Menos de 1 mês para as Eleições

Falta menos de 1 mês para as Eleições Municipais que serão realizadas no dia 15 de novembro para a escolha do Prefeito, Vice e 17 vereadores da Câmara para o mandato 2021-2024. Valinhos tem 11 candidatos a Prefeito – é o maior número de candidatos desde a emancipação política-administrativa da cidade em 1955. Os nomes mais conhecidos são do atual prefeito, Dr. Orestes Previtale (DEM), que concorre à reeleição, e Clayton Machado (Republicanos) que tenta retornar ao Palácio da Independência.

Dalva Berto (MDB), Aguiar (PRTB), Secafim (PTB) e Paulo Bandina (PTC) também são nomes conhecidos dos eleitores valinhenses por causa da trajetória política no Legislativo. Tonetti (PDT) e Nadyr Calvi (PSL) já se candidataram em eleições passadas. Os demais candidatos Paulo Batista (Patriotas), Capitã Lucimara (PSD) e Thiago Soratho (PT) são novidades.

As Campanhas Eleitorais já estão autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e os candidatos começaram a intensificar a busca por votos com caminhadas, visitas, carreatas, entrevistas e divulgação de conteúdo através das redes sociais. Aliás, em tempos de redes sociais, cada um escreve o que quer, é detentor da própria verdade e tem o poder de excluir quem pensa diferente. Esses fatores não contribuem para o processo democrático.

Sendo assim, caro leitor – e eleitor, seja criterioso e leve a sério o seu voto. Exerça o seu papel enquanto cidadão. Não se deixe levar ou intimidar por nada. Não negocie o seu voto. Leia o Plano de Governo, conheça a trajetória política, conheça o envolvimento com a cidade, a experiência e conhecimento em gestão pública, a maneira de se relacionar com demais autoridades, a maneira de se relacionar com a imprensa. São dicas simples, mas importantes para ajudar nesta escolha.

Desmistifique algumas mentiras que tentam nos transmitir como verdades. O investimento em Marketing Digital é fortíssimo. Mas um ‘rostinho’ bonito e antenado não é sinônimo de capacidade. O trabalho dos Assessores têm o seu valor, mas às vezes exageram e apresentam o candidato mais como um ‘robô’.

O novo nem sempre é o melhor. Essa história de ‘nova política’ é um grande apelo emocional. Cuidado com as armadilhas. O novo tem capacidade para somar, para mudar e dar a sua contribuição. Mas o antigo pode ter a mesma capacidade. A habilidade política não está relacionada à idade, mas sim ao caráter. E esse caráter é revelado nas ações. A ênfase na palavra ‘mudança’ também é notória. Mudanças sempre são necessárias, mas não basta dizer. Tem que fazer. E, convenhamos, mudar não é uma questão de boa vontade – muito menos de marketing. Mudar exige tempo, conhecimento, habilidades e planejamento.

Os candidatos são pessoas públicas e devem ser os primeiros comprometidos com os valores de honestidade, ética, verdade e integridade. A trajetória passada é um fator importante. A Lei de Ficha Limpa – lei complementar n 135, nos auxilia nesse processo. A hombridade, inclusive, se revela no fato de ter humildade para reconhecer que não está apto a concorrer um cargo de tamanha envergadura. A disputa pelo poder não pode nos cegar.

Defender ideologias políticas em detrimento de uma busca conjunta de melhorias é outro equívoco. O primeiro passo para governar bem é saber dialogar com todas as esferas da sociedade, inclusive – e talvez principalmente, com as lideranças que pensam diferente. Nem todos são bons em todos os assuntos e em todos os momentos e ao mesmo tempo. O diálogo é imprescindível para a democracia.

Quem não sabe dialogar não tem capacidade para liderar. Diálogo se faz com a verdade. O jogo sujo na política – como em qualquer outra área da vida – começa com a mentira. As ‘Fakenews’ são um grande exemplo disso. Parece que a mentira vai ganhando cada vez mais adeptos, mais espaço, ‘se vestindo de verdade’, se tornando base de campanhas e aumentando o descrédito. Isso é terrível! Não somente para a política, mas para a humanidade.

Falando em descrédito, é impossível negar a indiferença do brasileiro com a política. Sei que isso se deve a um conjunto de fatores. Mas tenho a impressão que o humor descontrolado contribui muito para esse cenário. Não é hora de brincadeira. Não é hora de piadas. Não é hora de histórias, em quadrinhos ou não. As pessoas estão fartas. Esse período de Campanha é o momento para apresentar ideias e ouvir as pessoas.

Precisamos de representantes íntegros, comprometidos com a verdade e a ética, experimentados, que saibam dialogar e respeitar as diferenças, que se dediquem ao crescimento e desenvolvimento da cidade, que sejam acessíveis, que sejam humanos e reconheçam os seus erros, e que amem a nossa querida Valinhos.

marido, pai, jornalista, cristão, são paulino e pontepretano, valinhense de coração. Facebook: Esmael Oliveira