essa responsabilidade  de contar navios e enviar esse maldito Relatório todo mês para Londres?

É parece que a função principal saiu de foco, será que no nosso dia a dia também não deparamos com situações parecidas, onde funcionários atendentes se perdem na burocracia interna e se esquecem da função principal que é atender-nos?.