Bolsas de NY renovam máximas históricas de fechamento com dados da China no radar

Bolsas de NY renovam máximas históricas de fechamento com dados da China no radar

São Paulo

Os principais índices acionários de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira, 15, em alta e renovaram suas máximas históricas de fechamento, com dados econômicos da China e a temporada de balanços no radar. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,10%, aos 27.359,16 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,02%, para 3.014,29 pontos e o Nasdaq, 0,17%, para 8.258,19 pontos.

Na noite deste domingo (pelo horário de Brasília), o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) da China divulgou que a produção industrial do país cresceu 6,3% em junho ante o mesmo mês de 2018 e 5,0% em relação a maio, superando expectativas - analistas consultados pelo Wall Street Journal previam fortalecimento de 5,3% na comparação anual. Já as vendas no varejo da China subiram 9,8% em junho na comparação anual, e 8,6% ante o mês anterior. Especialistas estimavam alta de 8,4% em relação ao mesmo mês de 2018.

Por outro lado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático cresceu 6,2% no segundo trimestre em relação ao observado em igual período de 2018, enquanto analistas esperavam alta de 6,3%, gerando certa cautela.

O mercado ainda segue na expectativa pela temporada de balanços dos EUA, que já se iniciou com a divulgação do lucro líquido e receita do Citigroup no segundo trimestre acima das expectativas. As notícias chegaram a fortalecer os papéis do grupo, mas eles recuaram e fecharam em queda de 0,08%. Outros grandes bancos como JPMorgan, Bank of America e Goldman Sachs também devem divulgar lucros trimestrais ainda nessa semana. Com as especulações adjacentes, suas ações cederam 1,21%k, 0,78% e 1,10%, respectivamente.

O Facebook perdeu valor nesta segunda-feira e fechou em queda de 0,47%, em meio a uma declaração do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, que declarou hoje que o governo não irá permitir que criptomoedas operem "no escuro". O Facebook pretende lançar em 2020 uma moeda virtual, a Libra.

Já o Twitter se fortaleceu em 2,22%, após a rede social lançar um site reformulado. Em relação à Boeing, a empresa viu seus papéis recuarem 1,02%, após notícias de que o modelo de aviões 737 Max pode não voltar a ser utilizado este ano, já que técnicos levarão tempo para consertar o software de controle de voo.