Entrevista da Semana - prefeito Orestes Previtale

Entrevista da Semana - prefeito Orestes Previtale

O prefeito Orestes Previtale, que esta semana se filiou ao DEM, em entrevista a Folha de Valinhos, fala sobre os desafios da sua administração, onde o grande desafio foi colocar as contas em ordem e manter a cidade funcionando. Nesta entrevista, o administrador Orestes abre seu coração
O prefeito Orestes Previtale, que esta semana se filiou ao DEM, em entrevista a Folha de Valinhos, fala sobre os desafios da sua administração, onde o grande desafio foi colocar as contas em ordem e manter a cidade funcionando. Nesta entrevista, o administrador Orestes abre seu coração

Raio X
Entrevista
– Prefeito Orestes Previtale Junior
Profissão – Médico

“Quando deixei a secretaria de Saúde, não tinha mais a intenção de continuar na política. Mas um grande amigo do meu pai e também meu amigo, acabou me inspirando nessa empreitada. Saí candidato a vereador e fui o mais votado da cidade”

 

A Folha de Valinhos realizou uma ampla entrevista com o prefeito Orestes Previtale, que esta semana se filiou ao DEM. Nesta entrevista, também  produzida em video, nossos leitores e internautas terão a opportunidade de conhecer um pouco mais deste homem público, que assumuu a prefeitura em janeiro de 2017, com o grande desafio de colocar as contas em ordem e manter a cidade funcionando, mesmo tendo que aplicar remédio amargo para resolver muitos dos problemas encontrados. Nesta entrevista, o administrador Orestes abre seu coração.

Folha de Valinhos: O senhor foi secretário de Saúde, vereador e hoje é prefeito. Como o senhor compara essas três experiências?

Orestes Previtale: Como médico, a adaptação para secretário de saúde não foi difícil.
Já para vereador, depois de quatro anos tendo deixado a secretaria de saúde, houve necessidade de adaptação. Já para prefeito foi um pouco mais complexo. Porque você precisa ter um conhecimento muito maior a respeito das diversas áreas que atende a cidade. Não só a Saúde. Mas Saúde, Educação, a questão fazendária, questão tributária, mobilidade urbana. Mas é uma experiência bastante enriquecedora. Eu acho que a oportunidade aprendizagem, de conhecimento que você tem no poder Executivo traz essa riqueza de conhecimento.

Como é o seu dia a dia? Qual sua rotina de prefeito?

Eu não deixei de ser médico. Eu sou cirurgião-geral de formação. Logo após a eleição, eu deixei a parte cirúrgica da medicina porque não há como conciliar o atendimento de cirurgia com a vida pública, porque elas demandam um tempo imprevisível. Mas a atividade clínica, no dia a dia, eu nunca deixei. Acordo todo dia às 5h e às 7h já estou no consultório. Atendo até às 9h de segunda a sexta-feira. E a partir daí a dedicação é para a prefeitura.

Quando foi que a política passou a fazer parte da sua vida?

Eu fiquei por quatro anos à frente da secretaria de Saúde. Eu sou médico efetivo da rede pública, concursado há 26 anos. Quando deixei a secretaria de Saúde, não tinha mais a intenção de continuar na política. Mas um grande amigo do meu pai e também meu amigo, acabou me inspirando nessa empreitada. Saí candidato a vereador e fui o mais votado da cidade.

E qual foi a sensação?

É difícil de explicar, porque é uma mistura de surpresa, felicidade, alegria, mas também de preocupação. E agora? Então, existe esse sentimento de responsabilidade com a população que acreditou em você. E depois vem a adaptação e a gente encara com naturalidade.

Agora o senhor é prefeito. O que mudou?

De vereador para prefeito é uma outra situação. Estar com toda uma cidade sob sua responsabilidade é diferente. Você se torna uma vitrine. O vereador normalmente não é a vidraça, né? Na maior parte das vezes ele é o estilingue. Já o prefeito, não. E é onde todos recorrem para a solução das suas dificuldades, dos seus problemas. Então é diferente. Mas eu diria a você que tem sido bastante interessante, uma experiência gratificante.

