Devastação Florestal

Existe a famosa piada em que o marido ao chegar em casa pegou em flagrante a sua esposa o traindo com o seu melhor amigo no sofá grande da sala. O marido ficou melancólico e desestruturado, perdeu o amor próprio e ficou muito contrariado. Pensou em várias coisas que poderia fazer para aliviar o seu sofrimento físico e psicológico, até que finalmente tomou a decisão, arrastou o sofá até o quintal e o queimou, pronto estava tudo resolvido.

O governo federal fez nessa semana algo semelhante, exonerou Lubia Vinhas coordenadora do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), localizado em São Jose dos Campos- SP, por ter divulgado os dados de monitoramento de devastação florestal feito pelo satélite brasileiro que cobre toda a região amazônica. Nessa semestre de 2020 já foram desmatados 3.069,57 km2, 25% a mais em comparação com o primeiro semestre de 2019. Ao invés de tomar medidas profícuas para reduzir o desmatamento, o governo exonera a informante de dados oficiais, parece querer mostrar ao mundo que quer acabar com a transparência e não com o desmatamento.

Independente disso, o Ministério Público Federal já vinha pedindo o afastamento do ministro Ricardo Salles, que desde o dia da sua posse como ministro parece ser contra o meio ambiente. O ministro é acusado por crime de improbidade administrativa, há evidencias de desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente.

Nesse momento em que as empresas nacionais e multinacionais ameaçam não mais investir no Brasil devido o descaso crescente com o meio ambiente por conta desse governo na figura de Ricardo Salles, aparece uma notícia dessa da desoneração de Lubia Vinhas, tudo para desestimular ainda mais o investimento no Brasil. O governo fala uma coisa e faz outra totalmente inversa, quem vai acreditar?. É crescente o número de países que estão ameaçando não comprar mais produtos do agronegócio brasileiro, ou seja o básico da exportação da nossa economia.

Por outro lado como as empresas culturalmente tem suas estruturas enxutas e condutas voltadas em preservação, acostumadas com metas e objetivos mensuráveis, pois elas precisam dar lucro para sobreviverem, diferente do governo que gasta mal e raramente oferece resultados, algumas pediram uma reunião com representantes do governo, para ver se alinham uma estratégia contra o crescente desmatamento no Brasil.

Acostumados com aquelas reuniões ministeriais que assistimos, que não tem pé nem cabeça, totalmente inúteis o vice Mourão e Ricardo Salles foram pegos de surpresa nessas reuniões com os empresários, pois os empresários listaram itens e pediram dados mensuráveis em tempo determinado das ações a serem monitoradas, única maneira para saber se os resultados estão sendo satisfatórios, e os membros do governo que não estão acostumados com resultados estranharam, medir como?

O governo precisa agilizar ações para que o Brasil não tenha a sua imagem manchada no exterior, é preciso ter maior rapidez e polidez nas suas ações, como nesses ministérios que ficam até meses sem os seus respectivos ministros, e como a Amazônia, que precisa ser preservada dentro de parâmetros aceitáveis.