ENTREVISTA - Alex Kiton

ENTREVISTA - Alex Kiton

“A cada ano o festival ganha mais notoriedade e exige mais de nós”
“A cada ano o festival ganha mais notoriedade e exige mais de nós”

Raio X 

Alex Kiton
Fundador do Valinhos em Dança
Data de nascimento: 06/02/1971
Formação/profissão: bailarino, professor, coreógrafo e gestor cultural

“A cada ano o festival ganha mais notoriedade e exige mais de nós”

Teve início na última sexta-feira, dia 5, a 18ª edição do Valinhos em Dança - Festival Internacional de Dança e Circo, o maior terceiro maior evento do segmento no país. À frente do sucesso acumulado ao longo de quase duas décadas, está o bailarino, professor, coreógrafo e gestor cultural Alex Kiton. Em entrevista à Folha de Valinhos ele fala sobre os bastidores do Festival e os principais desafios enfrentados ao longo de sua trajetória.

Quando surgiu a ideia de promover o Festival Valinhos em Dança?
O Valinhos em Dança nasceu da ideia de oferecer aos estudantes, professores e coreógrafos  um evento aonde todos pudessem desenvolver seus trabalhos e principalmente compartilhar suas experiências dentro desse universo que é a dança.O Valinhos em Dança existe desde 2002 É nele participaram grandes nomes da dança do cenário nacional e internacional. Muitos bailarinos e coreógrafos que já participaram do nosso evento hoje possuem papel de destaque em grandes companhias da dança no Brasil e no exterior.

Qual o principal objetivo do Festival Valinhos em Dança?
O principal objetivo do Valinhos em Dança continua sendo proporcionar a todos que praticam essa arte a troca de experiências, oferecendo a todos uma estrutura de alto nível técnico para assim desenvolverem os seus trabalhos com excelência.

O Festival de Circo é realizado pela segunda vez dentro do Valinhos em Dança e atraiu 600 artistas circenses este ano. Superou suas expectativas?
Foi uma surpresa muito positiva. A cada ano o festival ganha mais notoriedade e exige mais de nós no que se refere à infraestrutura, som e luz, segurança, acolhimento e organização. A comissão julgadora terá dois jurados internacionais, Carlos Sugarrara e Dani Barros, que já atuaram no Circo de Solei.

O Festival surgiu em 2002. O quanto ele evoluiu nestes anos?
Em 2002 começamos com 2 dias de apresentações (mostra não competitiva). Em 2004, passamos para três dias de evento, já no módulo competitivo. Em 2008, 4 dias. Em 2011, 6 dias. E, finalmente, em 2019, 10 dias de evento.
Fale sobre os principais desafios enfrentados.
Os maiores desafios durante todos esses anos e conseguir produzir e organizar eventos de qualidade com estrutura adequada e  fazer com que não só o poder público e mas o poder privado também invistam em cultura, que ofereçam meios para que consigamos se um país de 1o mundo culturalmente dizendo.

Nestes quase 20 anos de história, consegue dizer qual foi o momento mais marcante?
Durante esses anos trouxemos muitos professores e mestre da dança de grande renome nacional e internacional.
Muitos bailarinos, inclusive bailarinos Valinhenses que passaram pelo Valinhos em Dança hoje estão em grandes companhias do Brasil e do exterior

Ainda sobre as mudanças ocorridas no decorrer destes 17 anos, é possível dizer que houve melhora no cenário artístico no Brasil? Acredita que é mais fácil viver de arte hoje do que há 17 anos?
Com certeza hj e muito mais fácil viver de arte no Brasil do que a 17 anos atrás. Muitas portas se abriram

 

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