Hojé, dia 27, é celebrado o Dia das Empregadas Domésticas

Hojé, dia 27, é celebrado o Dia das Empregadas Domésticas

Julcenei Martins, 58 anos, trabalha como diarista durante a semana inteira
Julcenei Martins, 58 anos, trabalha como diarista durante a semana inteira

Faxineira. Empregada Doméstica. Secretária do Lar. Diarista. Apesar dos diferentes nomes utilizados para fazer referência a estas profissionais, um conceito é unânime: elas são a salvação de milhares de homens e mulheres por todo o país.

Mais do que limpeza, elas cuidam das roupas, da casa, das gavetas, do jantar das crianças, do café da manhã e do almoço. Todos dias, deixam suas próprias casas para se dedicarem inteiramente a uma missão: transformar residências em ambientes acolhedores. Com elas na linha de frente, não há bagunça ou desordem que sobreviva.

Aos 58 anos, Julcenei Martins trabalha como diarista durante a semana inteira. Em algumas casas o serviço é fixado em dias específicos da semana e em outras, os trabalhos são quinzenais. O vínculo com os empregadores, contudo, é uma das grandes satisfações de Jocileia. “Sou diarista há dois anos e já tive oportunidade de conhecer pessoas diferentes. São pessoas que eu gosto, e que gostam de mim. Gostam do que eu faço. Meu trabalho é tudo pra mim”, afirma.

Apesar da quarentena, ela continua realizando as faxinas. “Temos tomado todos os cuidados, inclusive de não permanecer nos mesmos cômodos. Uso luvas e máscara o tempo todo”, conta. Sobre o que espera dos patrões, ela responde: “reconhecimento!”

Há 11 anos, Sandra Regina, 49, trabalha na casa da mesma família. Todos os dias ela chega cedo, prepara o café da manhã, tira o pó da casa, limpa os banheiros, recolhe o lixo, lava roupas e deixa tudo em ordem para a família com quem trabalha há mais de uma década. “Eu prefiro que me chamem de secretária do lar. O que eu espero sempre é ter na minha patroa uma amiga. Meu trabalho representa tudo pra mim” diz. Sandra também continua trabalhando durante a quarentena.

Em alguns casos, empregadores têm optado por manter o pagamento das funcionárias, mas dispensam os serviços durante este período. “É uma questão de segurança tanto para ela (que pode ficar em casa), quanto para nós. Meu marido e eu estamos no grupo de risco devido à idade e preferimos dividir as tarefas dentro de casa”, diz Regina Helena.

A decisão de manter o pagamento, para eles, é uma forma de ajudar neste período de crise. “Nossa diarista trabalha conosco há muitos anos e não achamos justo simplesmente suspender o pagamento, porque ela conta com isso. Graças a Deus temos condições para fazer isso hoje”, finaliza.

Data comemorativa
O Dia da Empregada Doméstica é comemorado anualmente em 27 de Abril. A Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1978, regulamentou a profissão de Empregado Doméstico, estipulando os direitos e deveres do profissional. No entanto, mesmo sendo oficializada, muitos profissionais da área reclamam das condições de precárias de trabalho.

A data é uma homenagem à Santa Zita, considerada a padroeira das empregadas domésticas. Santa Zita nasceu em 1218, na cidade de Lucca, na Itália, e trabalhou desde os seus 12 anos de idade até sua morte para uma família italiana.

Zita era conhecida por ser bastante generosa com os pobres, sendo que tirava sempre o seu (pouco) dinheiro para oferecer aos menos favorecidos que sempre batiam à porta da família para a qual trabalhava.
A empregada doméstica morreu em 27 de Abril de 1271, e devido a seu exemplo de santidade, o Papa Inocêncio XII a canonizou em 1696 e declarou-a como a "Santa das Empregadas Domésticas".