ACESA Capuava, uma história de superação

A partir de uma iniciativa pioneira na região de Campinas, a psicomotricista Heloísa de Carvalho Crissiuma, abriu as porteiras de sua fazenda, antigo reduto do artista Flávio de Carvalho, em Valinhos, para iniciar, na época, um trabalho pouco conhecido para pessoas com deficiência: a Equoterapia.

Tia Helô, como era carinhosamente conhecida, iniciava em 2002, um projeto que se tornaria mais tarde, uma referência no atendimento da pessoa com deficiência e sua família. Nascia assim a Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava -   A.C.E.S.A. Capuava, uma entidade filantrópica que atua junto à comunidade carente de toda Região Metropolitana de Campinas e é formada por um grupo de profissionais que se uniu com a missão de prestar um serviço de amor incondicional e de cidadania. Todos seus colaboradores acreditam no ser humano, em suas infinitas possibilidades e em sua capacidade de transformar e transcender toda e qualquer condição de vida.

Quando Tia Helô veio a falecer em 2006, novas lideranças assumiram seu compromisso de não deixar morrer aquele trabalho que projetava não apenas o nome de Valinhos dentro de um cenário humanitário mas trazia de volta a esperança de muitos atendidos que tinham na ACESA sua porta de entrada na integração com a sociedade.Em 2017, uma diretoria foi formada por executivos de empresas, voluntários, que não pouparam esforços em buscar recursos para manter a entidade. As boas iniciativas terapêuticas, que sempre nortearam o trabalho da ACESA, ganharam como aliadas práticas empresariais como planejamento estratégico, financeiro e administrativo, gestão de projetos, ações de captação de recursos, eventos e um plano de marketing para que entidade passasse a ser autossustentável.

O principal objetivo da associação é auxiliar pessoas com deficiência e em situação de exclusão social, através do atendimento interdisciplinar nas áreas de educação, saúde, cultura e serviço social. A Associação trabalha as pessoas com deficiência de forma inclusiva, considerando o aspecto físico, emocional, cultural e social.

Todo esse esforço foi recompensado, além dos atendimentos de habilitação e reabilitação de pessoas com TEA – Transtorno do Espectro do Autismo, Deficiência Múltipla, auditiva e surdez a ACESA conseguiu ter aprovado vários projetos culturais compostos por oficinas gratuitas para pessoas com deficiência atendidas pela Associação e público em geral.

Os apoiadores (através da Lei de Incentivo) foram CCR AUTOBAN, Libbs Farmacêutica (em 2017) e UPL (2019), via Lei Rouanet, que oferece atualmente, as oficinas de fotografia, música, dança e pintura em tela, por meio do projeto Espaço Cultural ACESA Capuava – A Arte Para Dentro Da Vida - PRONAC: 177566; as oficinas de teatro e desenho animado acontecem pelo Criança Esperança (2019) através do Projeto Cultura e Arte Transformando Vidas - Nº 465BRA3007, via UNESCO/Rede Globo ; MYRALYS PHARMA (2019), via ProaC com o  Projeto Mostra ACESA Cultura Rural - Código 24236.

Assim, através da arte busca-se o desenvolvimento de um sujeito critico capaz de estabelecer relações entre os conteúdos apresentados, a vivência de experiências estéticas e aspetos individuais de sua própria cultura. Acreditamos que arte é uma atividade que contempla todos os indivíduos, é uma atividade criadora, na qual a imaginação, a fantasia e a realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação, assim como constroem outras relações educacionais e sociais com outros sujeitos, independentemente da faixa etária.

Flávio de Carvalho, grande representante do Movimento Modernista, transitava entre várias áreas de atuação, pintura, arquitetura, teatro, figurinos e performances, o que mais se exaltava era o seu interesse pelo experimental, a total fuga das regras e das formas acadêmicas de tratar a arte. A sua casa, na fazenda Capuava, era ponto de encontro da intelectualidade, lugar em que vivia suas inquietações e seu espírito inovador, suas ideias chocavam as pessoas, ele saia do lugar comum, na busca da quebra de paradigmas.

“Dessa forma, esses projetos são desenvolvidos para proporcionar a inclusão cultural e social da pessoa com deficiência, promovendo a interação desses com a população em geral e com diversas linguagens artísticas. Além disso, essa iniciativa procura quebrar barreiras de convivência, combater o preconceito à pessoa com deficiência, além de corroborar com a formação de público para a cultura, à acessibilidade e à democratização de acesso, já que leva arte e cultura a pessoas de alta vulnerabilidade e pessoas com diferentes tipos de deficiência” afirma Fernanda Teixeira, presidente da associação.

Sobre a ACESA CAPUAVA
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