Marcos Alves, as frutas e os amigos

Marcos Alves, as frutas e os amigos

Quem está acostumado a passar em frente ao Banco Itaú, no centro da cidade, já reparou em uma barraca de frutas, pequena, mas organizada e extremamente acolhedora. Isso porque o Marcos Vinícius Alves, 52 anos, é muito querido e respeitado pelas pessoas que passam pelo local, a maioria fregueses que se tornaram amigos, alguns deles há mais de 30 anos. Marcos chegou em Valinhos em 1981 e logo começou a trabalhar. “Meu pai morreu cedo e com 12 anos arrumar emprego era difícil. Então eu e meu irmão íamos no Ceasa comprar caixa de frutas para vender. Isso ajudava no orçamento de casa”, lembra.

O tempo passou e Marcos se estabeleceu no ramo. “Sou formado em Informática e dava aulas de reforço. Mas gosto de fazer isso, vender porque cada um dia é um dia diferente, gosto de fazer amizades. Não é pelo dinheiro e já tive a oportunidade de salário melhor. Graças a Deus sou bem remunerado na minha área, tenho minha casa, meu carro, construí minha família e ajudei meus irmãos”, explica. Ele é casado com Isabel e pai da Isabele. A família mora no bairro Vera Cruz.

A rotina satisfatória começa de madrugada e termina no final da tarde. “Acordo as 3h da manhã, vou para o Ceasa, monto a banca as 8h e ficou até as 16h de segunda a sexta-feira”, afirma. Mesmo com muito trabalho, Marcos sabe ter tempo de qualidade. “Final de semana separo tempo para mim. Vou pedalar e fico com a família”, completa.

Outro motivo para comemorar é que ele é um dos curados da Covid-19. “Em janeiro peguei Covid e fiquei 40 dias de cama. Quase morri, mas Deus tinha um plano na minha vida”, conta. Assim, com satisfação pessoal e profissional, ele continua sonhando. “Planejo reduzir a carga horária para curtir mais a minha vida e família, e quero dar estudo para minha filha”, finaliza.

Marcos Vinícius Alves

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