Rádio, eternamente

Neste sábado, dia 7 de novembro, celebra-se no Brasil uma das datas alusivas ao Dia do Radialista. Digo uma das datas porque há uma controvérsia no ar. Historicamente o dia 21 de setembro é também lembrado como dia do radialista no Brasil porque foi nesta data, em 1943, que o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto fixando um piso salarial mínimo para os trabalhadores da radiodifusão, que até então não existia. No entanto, a Lei 11.327, de 24/07/2006, sancionada pelo presidente Lula, transferiu oficialmente a comemoração para o dia 7 de novembro, numa homenagem ao músico e radialista Ary Barroso. Independente da data, vale aqui o registro e a homenagem a todos os profissionais, de ontem e de hoje, que seguem fazendo do rádio essa mídia inigualável.

Eu sou um apaixonado por rádio. Desde criança, fui ensinado em casa de que é fundamental ligar o rádio para começar o dia bem informado. Meu pai – que hoje, por graça divina ou ironia do destino, preside a entidade mantenedora da nossa querida Rádio Valinhos FM – foi quem me ensinou a gostar de rádio. Minha infância foi sempre em sintonia com as programações. Dependendo do momento, música, jornalismo ou transmissões esportivas. Fui moldado como ouvinte de tal modo que decidi abraçar a profissão de jornalista para trabalhar com rádio. Assim vem sendo desde 2002, tanto na extinta Gazeta AM de São Paulo, na nossa Valinhos FM, na Nova

Sumaré, na Central, e atualmente também na Rádio Brasil.

O rádio encanta porque dá ao comunicador e ao ouvinte a oportunidade de viver uma experiência de contato presencial, mesmo diante das distâncias que separam o estúdio do receptor. O rádio forma, informa, entretém, faz companhia. Para quem gosta de música, tem emissoras pra todos os gostos. Quem precisa ficar por dentro das notícias, também encontra no rádio um canal certo e gratuito de informação. E, no meio de tudo isso, o rádio é aquela garantia afetiva de quem alguém do seu lado, passando o dia com você. Mas é especialmente no campo da prestação de serviços que a agilidade do rádio oferece se sobressai. Afinal, pelo rádio a informação chega mais rápido às comunidades e pode ajudar na mobilização de uma determinada região ou prevenir danos maiores em caso de catástrofes, por exemplo.

No AM, no FM, pela internet, no celular, nos aplicativos... Não importa. O rádio se mantém vivo porque oferece conteúdo e desperta o engajamento dos mais variados interesses. E fazer rádio só faz sentido porque tem quem ouça. Por isso, obrigado a você, leitor e ouvinte, que continua nos agraciando com a sua audiência. Você é a nossa razão de existir. Viva o rádio!

Jornalista e estudante de teologia pelo Centro Universitário Claretiano