A comunicação salva vidas

Em todos os países do mundo, a pandemia está comprovando que a informação de qualidade, apurada pelos jornalistas profissionais e transmitida pelos veículos de comunicação é decisiva para salvar vidas. A notícia isenta e objetiva tornou-se o mais forte elemento de ligação entre a ciência e a sociedade, transformando comportamentos, serviços e negócios. Governos transparentes e imprensa livre são contraponto ao negacionismo científico e às fake news.
A imprensa livre demonstra o quanto é relevante e necessária à sociedade, sobretudo numa crise gravíssima de saúde pública. Jornais, revistas, rádios, canais de televisão e portais da internet têm sido decisivos para esclarecer a necessidade do isolamento social. Para explicar a correta forma de fazer a higienização das mãos e de como usar a máscara de maneira eficaz. E também para demonstrar os protocolos de segurança adotados em cada atividade econômica.
A imprensa independente e democrática fiscaliza gastos e ações dos governos. E também cobra o comportamento responsável de autoridades, empresas e cidadãos. Ações e resultados dos países afetados pela COVID-19 são acompanhados diariamente, indicando exemplos de sucesso a serem seguidos. Os jornalistas foram atrás das melhores fontes técnicas e científicas para repassar, de forma didática e elucidativa, os tratamentos eficientes, os medicamentos realmente eficazes e as mais avançadas pesquisas e vacinas. E também para dizer o que não deve ser feito no combate ao coronavírus.
A cada dia, jornalistas e profissionais da indústria de comunicação se expõem aos riscos de contaminação, no incansável trabalho de pesquisa, apuração, reportagem, edição, análise, apresentação e esclarecimento das questões relativas ao coronavírus e suas consequências.
Neste dramático momento em que o governo de São Paulo enfrenta o maior desafio da sua história, acredito que a crise do coronavírus exige informação confiável e transparência na gestão pública. Assim, estabelecemos, desde o início da quarentena, o procedimento de transparência absoluta. E também a realização de entrevistas coletivas diárias para informação de todas as ações do governo. Em 27 de julho, completamos cem coletivas de imprensa realizadas.
Em quatro meses, jornalistas fizeram as perguntas que desejaram, entre secretários de Estado, prefeitos, médicos, cientistas, empresários e especialistas que participaram das coletivas. Cobraram medidas e resultados, questionaram ações e tiraram dúvidas. Esclareceram assuntos científicos, econômicos, políticos, sociais, administrativos, culturais e esportivos.
Governos transparentes ficaram fortalecidos na pandemia. Eles são o contraponto ao negacionismo científico e às fake news das redes sociais.
São tantos e tão graves os absurdos publicados nas redes sociais que as plataformas de internet foram obrigadas a retirar publicações, inclusive de altas autoridades do Brasil. A epidemia revelou quem espalha o vírus do ódio e das mentiras. E muitos agora respondem na Justiça pelos crimes cometidos.
Contra a politização do vírus, o trabalho responsável dos profissionais da comunicação tornou-se um antídoto, apoiado em informações científicas e decisões transparentes. No governo de São Paulo, seguiremos na defesa da imprensa livre e democrática. E combateremos o ódio e as mentiras dos extremistas e virtuais. O jornalismo e os veículos de comunicação estão ajudando o Brasil a salvar vidas.