Como foi a escolha da vice-prefeita, a Laís Helena?

Eu fiz a opção pela nossa vice-prefeita, a Laís Helena. Fiz o convite e ela se sentiu surpresa, mas aceitou o desafio e aí nós começamos a trilhar a campanha. Foram 45 dias de uma campanha intensa, mas vencemos. Vencemos, inclusive, o prefeito da época que era candidato à reeleição. Tivemos mais de 40% dos votos válidos. E chegamos até aqui, terceiro anos da administração.

O Sr. nasceu e viveu em Valinhos e hoje administra a cidade. Quais são as suas memórias mais antigas?

Minha família está em Valinhos há seis gerações. É muito tempo, né? Eu me lembro muito bem da construção do viaduto Laudo Natel. Eu morava ali na Vila Santana. O prefeito na época era o Arildo Antunes dos Santos. Me lembro que o Ronnie Von fez um show na inauguração do viaduto. Antes disso, lá era o meu caminho de várias tardes durante a semana para a casa do meu avô. Aquele trecho da Avenida Invernada. Não havia asfalto, não havia ruas, não havia nada. Você tinha só um pequeno córrego que passava por ali. Tenho lembranças da minha época de escola também, do Cyro de Barros Rezende, onde eu fiz o colegial, do Leme do Prado, na Vila Santana, onde eu fiz o ensino o ensino fundamental e básico. Outra boa lembrança era da época que a Fonte Sônia era uma estância turística. A Fonte Santa Tereza que fazia os bailes de sexta-feira à noite. Domingo de manhã era o ponto de encontro da moçada. São lembranças boas!

Seus filhos nasceram e cresceram em Valinhos. De alguma forma, eles dão opiniões sobre suas ações à frente da Prefeitura?

Quando me tornei prefeito eles eram adolescentes. A Roberta tem hoje 20 anos e o Ângelo 18. Mas se você tirar três anos, eram adolescentes. E você sabe como as coisas acontecem nessa idade. Tudo que chama atenção na família normalmente eles têm vergonha. O reconhecimento e o orgulho vem depois. Mas eles questionam, perguntam, querem saber, né? O que viu no jornal, nas redes sociais, na TV, ou conversou com os amigos. Querem entender o que está acontecendo. E eu acho natural o questionamento e sempre tento responder às dúvidas, mostrar a realidade.

Renata, sua mulher, preside o Fundo Social de Solidariedade, que tem um importante trabalho de formação e acolhimento. Em casa, a conversa gira em torno de política?

A Renata trabalha comigo no consultório e, desde que assumi a Prefeitura, ela está à frente Fundo Municipal de Solidariedade. E assumiu de corpo e alma, vestiu a camisa. Ela sempre teve um envolvimento com a comunidade, como catequista na igreja que a gente frequenta. E por conta desse trabalho religioso, tem várias amigas que também se engajaram no trabalho do Fundo e trabalham diariamente com ela. Com esse trabalho, o Fundo cresceu bastante. Este ano teremos mais de 500 famílias cadastradas para a cesta de Natal. Tem os cursos oferecidos, além de assistência à famílias quando necessário. Ao mesmo tempo também participa da questão administrativa e da questão política cidade porque é a esposa do prefeito e acaba sendo cobrada. Mas ela gosta do que faz. Todos os dias ela está ali presente.

O senhor falou sobre a igreja que frequenta. É médico cirurgião e católico. Como convive com a fé e a ciência?

Durante a formação é natural, pelo aprendizado, a convivência com a medicina e com a doença de forma geral, acabar se distanciando um pouco mais da questão religiosa, da fé. Mas o tempo passa e as pessoas elas vão aprendendo. Pelo menos funcionou comigo. Tive a necessidade de acreditar que existe algo além da sua capacidade, da sua competência. E que você precisa disso, desse algo mais. Para mim, isso se chama fé. Muitas vezes você também necessita disso para poder transferir a seu paciente a fé na cura, a fé no tratamento. Ao familiar, a fé de que as coisas vão correr bem. E também  quando as coisas  não acontecem da melhor forma possível, é preciso que haja o conforto. E as pessoas no seu luto só se confortam através da fé. Essa é minha maneira de avaliar. Sou católico, praticante, todos os domingos estou  na igreja. A Renata é catequista já há vários anos e faz um trabalho com as crianças. Sempre conservei a minha fé muito acesa. Fui batizado, fiz a primeira eucaristia, e casei. A crisma, no meu caso foi depois do casamento, mas está valendo também.

