Programa sobre gravidez precoce envolve 1,6 mil estudantes

Programa sobre gravidez precoce envolve 1,6 mil estudantes

Iniciativa das secretarias de Educação e de Saúde é para levar orientações aos jovens
Iniciativa das secretarias de Educação e de Saúde é para levar orientações aos jovens

A gravidez precoce é algo que preocupa a todas as famílias e quando a mesma acontece, na maioria das vezes nem o adolescente e nem a família sabem onde obter informação e onde buscar apoio. Foi pensando nisso que a Secretaria de Educação e a Secretaria de Saúde, ainda no primeiro semestre de 2019, deram início ao Programa de Ações Preventivas de Saúde e Gravidez Precoce. O principal objetivo é levar informação e orientação aos jovens das escolas municipais.

De acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no Brasil ocorrem quase 70 nascimentos para cada mil adolescentes, um índice maior do que o da América Latina, do Caribe e da taxa mundial. De cada 5 gravidez na adolescência, 4 não são planejadas.

O Programa está sendo desenvolvido em 13 Escolas Municipais de Educação Básica - EMEBs – Ensino Fundamental – da Rede Municipal e, atingem diretamente 1.600 alunos dos 8º e 9º anos. No último dia 29 de agosto, a equipe multidisciplinar responsável pelo programa esteve reunida para avaliar as ações do primeiro semestre e definir as próximas etapas.

Segundo a diretora do Departamento de Programas e Projetos em Saúde, Greta Barduchi, o Programa é uma importante ferramenta de conscientização e educação acerca de um tema tão atual e complexo. Contudo, segundo ela, além da gravidez precoce, temas como álcool na adolescência, segurança na Internet e DST na gravidez também são abordados com alunos que estão participando do programa. “Neste segundo semestre, nosso objetivo é que a equipe se dirija às escolas participantes para a realização de palestras”, destacou.

O Programa é desenvolvido nas seguintes Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) - Educação Fundamental - EMEB Cecília Meireles; EMEB Dona Carolina de O. Sigrist; EMEB Horácio de Salles Cunha; EMEB Luiz Antoniazzi; EMEB Prefeito Jerônymo Alves Corrêa; EMEB Prof°. Waldomiro Mayr; EMEB Tomoharu Kimbara; EMEB Vice Pref. Antônio Mamoni; EMEB Luiz Antoniazzi;; EMEB Prof.ª Edina Aparecida Bampa da Fonseca, entre outras.
Para o secretário de Educação, professor Zeno Ruedell, o Programa é de grande importância para a Rede Municipal, pois além dos principais envolvidos, nossos jovens e adolescentes, os professores também, como agentes mediadores e multiplicadores, recebem informações e são orientados na forma como devem proceder, quando um caso acontece. “ A gravidez não desejada pode mudar por completo todos os planos dessas jovens que estão despontando para novos voos e novos projetos de vida. Por isso a importância de levar esse debate para dentro da sala de aula”, disse.

Para a professora Fabíola Córdon, coordenadora da área de Ciências da Secretaria de Educação, o conhecimento sobre a saúde física e integridade psicossocial do aluno nessa idade é muito importante para a formação de conceitos e atitudes. “É uma fase onde eles estão aprendendo e conhecendo sua corporeidade, isto é, reconhecendo suas mudanças biológicas e psicológicas”, disse.

Para ela, o principal objetivo do Programa é levar e proporcionar a eles melhores ações preventivas de saúde e consequentemente respeito à vida, visando evitar uma possível gravidez nesse período. Neste contexto, a professora Fabíola destaca a importância da família, que além de receber apoio, também precisa dar esse apoio à filha . “Ao receber uma notícia desta natureza, ou seja, uma gravidez não planejada e precocemente, a família é importante no que diz respeito ao apoio psicológico e social, sobretudo amparando integralmente essa situação”, afirma.
Fabíola explicou que na EMEB Carolina Sigrist, no bairro Capivari, a equipe do Programa também aborda o tema do alcoolismo na adolescência e na EMEB Cecília Meireles – Jardim Paraíso - e EMEB Prefeito Jerônimo Alves Correia, no Jardim do Lago, tratam do tema Segurança na Internet.
Para a professora, a Internet e as Redes Sociais, quando bem utilizadas, podem promover o desenvolvimento do conhecimento e ajudar em questões como a gravidez na adolescência. “O problema é que as redes sociais oferecem informações erradas e de má conduta, passando dos limites de respeito e da dignidade. Isso provoca, nos alunos, atitudes inconsequentes que prejudicam sua formação e até a vida adulta”, finaliza.