Fora, Dilma; fora, PT

É inconteste a péssima administração da presidente Dilma. Nem mesmo integrantes do PT ousam defendê-la. Os dados são claros: em três anos, nosso PIB cairá quase 10%, desestruturação das contas públicas, inflação inercial e generalizada alcançado dois dígitos, ausência da reforma previdenciária e política que nos conduzirá a um caos daqui a poucos anos, aparelhamento sistemático e leviano do estado, desindustrialização, estado falimentar das empresas públicas, principalmente da Petrobrás, e o mais grave: milhões de pessoas morrendo de fome, ou sofrendo nas filas intermináveis nos hospitais públicos.
    Uma minoritária parcela afirmará que isto não e motivo para o impeachment, e estão certos, mas não faltam outros, exaustivamente comprovados por diversos economistas e advogados da mais alta estipe, que ressaltam o uso deliberado e doloso de artifícios contábeis, as “pedaladas fiscais”, para enganar a população sobre a situação econômica do país em período eleitoral, com o propósito deliberado de enganar os eleitores. Este fato macula a legitimidade da sua eleição e dá motivos mais do que suficientes para o processo ora vigente.
  Outros fatos, apesar de não inclusos na denúncia que será julgada neste domingo, reafirmam a má índole da presidente. Indubitavelmente a mais grave foi a tentativa de interferir no poder judiciário, objetivando afastar o ex-presidente Lula da jurisdição do juiz Sergio Moro. Neste caso as provas são tão robustas que quem as afasta, com certeza, atua com uma ignorância primária ou uma má fé estarrecedora...
Mas, independente da minha posição pessoal, a Constituição Federal delega ao Senado Federal, presidido pelo presidente do Supremo Tribunal federal, após percepção da existência de indícios pela Câmara dos Deputados,  o poder de julgar a ocorrência do chamado crime de responsabilidade. E mais, exige-se que 2/3  dos deputados e senadores identifiquem tal crime, reforçando-se a certeza da ocorrência da ilicitude.
Contestar essa condenação, e ir de encontro com os pilares básicos da democracia, desconsiderando as atribuições constitucionais dos  poderes legislativo e judiciário.
Metaforicamente, é o mesmo que não aceitar a marcação de um pênalti duvidoso e alegar, sem provas, que o juiz é ladrão... E neste caso dois de três juízes confirmaram a penalidade.
Fora isto, como ficaria a governabilidade da presidente Dilma Roussef, se somente pouco mais de 140 deputados e 25 senadores acreditam na sua inocência?
Havendo ou não impeachment, como na segunda após o domingo de futebol, iremos todos retomar nossas vidas, caberá a todos respeitar as posições contrarias, apoiar as instituições democráticas e rezar para que encontremos alguém com competência para governar o que restou desta nação cambaleante...
No fundo... Vou resumir... FORA, DILMA...FORA, PT!

Empresário, graduado em Ciências Econômicas e Matemática aplicada pela UNICAMP, e em Ciências Jurídicas pela PUCCAMP