Dr. Flávio Constantino fala sobre as vacinas para a Covid-19

Dr. Flávio Constantino fala sobre as vacinas para a Covid-19

Dr. Flávio Eduardo Constantino, da Clínica Valinhos
Dr. Flávio Eduardo Constantino, da Clínica Valinhos

O médico Dr. Flávio Eduardo Constantino, da Clínica Valinhos, disponibilizou um vídeo no Canal VV8 TV no You Tube para explicar como funcionam as principais vacinas que estão sendo testadas para combater o Coronavírus. Existem 3 vacinas principais no mercado: Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. Algumas já estão sendo aplicadas em alguns países. No Brasil estão sendo testadas a cerca de 4 meses, mas ainda aguardam aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O médico ressalta que cada vacina tem a sua peculiaridade. “A Coronavac é feita com vírus atenuado. Pegam o vírus e atenuam por aquecimento ou esfriamento. Deixam o vírus vivo, mas ele é incapaz de causar doenças. Simplesmente causa reação aos anticorpos. Quando é injetado, ele vai gerar anticorpos que vão combater o vírus”, explica. De acordo com o Dr. Flávio, as vacinas de febre amarela e sarampo usam o mesmo princípio.

Já a Astrazeneca é diferente. “A Astrazeneca pega o vírus e manipula geneticamente esse vírus. Pega um pedaço do RNA e coloca dentro do vírus incapaz de fazer coisa mais séria. Transformam, disseminam dentro do organismo e ele também vai gerar os anticorpos para poder combater o Coronavírus”, afirma.

A Pfizer segue o mesmo princípio da manipulação genética. “A Pfizer também é manipulação genética, também pega um pedaço do vírus, só que desta vez ela faz um invólucro como se fosse um envelope, o vírus fica dentro desse envelope. Basicamente está injetando o RNA dentro de você. Com isso também vai gerar anticorpo”, explica.

Todas as vacinas já foram testadas e algumas são usadas em outros países “Você tem a sua escolha. São institutos seríssimos, as vacinas passaram por testes e auditorias. Qualquer uma vai atender a gente”, destaca. Em relação a durabilidade ainda é incerto. “Sabemos a eficácia: 90 a 95%. Mas não sabemos a duração. Cientistas vão estudar daqui para frente”, finaliza.

Confira o video no link https://www.youtube.com/watch?v=wXvvpCQsyCc