Sobre o amor e o julgamento

Sobre o amor e o julgamento

Coluna Momentos

com pastor Rui Mendes Faria

Queridos leitores, vocês já pararam para pensar que existem pessoas de quem não gostamos? Ao longo da vida, conhecemos muitas pessoas, mas somente com algumas estabelecemos um relacionamento mais íntimo, e isso é algo natural. A Bíblia nos ensina que devemos nos afastar das pessoas que praticam o mal (2 Timóteo 3.1-5). Entretanto, devemos ter cuidado para não pecar ao julgar a ninguém.

Por isso, quero falar brevemente com vocês sobre dois assuntos muito importantes. O primeiro é o dever de amar ao próximo como a nós mesmos, e o segundo, a proibição de julgar o próximo. Sobre o amor ao próximo, Jesus resumiu toda a Lei de Moisés em duas sentenças: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22.37-39). Notem que a ordem dada por Jesus não é a de evitar odiar ou criar conflito com o próximo, mas amar a todos e fazê-lo como a nós mesmos. Que tarefa difícil, não é mesmo? Há pessoas que parecem impossíveis de ser amadas.

Nesse caso, minha sugestão é para que você, antes de tirar qualquer conclusão, ore por essa pessoa e não a odeie. O poder da oração fará com que você, gradativamente, passe a amá-la. Eu sei, por experiência própria, que dá certo!

Da mesma forma que devemos amar ao próximo, não podemos julgar a ninguém. O julgamento sempre é feito com base na nossa visão do mundo, e a Bíblia diz que a forma como enxergamos não é a como Deus vê (1 Samuel 16.7). Além disso, só Jesus é perfeitamente justo para julgar a conduta de outra pessoa.

Você já reparou que temos a tendência de relativizar nossos pecados e de hipervalorizar os dos outros? Mas quem disse que nós não somos tão ou mais pecadores que o próximo? “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mateus 7.3).

Nunca devemos julgar a quem quer que seja (Mateus 7.1-5), pois todo julgamento pertence a Deus (Salmo 98.9). Por isso, queridos leitores, nesse momento de distanciamentos, físicos e afetivos, numa época de tanto ódio e revanchismo, vamos nos esforçar para cultivar o amor por todos e não julgar a ninguém.

Como filhos obedientes ao Pai, deixemos que Jesus julgue e trate com cada um, pois só Ele é perfeito para retribuir a todos conforme seus atos.

Que o Deus de amor, o Jesus da graça e o Espírito Santo da consolação seja sobre todos!