Casa de Carnes Bandeirantes comemora 61 anos de atividades

Casa de Carnes Bandeirantes comemora 61 anos de atividades

Foi em junho de 1959 que o pai do então jovem Carlos Levreiro decidiu comprar um açougue na Rua 12 de Outubro, na Vila Santana. Ali, começava a história de um dos mais tradicionais comércios de alimentos da cidade de Valinhos: a Casa de Carnes Bandeirantes.

Atualmente localizada na Avenida dos Esportes nº 217, no Centro, a Casa de Carnes completa, neste mês de junho, 61 anos de atividades. A mudança para o atual endereço aconteceu em 1975. “Quando deixamos a Vila Santana e nos mudamos para esta região, não tinha nada aqui. O rio passava bem na frente da entrada do açougue. Foi só alguns anos depois que começaram a construir um lado da avenida, depois o outro e assim o local foi se desenvolvendo”, afirma Carlos Levreiro que hoje, aos 82 anos, comanda a Casa de Carnes ao lado de seu filho, Carlos Henrique Levreiro.

Grato pelas mais de seis décadas de trabalho, senhor Carlos relembra com carinho do início de sua relação com a Casa de Carnes. “Quando meu pai comprou o açougue eu tinha uns 19 anos e já comecei a trabalhar com ele. A cidade é muito boa. Nós amamos viver aqui. Mas tenho saudade de antigamente sim. As pessoas acho que eram mais honestas, mais unidas. Era diferente”, afirma senhor Carlos.

Além do filho, senhor Carlos – que faz questão de recepcionar os fregueses sempre com um sorriso no rosto – conta também com o apoio incondicional de sua esposa, Dona Norma Levreiro. “Quando conheci o Carlos a família já tinha o açougue e ele sempre se dedicou ao trabalho na Casa de Carnes. Tenho outra filha que hoje é fonoaudióloga e o Carlos Henrique, que cuida dos negócios com o pai. Eu estou sempre pronta para ajudar também. Tenho muito orgulho do que construímos porque é fruto de trabalho, comprometimento, dedicação e muito amor”.

Sobre a crise enfrentada atualmente, seu Carlos ressalta que não lembra de ter vivido algo semelhante. “Algo forte assim, eu não me recordo de ter enfrentado. Mas o importante é não perder a fé. As crises são passageiras e a gente espera que essa seja, como outras também foram. Mas, é preciso ter consciência e seguir o que governo fala: usar as máscaras, respeitar as regras, só assim é que vamos vencer”.

Sobre o Açougue? “Só temos a agradecer. À Deus, por ter nos dados força e sabedoria para chegarmos até aqui. À nossa família, pelo apoio. E, claro, aos nossos fregueses por confiarem – há 61 anos – na qualidade dos nossos produtos”, finaliza senhor Carlos. 

Localizada na Avenida dos Esportes, o açougue foi comprado pela família Levreiro em 1959 

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