Igualdade, inclusão e oportunidade formam a luta das pessoas com deficiência

Igualdade, inclusão e oportunidade formam a luta das pessoas com deficiência

A luta pelos direitos básicos do ser humano como, por exemplo, o direito à vida e à liberdade de expressão, a liberdade de ir e vir, a igualdade, a proteção à intimidade e à vida privada é um anseio dos seres humanos. O Artigo 5º da Constituição Federal destaca que as pessoas são iguais perante a lei e que, portanto, todos têm direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade.

Para as pessoas com deficiência essa luta se torna ainda mais dramática diante da falta de oportunidades, acessibilidade e inclusão. Por isso, em 14 de julho de 2005, o Decreto Federal nº 11.133 criou o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência comemorado no último dia 21. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) existem cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil.

Para Vagner Alves, que durante 6 anos integrou o Conselho Municipal do Direito da Pessoa com Deficiência e reivindicou melhorias para as pessoas com deficiência, a data é significativa. “Representa o respeito à igualdade de oportunidades, às diferenças e inclusão social. Simboliza esperança e o fortalecimento de uma luta, que busca por políticas de direitos e afirmações da pessoa com deficiência”, explica.

Ele acrescenta que a comemoração deve ser seguida de ações efetivas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência. “Mais do que comemorar é preciso marcar terreno e estabelecer momentos de diálogos e debates em torno do tema da inclusão das pessoas com deficiência”, ressalta.

Vagner teve Poliomielite aos 2 anos de idade, perdeu a musculatura das pernas e a força para executar movimentos simples. Na infância ele não gostava de usar órteses nem muletas. Mas brincava como as demais crianças. “A maior dificuldade na infância foi o preconceito. Por exemplo só fui aceito para cursar a primeira série com 11 anos de idade”, acrescenta. Vagner destaca o papel da família para a pessoa com deficiência superar os obstáculos. “Minha família sempre teve um papel fundamental no meu processo de independência. Meus irmãos me levavam nas costas para escola. Minha mãe nunca me deixou ter limites, me matriculava em cursos deste artesanato, pintura, e me incentivava a estudar”.

Vagner é graduado em Administração de Empresas, pós graduado em Gestão Pública, radialista e locutor esportivo há 20 anos. “As pessoas precisam se descontruir de seus preconceitos e entender que a deficiência é uma característica. Não se pode definir uma pessoa por sua condição física. É preciso tirar a visão de doentinho ou coitadinho que há décadas rotulam às pessoas com deficiência”, finaliza.