A Infodemia no Brasil

Edmilson Barbarini, servidor público, bacharel em ciências contábeis

INFODEMIA.  Palavra nada comum no nosso vocabulário, mas que recentemente foi alvo de conferência na Organização Mundial da Saúde, devido o surto Coronavírus. A INFODEMIA é um excesso de informações que se multiplicam rapidamente, pelos diversos meios de comunicação, principalmente pelas redes sociais, que torna-se difícil de rastrear se a fonte é confiável ou não, e com isto geram desinformações falsas, equivocadas, desespero e causam sérios impactos à saúde de qualquer pessoa, inclusive óbito.

Um exemplo deste dano causado pela INFODEMIA foi o que aconteceu no Reino Unido, que destruíram mais de 100 torres de celulares e agrediram funcionários de operadoras de celulares pois a informação que tiveram foi que as torres propagavam o vírus CODIV-19. Outro fato real aconteceu no Irã, mais de 700 cidadãos morreram ingerindo metanol, com a esperança de matar o vírus.

Vejam caros leitores aonde chega as consequências das desinformações, o perigo que é a INFODEMIA.

No Brasil, a INFODEMIA se instalou na delicada área de saúde, não dá forma como dos países que citei, mas causou uma infinidade de desencontro de informações, onde não sabia o que era certo ou errado, entre os próprios governantes.E você leitor que está lendo este artigo, somos os culpados por uma parcela.

Somos bombardeados diariamente com dezenas de informações que muitas vezes não pesquisamos para verificar se é verídico, e com isto passamos estas informações para os familiares, para os colegas de trabalho, para os amigos.

Recentemente um deputado alertou sobre a rapidez de notícias falsas sobre medicamentos que não tem eficácia, mas que consideram como milagre contra o Coronavírus.

Reportagem da Revista Abril menciona que uma revista americana, nosso querido Brasil está em 6º lugar, num grupo de 87 países de onde vem mais desinformações sobre o vírus COVID-19.  

E o que podemos fazer para combater esta louca INFODEMIA?

Hoje a troca de informações é colossal! Mas é essencial fiscalizarmos o que chega a nós.

A palavra chave é fiscalizar! Além disto, temos que desapegar de telejornais, das redes sociais, do celular. Preencher estes períodos com a família, com atividades físicas, ler livros, assistir filmes ou outras programações que não sejam noticiários, fazer cursos on-line, cozinhar, executar serviços de manutenção na casa. Enfim procurar algo para ocupar a mente e o corpo. Isto fará com o decorrer das semanas a processar fatos positivos e alegres.

Nossa saúde, não depende só de tratamentos médicos, remédios, mas também da informação que chega, para analisarmos e tomarmos a decisão correta e sensata.

Esta fase que estamos vivenciando de pandemia irá passar, deixando sequelas em vários segmentos. Na saúde, na economia, no trabalho, no convívio familiar.

O mundo mudou seu comportamento de saúde pública, inicialmente muitos não aceitaram os protocolos de higiene e saúde, mas, com decorrer dos acontecimentos, se viram obrigados a  utilizar máscaras, álcool em gel, evitar aglomerações.

Muitos cidadãos resistiram, alegando que este vírus não era real, tudo em virtude da INFODEMIA, mas passaram a utilizar, depois que foram contagiados, ou pessoas próximas foram infectadas ou vieram a óbito.

Tudo isto porque, informações que chegaram não eram reais. Temos que priorizar a qualidade da informação e não compartilhar a quantidade destas informações.

Edmilson Barbarini

Edmilson Barbarini é servidor público municipal, bacharel em ciências contábeis.