Karina Alves dará suporte aos surdos no Paço Municipal

Karina Alves dará suporte aos surdos no Paço Municipal

A jovem Karina Alves, 27 anos
A jovem Karina Alves, 27 anos

A jovem Karina Alves, 27 anos, surda, será contratada pela Prefeitura através de um Convênio de Estágio com o Ciee para acolher os surdos que buscarem serviços no Paço Municipal. Essa é uma reivindicação antiga do Movimento de Surdos da cidade e uma importante conquista para a comunidade surda de Valinhos. É o passo inicial para futuramente a cidade ter uma Central de Intérprete em Libras e, assim, ampliar a acessibilidade em diferentes espaços públicos. 

Karina é formada em Logística e atualmente cursa o 5º semestre da Faculdade de Letras-Libras na UNIFAJ em Jaguariúna, o que também vai permitir que ela lecione aulas para crianças surdas, que é outra reivindicação do Movimento de Surdos.

Karina, a Professora Mirian Santos e o vereador Mayr se reuniram com o Secretário Wilton no início do mês e falaram sobre a possibilidade de iniciar a atividade. ”Durante a reunião perguntei da possibilidade de trabalhar na Prefeitura porque eu estava desempregada. Foi quando a professora Mirian sugeriu que eu fosse contratada atrás do convênio do CIEE, pois estou cursando a minha segunda faculdade”, explica.

O secretário aprovou a ideia e a contratação se tornou possível. “A professora Mirian entrou em contato com o Ciee e a Sol com o meu coordenador da Faculdade e graças a Deus deu tudo certo”, acrescenta. Ela será contratada pela Prefeitura como estagiária, por meio do Ciee, para dar atendimento no Paço Municipal aos munícipes que dependam de se comunicar e de informações em Libras.

O Prefeito Dr. Orestes  Previtale acolheu a ideia e agora a Karina só depende de entregar os documentos para a sua efetiva contratação. Ela estava acompanhada do intérprete Thiago Laubstein. A contratação de uma pessoa surda será um marco na Prefeitura com o objetivo de oferecer este serviço de comunicação em Libras no Paço Municipal.

O Movimento de Surdos ainda tem outras reivindicações para melhorar a qualidade de vida e a acessibilidade. “Gostaria também que no futuro bem próximo os surdos possam ter todos os seus direitos garantidos em Leis colocados em prática e que no nosso município tenha uma Escola Bilíngue ou pelo menos uma sala bilíngue, na qual os surdos possam aprender em Libras tendo a língua portuguesa como segunda língua, na modalidade escrita como já está no Plano Nacional de Educação, Lei 13005/14, meta 4.7”, conclui a Professora Mirian.