Pedágio de Valinhos: devemos realmente pagar?

Fabrício Bizarri é Engenheiro Mecânico e atua como Engenheiro da Qualidade em Indústria Multinacional. Também é Gestor Cultural, especializado em Gestão e Políticas Culturais pelo Itaú Cultural, em parceria com a Cátedra UNESCO da Universidade de Girona, na Espanha.

Atualmente, todo morador de Valinhos cujo veículo tenha placas do município e circule na Rodovia Anhanguera (SP-330), no sentido interior, é obrigado a pagar a tarifa de pedágio na praça localizada no km 82, sendo que o acesso à entrada da cidade fica a poucos metros do referido pedágio. Quem passa pelo local, pode observar uma alça de acesso existente, porém desativada, no sentido vindo de São Paulo e entrando em Valinhos.
Nestas condições, as pessoas que trabalham em cidades vizinhas e até mesmo na região de São Paulo, considerando o custo elevado do pedágio, acabam desviando, sobretudo através do município vizinho de Vinhedo e ingressando em Valinhos através de estradas e ruas vicinais que, na maioria das vezes, não possui infraestrutura viária adequada para receber tamanho fluxo de veículos.
Também, cabe ressaltar que a Rodovia Anhanguera corta a cidade de Valinhos em duas regiões, de modo que o acesso mais rápido e seguro a uma delas se dá através da rodovia. Os principais acessos são pelo Portal, que dá acesso a Rodovia Comendador Guilherme Mamprin e pelo Anel Viário Magalhães Teixeira, que dá acesso à Estrada Francisco Von Zuben.
Assim, com o intuito de trazer justiça na cobrança desta tarifa aos moradores de Valinhos, enquanto ocupei o cargo de Vereador em 2019, redigi uma Moção de Apelo ao Governo do Estado, que aprovada por unanimidade, foi encaminhada à ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e à Concessionária CCR Autoban, com a pretensão de motivar tratativas entre órgãos e empresa envolvidos, objetivando a concessão da isenção para os veículos com placas de Valinhos no sentido capital-interior da Rodovia. Anhanguera.
Isenção esta que já foi obtida e assegurada, com forte envolvimento popular, na praça de pedágio da Rodovia Santos Dumont (SP-075), na cidade de Indaiatuba, na alça de acesso para os bairros Jardim Brasil e Helvétia, não havendo recolhimento de ISSQN aos cofres públicos municipais pela Concessionária, pela passagem destes veículos. Exatamente o que sugiro que ocorra em Valinhos. Nada diferente.
Desta forma, convido você que se identifica com esta iniciativa, escreva para o seu Deputado Estadual ou para a Assembléia Legislativa do Estado, para a ARTESP, para o Governo do Estado. Fortaleça este objetivo em comum. Solicite esta isenção. Se os deveres aos municípios são comuns, os direitos também devem ser.
 

em Gestão e Políticas Culturais pelo Itaú Cultural, em parceria com a Cátedra UNESCO da Universidade de Girona – Espanha e membro do Lions Clube de Valinhos.