Quais experiências mais marcaram o senhor como médico?

Ah, são inúmeras, né? Ainda mais na condição de cirurgião. Você acaba tendo momentos tristes, sem sombra de dúvidas. Momentos felizes, alegres e até engraçados. Certa vez apareceu um homem no pronto-socorro do hospital, desesperado pedindo ajuda.  Ele estava uma brasília com o pastor alemão no porta-mala. O cachorro tinha sido envenenado e ele o levou para ser atendido no hospital. Em uma outra situação, estava em um aniversário com a família na casa de um amigo e entraram três ou quatro assaltantes violentos. A polícia acabou invadindo e dois deles foram baleados. Um foi conduzido para o hospital aqui em Valinhos. Eu não estava de plantão nesse dia, mas algumas horas antes da festa, um colega me pediu para substituí-lo no plantão. Surgiu um compromisso pessoal e eu aceitei. O assaltante baleado foi levado para o hospital e quem acabou tendo que operá-lo fui eu.

O que o senhor sentiu?

O sentimento é conflitante. No momento, lembrando do contexto do assalto, do tiroteio, fica um misto de raiva, afinal de contas você teve seus filhos, sua mulher e seus amigos na mira do revólver. No entanto, depois que você cai na sua rotina normal, esse sentimento deve ser bloqueado e você faz o que tem que ser feito. Eu não poderia deixar de cumprir o meu compromisso que era estar de plantão e atender quem quer que fosse. Felizmente ou infelizmente foi ele. Mas tudo saiu bem. Nós os operamos e ele ficou ali por alguns dias. Logo após teve alta, foi conduzido para o presídio e respondeu processo.

O senhor teve notícias dele?

Soube que depois de alguns anos ele foi morto numa troca de tiro com a polícia.  

Olhando para trás, em 2016, quando o senhor começou a administrar Valinhos, qual cidade o senhor encontrou?

Valinhos já carregava uma dívida de longo prazo bastante grande, a receita  comprometida nessa dívida. Foi um cenário bastante difícil. Em 2017 e 2018 fizemos uma reorganização administrativa, pagamos credores e restabelecemos a confiança no comércio local. A Prefeitura de Valinhos é boa pagadora, tem condição de ser boa pagadora.

Qual foi o maior desafio?

O grande trabalho inicial de 2017 foram os cortes e mais cortes de despesas para cuidar da base, das finança do município, cuidar da previdência do funcionário, acertar a parte documental da prefeitura para que ela se tornasse viável. Ela estava falida. Depois conseguimos ampliar os serviços para a população. E assim se passaram dois anos desse trabalho. Esse ano de 2019, apesar das dificuldades, sem sombra de dúvida está bem melhor por conta dessa reorganização.

Quais foram os mais difíceis de serem superados?

Na administração pública, tudo é importante. Só que é necessário ter prioridades. Qual é a prioridade? Nós encontramos uma prefeitura com as prateleiras vazias. Não havia remédio. E a população reivindicando, com razão, porque seu imposto é cobrado. Mas para isso, foi necessário fazer opções. Qual a opção? Passamos o primeiro ano sem comprar uniforme escolar e acabamos reformando uniformes novos que não foram utilizados anteriormente. E ninguém ficou sem uniforme. Tivemos que fazer opções em outras áreas também. Eu preciso de um trator, de um caminhão, mas tenho que comprar o remédio. Eu tenho que contratar mais médicos, mais enfermeiros. Tem que cuidar do pronto-socorro, do UPA. Então deixa a compra do trator para depois e vamos consertá-lo. Foi assim que agimos.

