Um valinhense feliz

Um valinhense feliz

Coluna Momentos

por pastor Rui Mendes Faria

Querido amigo leitor, hoje celebramos o aniversário de Valinhos. São 126 anos de história da terra do figo roxo e eu tenho muito a agradecer pelo acolhimento que recebi dos valinhenses e pela oportunidade de trabalhar, formar minha família e construir uma igreja, que em julho, completará 35 anos.

Em 1970, minha família veio do Rio de Janeiro para que meu saudoso pai fosse trabalhar no Cartonifício Valinhos. Nessa empresa, onde também trabalhei, pude conhecer o senhor Segismundo Celani, um dos mais ilustres valinhenses. Só para que vocês saibam, ele está com 92 anos, lúcido e com uma memória invejável.

Lembro-me da antiga rodoviária, na rua 21 de dezembro, onde havia muitas lojas e o Cine Saturno. Que saudade! Também ali próximo, ficava uma das primeiras papelarias da cidade, aliás, não só papelaria, também uma alfaiataria, e Tuti Lovizaro, além de comerciante era Juiz de Paz. É possível que Tuti tenha feito o seu casamento, ou que você seja um dos frutos das inúmeras uniões que ele celebrou. Não esqueço das peças teatrais que fizemos juntos e de quando nos apresentávamos no Clube da Rigesa e em outros lugares. Que delícia! Ali pertinho também estava o salão do Allan Kardec Forte, onde cortei meus cabelos por muitos anos e hoje tenho muita saudade desse amigo querido que já se foi.

Dava orgulho ser aluno do Leme do Prado. Que saudade dos meus professores!

Trago boas recordações da época em que a Festa do Figo era realizada na rua da matriz antes de serem transferida para a praça Washington Luiz. Rapidamente a praça tornou-se o ponto de encontro da cidade. Foi lá que conheci a minha primeira namorada, que depois tornou-se a mãe de meus filhos. A cidade pulsava nessa praça! Ali fiz muitos amigos, dentre eles, Jurandi Prando que cuidou de mim como um pai amoroso. Que saudade dele!

Nesses 51 anos de Valinhos, vi com alegria o progresso chegar à cidade; ruas, avenidas, pontes e viadutos serem construídos. Também acompanhei o fechamento da cancela da Rua 12 de Outubro e dos cines Brasil e Saturno. Vi também desaparecerem muitas chácaras de famílias que produziam o delicioso figo roxo. Que pena!

Não me esqueço dos queridos amigos “rigesianos”, homens como o mestre Sebastião Maria, os irmãos Pedro e Toninho Contiero, que faleceu há pouco, e tantos outros que me ajudaram.  Muito obrigado a todos!

Ao longo de cinquenta anos, participei ativamente da vida pública de Valinhos e, à partir de 1980, tive o privilégio de aconselhar a muitos dos prefeitos que governaram a cidade. O que considero ser uma difícil tarefa. Que bom ser útil!

Concluo afirmando que fiz dessa cidade o meu pedaço de terra, assim como diz o Hino de Valinhos: “Valinhos, terra sem igual; Valinhos, meu torrão natal.”

Agradeço ao meu bom Deus por me ter trazido para esta cidade tão acolhedora, onde as portas se abrem aos que aqui chegam para viver, trabalhar e frutificar.

Parabéns Valinhos! Deus é contigo!