A Festa do Figo movimenta o turismo, agronegócio e a cultura da cidade. Como foi a organização na sua administração, também foi um desafio?

A realização da primeira Festa do Figo da nossa administração também foi um desafio porque mobiliza muita gente para a sua organização. Mas a festa foi um sucesso. Nós tivemos uma das primeiras festas da cidade que, além de não dar prejuízo, deu algum lucro. Então nós tivemos essa alegria também.

Temos hoje uma crise econômica e uma crise política. As duas têm impactos significativos na gestão municipal. Quais foram os impactos na sua gestão?

A maior parte das obras que nós realizamos até hoje foi fruto de convênios. Havia uma inadimplência no repasse do dinheiro do convênio por parte do Estado, da União. Até hoje nós temos algumas obras que não se desenrolaram por completo por falta desse repasse. Então é necessário que você faça cortes para dar continuidade a essas outras obras.
Se você não gerenciar isso, vai ficar com um mausoléu parado na cidade. Até janeiro,  fevereiro próximo, estaremos concluindo todas as obras que encontramos abandonadas.

E quais são essas obras, prefeito?

A maior parte já foi entregue, mas temos algumas ainda. O laboratório municipal, um centro de artes marciais, um centro de treinamento de força, que é uma academia. Temos uma piscina semiolímpica aquecida e coberta. Temos uma ponte na Avenida Joaquim Alves Correia, algumas obras de recapeamento que também são de convênios. Mas a maior obra que vamos entregar não é fruto de convênio, mas de recurso próprio, que é a Escola dos Cocais. Até o final do ano estará pronta e será a maior escola do município. Investimos R$ 2.2 milhões nessa obra que estava abandonada há quase dez anos. Temos ainda duas creches, do São Luís e do Jardim Palmares, que estão em processo de finalização. Temos um centro de especialidades médicas. Outra obra grande que realizamos logo no início de 2017 foi a ponte da Capuava que havia caído há 14 anos. Era uma grande reivindicação da população. A canalização do córrego Invernada que, sem dúvidas, será o novo cartão postal da cidade.

Um dos setores mais afetados pela crise econômica é a Saúde. Ao mesmo tempo em que houve queda de arrecadação, houve aumento na procura pelos serviços. Que medidas Valinhos adotou para equacionar essa questão?

Existem repassaes feitos pela União e alguns poucos realizados pelo governo do Estado. Alguns desses repassaes são utilizados para a compra de medicamentos, outros para média e alta complexidade, de atendimento hospitalar. Outros para as unidades básicas de saúde. O que acontece é o que valor do repasse não leva em conta o fluxo de usuários de outras cidades para atendimento em Valinhos. Essa situação causa prejuízo. Mas para isso, temos que fazer opções. Sou cobrado sobre limpeza pública, a manutenção da cidade, zeladoria, o tapa-buraco, o recapeamento das ruas da cidade. Mas entre comprar um remédio, entre atender a população no posto de saúde, no pronto-socorro e cortar o mato, sem dúvida nós vamos comprar o remédio, vamos atender a população no posto de saúde.

É difícil ter que fazer escolhas, prefeito?

Sim, mas necessário. Entre dar a merenda para as crianças e comprar uniforme, nós vamos priorizar a merenda. Entre dar a merenda para as crianças e tapar o buraco, primeiro a gente dá a merenda e depois tapa o buraco. Sei que é difícil, eu também passo no mesmo buraco, mas é necessário fazer a opção. Muita coisa precisa ser feita, reconheço isso, mas muito aconteceu de positivo na cidade.

Houve uma preocupação investir em segurança hídrica depois de Valinhos enfrentar problemas com falta de água. O que foi feito?

Duplicamos a capacidade de captação de água do rio Atibaia. Foram construídos vários reservatórios, poços profundos de captação de água do subterrâneo também. Desassoreamos a Lagoa do CLT, estamos terminando o desassoreamento da Lagoa do Cambará, no Country Club. Então são reservatórios naturais. Em um momento de estiagem, sem reservatórios atuando, não daríamos conta. A água tem fim e por isso tem que ser usada com responsabilidade. Vale lembrar que tivemos a oportunidade de fazer uma uma parceria o Serviço de Tratamento de Água e Esgoto de Campinas, a Sanasa, para investir na Estação de Tratamento de Esgoto de Valinhos. Uma parceria que traz benefícios para as duas cidades.

Como a população deve se sentir em relação ao projeto às críticas que a iniciativa vem recebendo?

O novo assusta. Mas a população deve ficar tranquila. Foi uma parceria inédita no Brasil e validada pelo próprio Ministério Público do Meio Ambiente, o Gaema, juntamente com a agência reguladora. Acabou gerando polêmica porque é novo. Mas foi uma oportunidade para solucionar o problema. Além disso, foi aprovada do ponto de vista de cuidado com o meio ambiente e de inovação, porque todos aqueles que estão abaixo do despejo de esgoto de Valinhos, que utilizam água do Atibaia para beber, serão beneficiados.

Quais os benefícios para o meio ambiente?

O cuidado com o meio ambiente é responsabilidade de todos nós. Não é responsabilidade só de Valinhos. É de todas as cidades que fazem parte da Bacia do PCJ, dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O cuidado com as bacias hidrográficas é responsabilidade de todas as cidades. Temos a obrigação de cuidar das matas ciliares, dos nossos rios e da nossa água de beber.  Quando a gente não investe em uma estação de tratamento de esgoto, a certeza é única: que a qualidade do efluente, ou seja, daquele esgoto tratado que será devolvido ao rio, será muito pior. Essa parceria é uma das parcerias mais modernas do planeta.

Valinhos terá uma fábrica de água de reúso?

O esgoto tratado vai gerar água com 99% de pureza. Ainda não é uma água para consumo humano, mas pode ser utilizada para as indústrias, na limpeza pública. Campinas, por exemplo, tem um projeto de abastecimento do aeroporto de Viracopos com água de reúso. A cada momento de estiagem, se você não investe na construção de reservatórios, se você não busca alternativas para melhorar o seu rio, eles acabam morrendo. E aí não vai ter água de verdade. Então precisamos de soluções. E essa foi uma alternativa bastante interessante. Elogiada por todos os técnicos.

Valinhos é a terceira cidade menos violenta do Brasil. Como o senhor conseguiu atingir essa posição?

Em Valinhos há uma integração muito forte das forças policiais da cidade. Diferente do que acontece em outros municípios, não existe rivalidade entre as Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal da cidade. As três forças trabalham juntas. Além disso, essa marca é fruto de investimento. Inauguramos recentemente uma nova base da Guarda Municipal, temos um canil novo e mais três cães farejadores. Nossas blitz conjuntas entre a Guarda Municipal e Polícia Militar têm acontecido com frequência. Temos 16 novas viaturas, além de mais 30 vagas para policiais que devem começar a trabalhar no começo do próximo ano. Estamos agora em fase de armamento e treinamento. O guarda precisa de condição para enfrentar a criminalidade. E todo esse investimento se traduz em resultados. Valinhos foi classificada recentemente como uma das cidades menos violentas do país e a terceira menos violenta na região metropolitana de Campinas. Então isso é um índice bastante importante.

Que Valinhos o senhor quer deixar na memória das pessoas?

No mínimo melhor do que aquela que eu recebi. Em todos os setores. Na zeladoria, na Saúde, na Infraestrutura. Nós teremos uma ponte extremamente importante de interligação de uma das principais avenidas da cidade, a Joaquim Alves Correia. Teremos uma segunda piscina pública, coberta, aquecida. Enfim, inúmeras outras obras serão entregues. Eu vejo uma cidade melhor organizada do ponto de vista dos seus equipamentos urbanos, mas fundamentalmente eu vejo uma cidade organizada financeiramente. O problema financeiro não está resolvido.Valinhos tem uma dívida imensa contraída no passado. Mas uma dívida que hoje está organizada, sendo paga, tornando a cidade viável.


 

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